Mercado financeiro reduz estimativa de inflação e projeta Selic em 6,25%

O BC tem sinalizado que fará mais uma redução na taxa Selic, em maio, e na reunião seguinte do Copom, em junho, interromperá o ciclo de cortes para analisar o cenário.

O mercado financeiro reduziu pela nona semana seguida a estimativa para a inflação este ano

A expectativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), desta vez, passou de 3,57% para 3,54%, de acordo com o boletim Focus, publicação divulgada todas as semanas pelo Banco Central (BC), elaborada com base em pesquisa sobre os principais indicadores econômicos.
A projeção está mais distante do centro da meta de 4,5%, mas acima do limite inferior de 3%. Para 2019, a estimativa para a inflação caiu, pela segunda semana consecutiva, ao passar de 4,10% para 4,08%, abaixo do centro da meta de 4,25%. A meta tem limite de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Nesse cenário de inflação baixa e economia se recuperando, o mercado financeiro espera que a taxa básica de juros, a Selic, seja reduzida em 0,25 ponto percentual, de 6,50% para 6,25% ao ano, na próxima reunião do Copom, em maio.
O BC tem sinalizado que fará mais uma redução na taxa Selic, em maio, e na reunião seguinte do Copom, em junho, interromperá o ciclo de cortes para analisar o cenário. A Selic é o principal instrumento do Banco Central para alcançar a meta de inflação. Quando o Copom aumenta a Selic, o objetivo é conter a demanda aquecida, e isso gera reflexos nos preços, porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Quando o Copom diminui os juros básicos, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle sobre a inflação.
De acordo com a previsão das instituições financeiras, a Selic encerrará 2018 em 6,25% ao ano e subirá ao longo de 2019, terminando o período em 8% ao ano. A estimativa para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), a soma de todos os bens e serviços produzidos no país, deste ano, caiu de 2,89% para 2,84%. Para 2019, a projeção é mantida em 3%, há nove semanas consecutivas (ABr).

Inflação pelo IPC-S fecha primeiro trimestre com alta

Divulgação

A inflação - medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) - fechou a última semana de março com variação acumulada de 0,17%, alta de 0,03 ponto percentual em relação à semana anterior. Com o resultado, o IPC-S encerrou o primeiro trimestre com alta acumulada de 1,03%. Nos últimos 12 meses, o indicador registra alta de 2,76%. Os dados foram divulgados ontem (2), no Rio de Janeiro, pelo Ibre/FGV, e indicam que, na última semana de março, quatro das oito classes de despesa componentes do IPC-S apresentaram elevações de preços.
A maior contribuição partiu do grupo Habitação, que passou de 0,17% para 0,27% entre uma semana e outra, impulsionado pela tarifa de eletricidade residencial, cuja taxa subiu de 0,91% para 1,19%. Também registraram acréscimo em suas taxas de variação os grupos: Saúde e Cuidados Pessoais (de 0,34% para 0,42%), Educação, Leitura e Recreação (de -0,20% para -0,09%) e Comunicação (de -0,17% para -0,09%).
Em contrapartida, fecharam com retração nos preços os grupos Alimentação, que saiu de uma pequena alta de 0,01% para uma inflação negativa (deflação) de 0,02%; Transportes (de 0,3% para 0,23%); e Despesas Diversas (de 0,08% para 0,05%) (ABr).

Brasil e Reino Unido assinam acordo comercial

O Brasil e o Reino Unido firmaram um memorando de entendimento, em Londres, para fortalecer o comércio entre os países. O objetivo é reduzir as barreiras comerciais e intensificar a cooperação e exportação mútuas. O memorando foi assinado pelo ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, Marcos Jorge de Lima, e pelo ministro de Comércio Internacional do Reino Unido, Liam Fox.
O documento também prevê instrumentos para facilitar a entrada do Brasil na Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (Ocde) e um acordo para agilizar a liberação de patentes entre os dois países. Este não é o primeiro pacto firmado com o governo britânico. Entre 2011 e 2016, por meio do “Prosperity Fund” (“Fundo da Prosperidade”), o Brasil recebeu aproximadamente 14 milhões de libras para desenvolvimento de projetos. Em 2017, o comércio bilateral movimentou mais de US$ 5 bilhões (ANSA).