Aumenta preocupação de bancos com risco político e fiscal

 

Aumenta tempsorario

As instituições financeiras estão mais preocupadas com o cenário político, devido às eleições deste ano, e com os riscos fiscais

É o que mostra pesquisa realizada trimestralmente e divulgada ontem (17) no Relatório de Estabilidade Financeira do Banco Central (BC). A pesquisa é feita com 55 instituições financeiras, que representam 92% do sistema financeiro em termos de ativos, envolvendo bancos públicos e privados.
Segundo o relatório, a frequência de citação de fatores relacionados com “inadimplência e recessão” continua apresentando forte redução. Depois de ter caído de 90% em maio de 2017 para 72% em agosto de 2017, a frequência de citação desse risco atingiu 56% em fevereiro de 2018. “A melhora na percepção é consistente com o processo de recuperação econômica iniciado em 2017, refletido no crescimento do PIB [Produto Interno Bruto, soma de todos os bens e serviços produzidos no país] nesse ano, após dois anos de recessão”, diz o relatório.
Em contraste, acrescenta o BC, a preocupação com riscos políticos continuou sua trajetória de crescimento, e foi o mais citado pelos bancos. “Enquanto esse risco era citado por 44% das instituições em maio de 2017, na última pesquisa foi citado por 64% das instituições, motivado pelas incertezas associadas ao processo eleitoral de 2018”, destaca o BC.
Por sua vez, os riscos fiscais continuam a ser objeto de preocupação das instituições, sendo citado por 56% dos bancos pesquisados. “As instituições financeiras mantiveram os riscos políticos e fiscais como os mais prováveis e com maior impacto no sistema financeiro”, afirma o relatório.
Nos últimos seis meses, houve piora na percepção de fatores de risco advindos do cenário internacional (citados por 51% dos respondentes em fevereiro de 2018, ante 28% em agosto de 2017) e aumento da probabilidade de acontecer. “Nesse grupo, a principal preocupação se refere ao processo de retirada de estímulos monetários nos Estados Unidos e em outras economias avançadas e suas repercussões no sobrefluxo de capitais e no custo de captação de países emergentes”, explica o relatório. Esse cenário envolve aumento da incerteza, fuga de capitais, alta do dólar e redução da nota de crédito dada por agências de classificação de risco (ABr).

Análise do TCU poderá adiar leilão da Eletrobras

Analise tempsorario

A análise do edital de privatização das distribuidoras da Eletrobras pelo Tribunal de Contas da União (TCU) poderá resultar em atraso do leilão, previsto para o dia 21 de maio, disse José Múcio Monteiro, ministro daquela corte. Ele informou que a análise será concluida em cerca de um mês, e o assunto voltará a ser debatido em plenário. 

Segundo Múcio, a análise do edital foi retirada da pauta do plenário depois que o Ministério Público pediu uma série de esclarecimentos. “[O acórdão] está sendo devolvido para a unidade técnica, que terá duas ou três semanas para analisar. Depois, vamos remeter à procuradora [procuradora-geral do Ministério Público junto ao TCU, Cristina Machado], e volta para análise aqui. Dentro de um mês, um mês e pouco, é que vamos voltar a colocar isso para o plenário.”
Ontem (17), José Múcio reuniu-se com os ministros Moreira Franco, de Minas e Energia; Esteves Colnago, do Planejamento; e Eduardo Guardia, da Fazenda. Após a reunião, Múcio disse à imprensa que o cronograma do dia 21 “já era”. “Não tem condições. Põe quatro semanas e passa do dia 21. Tem que responder às questões que foram feitas”. De acordo com Moreira Franco, as questões serão respondidas dentro de dois ou três dias. “Existem ainda pontos de natureza técnica que serão esclarecidos pela equipe do governo. A relação do governo com o tribunal, do ponto de vista técnico, é relação de cooperação mútua.”
Serão privatizadas a Companhia de Eletricidade do Acre (Eletroacre), a Centrais Elétricas de Rondônia (Ceron), a Boa Vista Energia, a Amazonas Distribuidora de Energia (Amazonas Energia), a Companhia Energética do Piauí (Cepisa) e a Companhia Energética de Alagoas (Ceal). A Eletrobras assumirá as dívidas das empresas, no valor de R$ 11,2 bilhões, e os encargos, de R$ 8,5 bilhões, referentes a créditos e obrigações com a Conta de Desenvolvimento Energético e a Conta de Consumo de Combustíveis (ABr).

COMO TRANSFERIR PONTOS DE MULTAS PELO CELULAR

A transferência de pontos de multas de trânsito poderá ser feita por celular em São Paulo. A indicação do motorista condutor no momento da infração poderá ser feita a partir de aplicativo do Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo (Detran). O programa está disponível para os sistemas operacionais Android e iOS.
O aplicativo traz ainda a novidade de permitir a identificação do proprietário do automóvel com uma foto do rosto do condutor (selfie) e uma assinatura na tela do aparelho. O reconhecimento por foto poderá ser feito por todos os motoristas cadastrados no estado de São Paulo. A operação de transferência de pontos da carteira de habilitação do titular do veículo para o condutor que efetivamente cometeu a infração já era possível pelo site do Detran. 
O órgão recebe por mês uma média de 5,5 mil pedidos de transferência, sendo que 3,5 mil são deferidos. Após a identificação do proprietário do veículo, é preciso repassar os dados do condutor que receberá os pontos da infração, com número do CPF, da carteira de habilitação, selfie e assinatura. Com o aplicativo, é possível acompanhar o andamento do pedido (ABr).

China cogita imposto de 180% sobre cereais dos EUA

China tempsorario

China ordenou aos importadores de sorgo dos Estados Unidos que realizem depósitos referentes a uma possível alta dos impostos sobre o cereal, em mais um episódio da guerra comercial entre os dois países. A medida é resultado de um inquérito antidumping do Ministério do Comércio de Pequim, que determinou que o produto está sendo vendido a preços “impropriamente baixos” no país.
Por conta disso, os importadores deverão pagar taxas equivalentes a 178,6%, para cobrir possíveis medidas antidumping quando o caso for concluído. O dumping é a prática de exportar produtos a preços inferiores aos realizados no mercado interno e é considerado concorrência desleal. A guerra comercial entre EUA e China começou após Donald Trump sobretaxar a importação de aço e alumínio, dois dos principais produtos de exportação do país asiático.
Desde então, as duas potências vêm levantando barreiras para a compra de itens produzidos na outra nação. Ao mesmo tempo, tentando assumir a liderança da defesa do livre comércio, a China anunciou nesta terça-feira (17) que removerá o limite à participação estrangeira em toda a cadeia de produção de navios e aviões e em joint ventures no setor automotivo. No primeiro trimestre de 2018, o PIB chinês teve uma alta de 6,8%, um pouco acima das projeções do mercado, que previa crescimento de 6,7% (ANSA).

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