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Inclusão de idosos como dependentes exige cuidado

O declarante pode deduzir até R$ 2.275,09 por dependente.

Uma das possibilidades para ampliar as deduções do IRPF, a inclusão de dependentes idosos exige cuidados. Em vez de reduzir o imposto a pagar ou aumentar a restituição a receber, a relação de pais, avós e bisavós como dependentes na declaração pode ter o efeito contrário

Pela legislação, podem ser incluídos como dependentes na declaração do IR pais, avós e bisavós que tenham recebido rendimentos de até R$ 22.847,76 em 2017 cada um. Sogros dentro desse limite de rendimentos também podem ser registrados, no caso de declaração conjunta do casal.
O declarante pode deduzir até R$ 2.275,09 por dependente. A inclusão de idosos na declaração, no entanto, requer cuidados porque o contribuinte será obrigado a informar os rendimentos de cada dependente, o que pode aumentar a base de cálculo e elevar o imposto a pagar ou diminuir o valor da restituição. A Receita recomenda que o contribuinte teste as opções no programa preenchedor da declaração do IRPF para ver qual das possibilidades é mais vantajosa: a inclusão ou a exclusão dos dependentes idosos.
Quanto mais gastos por dependente o contribuinte puder deduzir, maior a chance de aumentar o valor da restituição (ou diminuir o imposto a pagar). Dessa forma, todos os comprovantes de gastos com idosos, como despesas médicas, devem ser guardados para elevar o valor deduzido. O Fisco orienta os declarantes a terem atenção ao declarar as fontes de renda. Isso porque omissões ou imprecisões nos rendimentos próprios e de dependentes representam algumas das principais razões de retenção da declaração na malha fina (ABr).

Venezuela inicia oferta de criptomoeda respaldada em petróleo

Petro, a criptomoeda lançada pelo governo venezuelano.

O ministro de Ciência e Tecnologia da Venezuela, Hugbel Roa, anunciou o início da oferta pública do petro, a criptomoeda lançada pelo governo e que tem as reservas nacionais de petróleo como lastro. “Já começou a IPO (oferta pública inicial) Petro”, disse no Twitter o ministro, sem dar mais detalhes. A Agência Venezuelana de Notícias (AVN) informou que a pré-venda do petro fechou ontem, depois de um mês, e alcançou valor superior a US$ 5 bilhões em intenções de compra.
“Esse processo contou com a participação de 127 países, entre eles o Afeganistão, a Argentina, o Brasil, a Bolívia, o Equador, a Rússia, o Chile, a Colômbia, Coreia do Sul, Cuba, a Espanha, os Estados Unidos, a França, o Japão e a China”, disse a AVN. O Parlamento venezuelano, de maioria oposicionista, declarou nulo o decreto da emissão da criptomoeda pois, como alegou, se trata de uma moeda “ilegal” que viola a Constituição. A Câmara também rejeitou a pré-venda e alertou os potenciais compradores sobre a “ilegalidade”.
Na declaração, o Legislativo citou artigos da Constituição e de leis vigentes no país, segundo os quais é proibido usar as reservas nacionais como garantia, como ocorre com o petro que, de acordo com o governo de Nicolás Maduro, terá como lastro 5 bilhões de barris de petróleo, além de outros minerais. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou uma ordem executiva que proíbe aos cidadãos do país “todas as transações” com “qualquer moeda digital” emitida pelo governo venezuelano (ABr/EFE).

Planejamento bloqueia mais R$ 2 bilhões do Orçamento

Sem os recursos da desoneração da folha de pagamento, que ainda não foi votada pelo Congresso, a equipe econômica bloqueou mais R$ 2 bilhões do Orçamento de 2018. A informação foi divulgada pelo Ministério do Planejamento. A decisão elevou para R$ 18,2 bilhões o total de verbas retidas neste ano.
O governo separou ainda R$ 6,6 bilhões para serem remanejados entre os órgãos (parte irá para o recém-criado Ministério da Segurança Pública) e R$ 1 bilhão para cobrir os possíveis custos da intervenção federal no Rio de Janeiro. Enquanto o dinheiro não for utilizado, ficará provisoriamente bloqueado nas contas do governo.
O Planejamento também aumentou a estimativa de déficit primário (resultado negativo nas contas do governo desconsiderando os juros da dívida pública) de R$ 154,805 bilhões para R$ 157,443 bilhões em 2018, contra uma meta de R$ 159 bilhões estabelecida na Lei de Diretrizes Orçamentárias (ABr).

Caiu a Demanda por Crédito do Consumidor em fevereiro

A Demanda por Crédito do Consumidor reduziu-se em 8,1% em fevereiro na comparação mensal com dados dessazonalizados, de acordo com informações nacionais da Boa Vista SCPC. Já no acumulado em 12 meses (março de 2017 até fevereiro de 2018 frente aos 12 meses antecedentes), o indicador avançou 2,8%.
Na avaliação interanual (fevereiro de 2018 frente a fevereiro de 2017), apresentou crescimento de 8,0% e no acumulado do ano, a elevação foi de 8,6% em comparação ao acumulado de 2017. Considerando os segmentos que compõem o indicador, na avaliação em 12 meses o segmento Financeiro apresentou maior avanço, crescendo 2,9%. O segmento Não Financeiro avançou 2,4% na mesma base de comparação.
Com a gradual melhoria da atividade econômica, o consumo deve seguir em um movimento de recuperação, colaborando para elevação da demanda por crédito. Com as recentes melhorias nas perspectivas de juros e inflação, a tendência é a continuidade da retomada do indicador (Boa Vista/SPC) (ABr).

Brasileiros acreditam que inflação ficará em 5,3%

A expectativa mediana dos consumidores brasileiros para a inflação nos próximos 12 meses ficou em 5,3% neste mês e atingiu o menor nível desde setembro de 2007 (5,2%). Segundo a Fundação Getulio Vargas (FGV), a taxa ficou próxima da registrada no levantamento de fevereiro (5,4%).
O cálculo da expectativa da inflação é feito com base na resposta dos consumidores para a seguinte pergunta: “Na sua opinião, de quanto será a inflação brasileira nos próximos 12 meses?”. O entrevistado responde livremente, sem qualquer valor sugerido pelos pesquisadores.
A FGV acredita que, como não se esperam grandes flutuações no nível de preços, a expectativa de inflação dos consumidores se manterá nesse patamar nos próximos meses (ABr).

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