Demanda por investimento da pequena empresa abre o ano em crescimento

Há intenção de investimento por parte dos empresários de micro e pequenos negócios.

O micro e pequeno empresário que atua no ramo do comércio e serviços inicia o ano de 2018 um pouco mais disposto a realizar investimentos em seus negócios

Dados apurados pelo SPC Brasil (Serviço de Proteção ao Crédito) e pela CNDL (Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas) revelam que o Indicador de Demanda por Investimento avançou 11,9 pontos em 12 meses, passando de 29,5 pontos em janeiro de 2017 para 41,4 pontos em janeiro de 2018.
Em dezembro do ano passado, o indicador se encontrava em 35,1 pontos. Com essa alta, o índice atinge a maior marca da série histórica, que teve início em janeiro de 2015. Apesar do crescimento, o resultado ainda é considerado modesto. Quanto mais próximo de 100, maior o apetite para promover investimentos nos próximos três meses; quanto mais distante, menor é o apetite.
Para o presidente da CNDL, José Cesar da Costa, a sondagem indica que ainda não há intenção significativa de investimento por parte dos empresários de micro e pequenos negócios, mas que a retomada lenta e gradual da economia já tem refletido em uma melhora desses números. “Com quedas reais dos juros e um ambiente econômico estável, haverá um estímulo para investimentos nas empresas. Infelizmente, o ritmo de melhora da confiança ainda é lento, mas esse é mais um dos sinais que mostram que os setores do comércio e serviços vislumbram um ano com vendas melhores e movimento mais aquecido”.
Em ternos percentuais, pouco mais de um terço (35%) dos micro e pequenos empresários manifestaram a intenção de promover investimentos em suas empresas no horizonte de 90 dias. Em dezembro do ano passado, esse percentual era menor e estava em apenas 29% da amostra. Já a quantidade de empresários que não pretende investir diminiu em três pontos percentuais, passando de 53%, em dezembro do ano passado, para 50% em janeiro de 2018 (SPC/CNDL).

Dívida pública tem redução de 0,87% e atinge R$ 3,528 trilhões

Dívida Pública Federal caiu 0,87%, passando de R$ 3,559 trilhões, em dezembro, para R$ 3,528 trilhões, em janeiro.

A Dívida Pública Federal (DPF) – que inclui o endividamento interno e externo do Brasil – teve redução de 0,87%, passando de R$ 3,559 trilhões, em dezembro, para R$ 3,528 trilhões em janeiro, segundo informou ontem (26), em Brasília, a Secretaria do Tesouro Nacional. Essa redução da dívida ocorreu por conta do resgate líquido de R$ 52,50 bilhões, e da apropriação positiva de juros de R$ 21,76 bilhões.
A Dívida Pública Mobiliária Federal interna (DPMFi) teve o estoque reduzido em 0,87%, passando de R$ 3,435 trilhões para R$ 3,405 trilhões, devido ao resgate líquido de R$ 55,53 bilhões, compensado, em parte, pela apropriação positiva de juros, no valor de R$ 25,74 bilhões e fechou janeiro representando 96,52% do total da Dívida Pública Federal. O estoque da Dívida Pública Federal Externa (DPFe), captada do mercado internacional, teve redução de 0,76% em relação a dezembro, encerrando o mês em R$ 122,85 bilhões (US$ 38,85 bilhões). Por sua vez, a DPFe atingiu a marca de 3,48% do total da DPF.
A variação do endividamento do Tesouro pode ocorrer por meio da oferta de títulos públicos em leilões pela internet (Tesouro Direto) ou pela emissão direta.
Além disso, pode ocorrer assinatura de contratos de empréstimo para o Tesouro, tomado de uma instituição ou de um banco de fomento, destinado a financiar o desenvolvimento de uma determinada região. Já a redução do endividamento se dá, por exemplo, pelo resgate de títulos. Em janeiro, os maiores detentores da dívida pública eram os Fundos de Investimento, com 27,28% da dívida. O grupo aumentou o estoque entre dezembro e janeiro em R$ 64,23 bilhões, totalizando R$ 929,15 bilhões em janeiro (ABr).

Gastos no exterior chegaram a US$ 2 bilhões em janeiro

Os gastos de brasileiros em viagens ao exterior chegaram a US$ 2,002 bilhões em janeiro. Esse foi o maior resultado desde janeiro de 2015, quando ficou em US$ 2,239 bilhões. Os dados foram divulgados hoje (26) pelo Banco Central (BC). Em janeiro de 2016, esses gastos ficaram em US$ 1,579 bilhão. Em todo o ano passado, os brasileiros gastaram US$ 19,002 bilhões, no exterior.
O chefe do Departamento de Estatísticas do BC, Fernando Rocha, afirmou que esse aumento das despesas é consequência do aumento da renda e do emprego, em recuperação a partir do segundo semestre de 2017. Rocha disse que a melhora da renda dos brasileiros estimula a demanda interna e no exterior.
As receitas de estrangeiros no Brasil ficaram em US$ 779 milhões no mês passado. Com esses resultados, houve déficit na conta de viagens, de US$ 1,223 bilhão, em janeiro. Nos dados preliminares deste mês, até o dia 22, a conta de viagens ficou negativa em US$ 649 milhões, com despesas de brasileiros no exterior em US$ 1,041 bilhão e receitas de estrangeiro em US$ 491 milhões (ABr).