Comércio varejista cresceu 0,9% de dezembro para janeiro

Também foram registradas altas na média móvel trimestral (0,3%), na comparação com janeiro de 2017 (3,2%) e no acumulado de 12 meses (2,5%).

O volume de vendas do comércio varejista brasileiro cresceu 0,9% de dezembro de 2017 para janeiro deste ano

A alta veio depois de uma queda de 0,5% de novembro para dezembro. O dado, da Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), foi divulgado ontem (13) pelo IBGE. Também foram registradas altas na média móvel trimestral (0,3%), na comparação com janeiro de 2017 (3,2%) e no acumulado de 12 meses (2,5%).
De dezembro para janeiro, cinco dos oito segmentos do varejo tiveram crescimento, com destaque para outros artigos de uso pessoal e doméstico (6,8%) e equipamento e material para escritório, informática e comunicação (3,7%). Outros segmentos com alta foram supermercados, alimentos, bebidas e fumo (2,3%), tecidos, vestuário e calçados (0,9%) e livros, jornais, revistas e papelaria (0,3%).
Três segmentos tiveram queda no volume de vendas de dezembro para janeiro: combustíveis e lubrificantes (-0,3%), móveis e eletrodomésticos (-2,3%) e artigos farmacêuticos, médicos e ortopédicos (-2,5%). O varejo ampliado, que também analisa os segmentos de veículos/peças e materiais de construção, no entanto, caiu 0,1%. Os veículos, motos, peças e partes cresceram 3,8%, mas os materiais de construção recuaram 0,2%.
A receita nominal do varejo cresceu 0,6% na comparação com dezembro de 2017, 0,4% na média móvel trimestral, 3,3% na comparação com janeiro de 2017 e 2,3% no acumulado de 12 meses. O varejo ampliado também teve altas de receita nominal em todos os tipos de comparação temporal: de dezembro de 2017 para janeiro deste ano (0,2%), média móvel trimestral (0,7%), comparação com janeiro de 2017 (6,6%) e acumulado de 12 meses (3,9%) (ABr).

Governador do RS negocia acordo de recuperação fiscal

Governador do Rio Grande do Sul, Ivo Sartori, no Palácio da Alvorada.

O presidente Michel Temer recebeu ontem (13), no Palácio da Alvorada, o governador do Rio Grande do Sul, Ivo Sartori, para tratar da possível inclusão do estado, que passa por uma grave crise financeira, no programa de recuperação fiscal do governo. A adesão ao acordo de renegociação das dívidas junto à União foi rejeitado no ano passado pelo Tesouro Nacional, que avaliou que o estado não cumpria os requisitos de despesa com pessoal e pagamento da dívida estabelecidos pelo programa.
Segundo o governador, as negociações avançaram no encontro de ontem, apesar de haver ainda alguns entraves para superar. Sartori não detalhou quais seriam esses entraves, mas disse que falta “bom entendimento, uma boa conversa”. Ele, no entanto, reconhece a “boa vontade” do governo federal. “Foi um momento bem importante, porque é um avanço significativo, estamos próximos, vamos dizer, de criar as condições para o pré-acordo celebrado entre o governo federal e o estado do Rio Grande do Sul. É bem verdade que também a aprovação da Assembleia do ato de adesão também ajuda nesse processo”, disse Sartori.
Em fevereiro, a Assembleia Legislativa gaúcha aprovou o projeto que autoriza a assinatura pelo estado do plano de regime de recuperação. O programa prevê a suspensão do pagamento das parcelas da dívida com a União pelo prazo de até 36 meses, prorrogável por igual período. Projeções da Secretaria da Fazenda mostram que o regime pode gerar um alívio financeiro de mais de R$ 11 bilhões até 2020, e permitirá a contatação de novos empréstimos. O governador informou que o presidente Temer convocou uma nova reunião de técnicos do Tesouro Nacional com técnicos da Secretaria da Fazenda do Rio Grande do Sul para dar continuidade às negociações (ABr).

Confiança de Serviços avança com moderação e certeza

O Índice de Confiança de Serviços (ICS), da Fundação Getulio Vargas, avançou 1,3 ponto em fevereiro de 2018, para 93,1 pontos, o maior nível desde abril de 2014 (95,9). “Os sinais de recuperação dos indicadores de confiança são ainda moderados, sugerindo continuidade da tendência de recuperação gradual no ritmo de atividade. Um efeito importante da melhora do humor das empresas é a melhora do indicador de ímpeto de contratação para os próximos três meses, que atingiu o maior nível desde agosto de 2014”, analisa Silvio Sales, consultor da FGV/Ibre.
Houve alta da confiança em 5 das 13 principais atividades pesquisadas. “Ao contrário do que vinha ocorrendo nos últimos meses, em fevereiro o crescimento da confiança esteve menos disseminado, concentrando-se em 38% dos segmentos pesquisados”, afirma Sales. O desempenho positivo foi influenciado pela melhora tanto da situação atual quanto das perspectivas de curto prazo. O Índice da Situação Atual (ISA-S) subiu 1,2 ponto em fevereiro, para 87,4 pontos; o Índice de Expectativas (IE-S) avançou 1,5 ponto, retornando ao patamar de março de 2014 (98,9 pontos).

Mais Lidas