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Varejo fechou 2017 com alta de 2% no volume de vendas

A alta do comércio varejista veio depois de duas quedas consecutivas: em 2015 (-4,3%) e em 2016 (-6,2%).

O volume de vendas do comércio varejista brasileiro teve aumento de 2% em 2017, na comparação com o ano anterior

O dado, da Pesquisa Mensal do Comércio, foi divulgado sexta-feira (9) pelo IBGE. A alta veio depois de duas quedas consecutivas: em 2015 (-4,3%) e em 2016 (-6,2%). Três dos oito segmentos pesquisados fecharam o ano em alta, com destaque para móveis e eletrodomésticos (9,5%) e para tecidos, vestuário e calçados (7,6%).
Também tiveram crescimento os setores de artigos farmacêuticos, médicos e perfumaria (2,5%), outros artigos de uso pessoal e doméstico (2,1%) e supermercados e produtos alimentícios (1,4%). Por outro lado, três segmentos tiveram queda em 2017: combustíveis e lubrificantes (-3,3%), livros, jornais, revistas e papelaria (-4,2%) e equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação (-3,1%). Analisando-se o varejo ampliado, que inclui também os segmentos de veículos e peças e de materiais de construção, a alta chegou a 4%.
Os materiais de construção tiveram avanço de 9,2%, enquanto os veículos, peças e partes cresceram 2,7% no ano. Na comparação de dezembro de 2017 com o mesmo mês de 2016, o volume de vendas do varejo cresceu 3,3%, enquanto o do varejo ampliado avançou 6,4%. A receita nominal do comércio varejista cresceu 2,2% no ano, enquanto a do varejo ampliado aumentou 3,6%. Na comparação de dezembro de 2017 com dezembro de 2016, a receita avançou 2,6% no varejo e 4,8% no varejo ampliado (ABr).

Exportação de café recuaram 5,9% em janeiro

O café arábica respondeu por 93% do volume total de exportações.

Segundo o Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), foram exportadas 2.490.023 sacas, com receita cambial de US$ 400,9 milhões. O arábica respondeu por 93% do volume total de exportações (2.316.280 sacas), seguido pelo solúvel, com 6,5% (160.766), e robusta, com 0,5% (11.320). O preço médio foi de US$ 161,01, com decréscimo de 8,5% na comparação com o mesmo período do ano passado, quando a média era de US$ 175,96.
A Alemanha foi o maior importador em janeiro, com 20,6% de participação (513.070 sacas). Os Estados Unidos, que lideravam o ranking desde março de 2017, ocupam a segunda posição, com 17,9% (444.726). O Japão está na terceira colocação com 8,8% de participação (218.817). Ainda figuram no ranking a Itália, com 8,6% (214.808), e Bélgica, com 6,5% (162.413). No período, o Reino Unido e o Canadá ganham destaque com crescimento nos embarques recebidos do Brasil, respectivamente de 38,25% (62.967) e 15,52% (58.076 sacas).
Pelo Porto de Santos saiu a maior parte das exportações, equivalente a 83,5% (2.079.833 sacas). O Porto do Rio de Janeiro aparece na sequência, com 12,7% dos embarques (315.384 sacas). Os cafés diferenciados registraram 21,1% de participação nas exportações em janeiro. No mesmo mês do ano passado, esse volume representou 14,9%. O total de sacas exportadas foi de 524.851 e o preço médio ficou em US$ 189,39 (ABr).

Acionistas aprovam privatização de seis distribuidoras da Eletrobras

A assembleia geral extraordinária da Eletrobras aprovou, na última quinta-feira (8), a privatização das seis distribuidoras de energia da empresa. Os acionistas decidiram também que a Eletrobras vai assumir as dívidas dessas empresas, no valor de R$ 11,2 bilhõe, e os encargos de R$ 8,5 bilhões referentes a aportes dos fundos setoriais de energia, referentes a créditos ou obrigações com a Conta de Desenvolvimento Energético e a Conta de Consumo de Combustíveis. Com isso, a Eletrobras deverá assumir cerca de R$ 20 bilhões em passivos das distribuidoras cuja privatização foi autorizada.
Serão privatizadas as distribuidoras EletroAcre, Boa Vista Energia, Ceron (Rondônia), Amazonas Distribuidora de Energia, Cepisa (Piauí) e Ceal (Alagoas). Os detalhes com as decisões da assembleia devem ser divulgados pela empresa ainda na noite desta quinta-feira em comunicado ao mercado. O governo estipulou, em novembro do ano passado, o valor simbólico de R$ 50 mil por cada uma das distribuidoras. Avaliação do BNDES estimou em R$ 10,2 bilhões o valor das distribuidoras.
Trabalhadores da empresa e integrantes de movimentos sociais protestaram em frente à sede da Eletrobras e nos estados atendidos pelas distribuidoras. “O povo do Norte e Nordeste precisa das distribuidoras da Eletrobras”. A Federação Nacional dos Urbanitários (FNU) chegou a entrar com pedido na Justiça para suspender a assembleia. “Qualquer uma das decisões – privatizar ou liquidar as seis distribuidoras – será desastrosa para a população desses respectivos Estados e para o País”, disseram representantes da entidade (ABr).

Inadimplência do consumidor abre o ano com alta de 2,10%

A inadimplência do consumidor aumentou 2,10% em janeiro de 2018 ante o mesmo mês do ano passado. Esse foi o maior crescimento desde junho de 2016, quando a elevação foi de 2,78%. Na comparação mensal com dezembro de 2017 o aumento foi de 0,96%, o maior desde maio de 2017. Segundo os dados do Indicador de Inadimplência do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL).
São mais de 60,7 milhões de consumidores brasileiros inscritos em cadastros de inadimplentes, número que representa aproximadamente 40% da população adulta do país. O presidente da CNDL, José Cesar da Costa, disse que para os primeiros meses a expectativa é a de um processo lento de recuo no volume de atrasos nos pagamentos, caso as projeções de inflação controlada, juros baixos e melhora dos indicadores se confirmem.
A pesquisa da CNDL aponta que o maior número de consumidores negativados está o Sudeste. São 25,7 milhões de pessoas, o que representa 39% da população adulta da região (ABr).

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