Operação Semana Santa fiscaliza qualidade do pescado em 13 estados

Boletim Focus, do Banco Central, traz estimativa de redução da inflação e projeção do PIB, que pode atingir 2,80%.

Equipes de auditoria fiscal agropecuária do governo federal realizaram ontem (20) a Operação Semana Santa, com inspeções que verificam se o conteúdo da embalagem de pescado nacional e importado vendida nos supermercados é de fato o produto informado no rótulo, e não uma mercadoria inferior àquela paga pelos clientes

Conforme dados do Ministério da Agricultura amostras de peixe foram coletadas em 13 unidades federativas: Alagoas; Ceará; Distrito Federal; Mato Grosso; Minas Gerais; Pará; Paraná; Pernambuco; Rio de Janeiro; Rio Grande do Norte; Santa Catarina; São Paulo e Tocantins.
Segundo o auditor Paulo Araújo, a ação, que mobilizou 50 servidores, entre auditores fiscais agropecuários, agentes de inspeção e técnicos laboratoriais, tem ampliado significativamente, a cada ano, a garantia de qualidade do alimento que o consumidor leva para casa. Araújo informou que, em 2015, 23% dos peixes vendidos estavam em desconformidade O percentual foi reduzido no ano seguinte para 15%. No ano passado, 96% dos produtos nacionais analisados estavam dentro dos padrões esperados, e todas as unidades importadas eram verdadeiras.
Há muitas ocorrências de adulteração entre linguado, surubim e pescada amarela, que são vendidos pelos comerciantes a preços mais altos, ressaltou Araújo. As espécies mais caras de sardinha, em muitos casos, também são trocadas por savelha e mesmo pela sardinha laje, que é mais barata. A cautela com o que é adquirido é de extrema relevância inclusive para evitar alergias alimentares, já que uma pessoa pode, por exemplo, ter reação ao peixe cação e não ter ao bacalhau, podendo ficar suscetível a mal-estar, caso não seja avisada dessa substituição.
Paulo Araújoa alertcou que o consumidor pode estar atento a alguns sinais na identificação dos produtos, como comprar somente produtos que passem pelo Sistema de Inspeção Federal (SIF). “Outro ponto que a gente orienta é verificar a questão dos preços. Uma promoção muito barata pode indicar que há alguma coisa errada com aquele produto, não só na questão da substituição da espécie, como o glazeamento [congelamento que impede a oxidação ou desidratação] compensado, a adição de substâncias químicas que fazem o peixe inchar”, afirmou (ABr).

Setor de serviços bate recorde em recuperação judicial e falências

Setor de serviços lidera pedidos de recuperação judicial.

De acordo com Indicador setorial Serasa Experian de Falências e Recuperações, dos 1420 pedidos de recuperação judicial requeridos no ano passado, 578 foram do setor de serviços (40,7% do total). Foi a maior participação deste setor nos pedidos de recuperação judicial desde 2006. Em seguida, 482 pedidos ocorreram no comércio (33,9% do total). A indústria registrou 313 requerimentos de recuperação (22,0% do total). Já o setor primário contabilizou 47 pedidos (3,3% do total).
De acordo com os economistas da Serasa Experian, apesar do ano de 2017 ter sido marcado pelo fim da recessão de 2015/16, nem todos os setores econômicos conseguiram exibir um bom desempenho, como o setor primário, por exemplo (queda de 5,0% para 3,3% nos pedidos de recuperação judicial). Neste sentido, o setor de serviços, ainda com baixo dinamismo no ano passado e que passando por dificuldades financeiras, aumentou sua participação no total de pedidos de recuperação judicial de 38,3% (2016) para 40,7% (2017), sendo este o maior valor da série histórica iniciada em 2006.
Na análise setorial anual, o Indicador verificou 1708 pedidos de falências requeridas em 2017. Desse total, 708 pedidos foram do setor de serviços (41,5% do total), 567 da indústria (33,2% do total), 427 do comércio (25,0% do total) e 6 do setor primário (0,4% do total). Nota-se que o mesmo comportamento exibido pelo setor de serviços quanto aos pedidos de recuperação judicial também se verificou quanto aos pedidos de falências, ou seja, em 2017 este setor atingiu o maior valor histórico de participação em tais requerimentos (Serasa Experian).

Índices apontam retomada do crescimento econômico, diz FGV

O Indicador Antecedente Composto da Economia (IACE) para o Brasil voltou a subir em janeiro, com alta de 1,3%, alcançando 116,5 pontos. O resultado é mais expressivo do que o de dezembro, quando o índice foi de 0,9% e 114,5 pontos. Dois oito indicadores que formam o índice, sete ajudaram na elevação, principalmente o Ibovespa, que apresentou alta de 11,1%.
O indicador é apurado pelo Ibre da FGV em conjunto com a instituição norte-americana The Conference Board (TCB), e permite comparar a situação econômica do Brasil com a registrada em outros 11 países e regiões, onde é feito esse tipo de pesquisa (China, Estados Unidos, Zona do Euro, Austrália, França, Alemanha, Japão, México, Coréia, Espanha e Reino Unido).
No mesmo período também ocorreu alta de 0,2% no Indicador Coincidente Composto da Economia (ICCE), que atingiu 102,8 pontos. Por meio do índice é possível avaliar as atividades econômicas já que ele é composto por dados sobre a produção industrial, vendas no varejo, consumo de energia elétrica e de papel ondulado, emprego e renda dos assalariados.
Para o economista da FGV/Ibre, Paulo Picchetti, o avanço evidencia a retomada do crescimento econômico. “Apesar das incertezas ainda existentes em relação ao quadro fiscal, o IACE, através de seus componentes de expectativas, aponta na direção da continuidade desta recuperação”, afirmou (ABr).

Aneel homologa linhas de transmissão de energia

A Aneel homologou ontem (20) o resultado do leilão de 11 lotes para a construção, operação e manutenção de instalações de transmissão de energia do Sistema Interligado Nacional (SIN), realizado em dezembro do ano passado. A estimativa é que sejam investidos R$ 8,7 bilhões em transmissão de energia.
No total, foram arrematados 4.919 km de linhas de transmissão nos estados da Bahia, do Ceará, de Minas Gerais, do Pará, da Paraíba, do Paraná, de Pernambuco, do Piauí, Rio Grande do Norte e Tocantins.
Segundo a Aneel, o leilão apresentou deságio médio de 40,46%, que, segundo a agência, vai contribuir para modicidade tarifária de energia, uma vez que a receita dos empreendedores para exploração dos investimentos ficará menor que o previsto inicialmente. O prazo das obras varia de 36 a 60 meses e as concessões de 30 anos valem a partir da assinatura dos contratos (ABr).