Atividade do comércio cresceu 2,0% em fevereiro

O segmento de móveis, eletroeletrônicos e informática foi o que mais cresceu.

De acordo com o Indicador Serasa Experian de Atividade do Comércio, o movimento dos consumidores nas lojas de todo o país cresceu 2,0% em fevereiro, já descontadas as influências sazonais

Em comparação com o mesmo mês do ano passado (fevereiro/17), o crescimento foi de 7,0%. No acumulado do primeiro bimestre, a atividade varejista cresceu 6,5% frente ao mesmo período do ano passado.
Segundo os economistas da Serasa Experian, o avanço da massa real de rendimentos e o impulso proporcionado pela expansão do crédito, face à sequência de redução das taxas de juros e da melhora dos níveis de confiança do consumidor, estão impactando favoravelmente a atividade varejista neste início de ano.
O segmento de móveis, eletroeletrônicos e informática foi o que mais cresceu: 5,4% em relação a janeiro. Foi seguido de perto pelo segmento de material de construção, com 4,3%. O segmento de tecidos, vestuário, calçados e acessórios cresceu 2,8% e o ramo de veículos, motos e peças avançou 2,0%. O setor de combustíveis e lubrificantes cresceu 1,4%. Apenas o segmento de supermercados, hipermercados, alimentos e bebidas acusou retração em fevereiro: queda de 0,8% em relação a janeiro.
O segmento de móveis, eletroeletrônicos e informática foi o que mais cresceu no acumulado do primeiro bimestre em comparação com o mesmo período do ano passado: 10,0%. O segmento de veículos, motos e peças registrou alta interanual de 3,7%, seguido pelo ramo de supermercados, hipermercados, alimentos e bebidas: crescimento de 2,4%. Pelo lado negativo, houve recuos de 7,7% no segmento de combustíveis e lubrificantes, de 6,0% em tecidos, vestuário, calçados e acessórios e de 7,1% em materiais de construção, sempre quando comparados com o primeiro bimestre do ano passado (Serasa Experian).

Custo de vida tem a menor variação desde junho de 2017

A atividade dos transportes voltou a puxar a alta do custo de vida, com variação positiva de 0,77% no mês.

O custo de vida na região metropolitana de São Paulo teve uma discreta elevação de 0,05% no mês de janeiro, ante a alta de 0,75% registrada em dezembro de 2017. Em janeiro do ano passado o aumento havia sido de 0,25%. Essa é a menor variação desde junho de 2017, quando o custo de vida recuou 0,32%. Nos últimos 12 meses, a alta do indicador foi de 3,62%. No mesmo período do ano passado, a alta observada era de 5,85%. Os dados são da pesquisa realizada mensalmente pela FecomercioSP.
Três dos nove grupos que compõem a pesquisa assinalaram variações negativas no primeiro mês do ano: habitação (-0,81%); artigos do lar, (-0,12%); e vestuário (-1,47%). Segundo a assessoria econômica da FecomercioSP, isso significa que houve uma dispersão de quedas no indicador, tendo em vista que em dezembro apenas um segmento havia recuado. A soma das ponderações desses grupos, todavia, não ultrapassa 30%, porém, o comportamento já favorece em muito a manutenção do custo de vida em patamares mais moderados.
A atividade dos transportes voltou a puxar a alta do custo de vida, com variação positiva de 0,77% no mês. No acumulado dos últimos 12 meses, houve uma elevação de 5%. Segundo a assessoria econômica da FecomercioSP, parte desse comportamento pode ser atribuída ao reajuste nas tarifas públicas, ocorrido no início de janeiro. Com elevação de 0,50%, o segmento de saúde e cuidados pessoais exerceu a segunda maior influência de alta no custo de vida em janeiro. No acumulado entre fevereiro de 2017 e janeiro de 2018, verificou-se elevação de 6,76%, a alta mais contundente entre todos os segmentos. O grupo de alimentos e bebidas veio na terceira posição, com alta de 0,21% (AI/FecomercioSP).

IGP-DI sobe 0,15% em fevereiro e tem queda de 0,19% em 12 meses

O Índice Geral de Preços–Disponibilidade Interna (IGP-DI) teve variação de 0,15% em fevereiro, abaixo da alta de 0,58% de janeiro. Os dados foram divulgados na manhã de hoje (7) pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (Ibre-FGV), que contabiliza uma deflação [queda de preços] acumulada de 0,19% em 12 meses. Em fevereiro do ano passado, o índice variou 0,06% e acumulou em 12 meses uma alta de 5,26%.
O IGP-DI é composto por três índices, que tiveram variações similares em fevereiro: o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) subiu 0,15%, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) teve alta de 0,17%, e o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) variou 0,13%. O IPA teve a alta puxada pela parte do índice que se refere às matérias-primas brutas (+0,76%) e pelos bens intermediários (+0,25%). Para os bens finais, houve deflação de 0,42%, influenciada principalmente pelo subgrupo combustíveis para o consumo, que caiu 4,36%.
No IPC, o grupo alimentação saiu de uma alta de 1,23% em janeiro para uma queda de 0,29% em fevereiro. Um movimento parecido ocorreu com os grupos educação, vestuário e comunicação. Entre os grupos que tiveram movimento contrário, habitação passou de uma queda de 0,47% para uma alta de 0,19%, com a contribuição da tarifa de eletricidade residencial, que saltou de -4,25% para 0,95%. No caso do INCC, a variação de 0,13% depois de uma alta de 0,31% em janeiro (ABr).

Saída de dólares do país supera entrada

Mais dólares saíram do que entraram no país em fevereiro. De acordo com dados do Banco Central (BC) divulgados ontem (7), o fluxo cambial ficou negativo em US$ 1,454 bilhão no mês passado. O resultado negativo veio do fluxo financeiro (investimentos em títulos, remessas de lucros e dividendos ao exterior e investimentos estrangeiros diretos, entre outras operações), com US$ 4,816 bilhões.
Já o fluxo comercial (operações de câmbio relacionadas a exportações e importações) ficou positivo em US$ 3,362 bilhões. De janeiro a 2 de março, o fluxo cambial ficou positivo em US$ 6,044 bilhões, com o resultado do segmento financeiro negativo em US$ 705 milhões e o comercial, positivo em US$ 6,749 bilhões (ABr).

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