Confiança das micro e pequenas termina janeiro com 54,6 pontos

Presidente do SPC Brasil, Roque Pellizzaro.

O Indicador de Confiança da Micro e Pequena Empresa (MPE) atingiu 54,6 pontos em janeiro, acima dos 51,1 pontos no último mês de dezembro, segundo dados do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL)

Pela quarta vez seguida, o resultado ficou acima dos 50 pontos, indicando que o clima de otimismo tem prevalecido entre os entrevistados.
“Tanto a avaliação do cenário atual quanto as expectativas para futuro cresceram neste início de ano”, afirmou o presidente do SPC Brasil, Roque Pellizzaro. “A recuperação econômica em curso contribui para a melhora do humor dos empresários. A percepção do cenário atual já é bem melhor do que a observada no início de 2017. Se confirmadas as expectativas ao longo de 2018, a confiança poderá consolidar-se acima do nível neutro, quem sabe encorajando os micro e pequenos empresários ao investimento e, por consequência, iniciando um ciclo virtuoso para a economia”, analisou.
De acordo com o levantamento, 51% dos micro e pequenos empresários estão em algum grau confiantes com o futuro da economia do país contra 18% de pessimistas. Quando essa análise se restringe à realidade da sua própria empresa, o índice cresce e atinge 64% dos empresários otimistas contra um percentual de 8% que manifestaram pessimismo com o futuro de seus negócios. A maior parte (49%) dos micro e pequenos empresários acredita que o faturamento poderá crescer. Outros 41% acham que ele não se alterará ao longo deste primeiro semestre do ano, contra apenas 6% dos que esperam queda das receitas (SPC/CNDL).

Varejo paulista acumula alta de 3,5% nas vendas

Com alta de 15,8%, o segmento de lojas de departamento, eletrodomésticos e eletroeletrônicos foi o que mais cresceu.

A pesquisa mensal ACVarejo, da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), aponta que o volume de vendas do varejo paulista aumentou 3,5% nos 11 primeiros meses de 2017 em comparação com igual período do ano anterior. “Há uma consolidação da retomada do comércio, que deverá prosseguir nos próximos meses, em resposta ao progressivo crescimento da renda, do emprego e do crédito. Pelo menos mais uma redução dos juros neste começo de ano pode contribuir para essa intensificação”, comenta o economista Marcel Solimeo, diretor do Instituto de Economia Gastão Vidigal/ACSP, responsável pelo estudo.
Com alta de 15,8%, o segmento de lojas de departamento, eletrodomésticos e eletroeletrônicos foi o que mais cresceu no comércio do Estado, de janeiro a novembro de 2017, na comparação anual. “É um segmento que se beneficiou bastante da base fraca registrada em 2016 e foi estimulado pela redução dos juros, pelas facilidades na concessão de crédito e pelo alongamento dos prazos no ano passado”, analisa Solimeo. Também bastante dependentes de crédito, lojas de móveis e decoração (10,4%), concessionárias de veículos (9,8%) e lojas de autopeças e acessórios (9%) se destacaram positivamente.
Dois segmentos ? lojas de vestuário, tecidos e calçados (-1%) e outros tipos de comércio varejista (-3,3%) ? anotaram quedas. Neste último, o que pesou foi o preço dos combustíveis, que tem sofrido consideráveis elevações, levando à redução do consumo. “A comparação entre os ramos mostra que o crescimento do varejo não é homogêneo nem disseminado”, explica Solimeo (ACSP).

Facebook proíbe anúncios de criptomoedas

O Facebook decidiu banir qualquer tipo de publicidade de criptomoedas - incluindo o Bitcoin - na última terça-feira (30). O veto vale também para anunciantes legais, como o Icos (Ofertas Iniciais de Moedas). A rede social anunciou que proibirá os anúncios que promovam “produtos e serviços financeiros que são associados frequentemente com práticas promocionais ‘enganosas’”.
O Facebook ainda explicou que a proibição é “intencionalmente” ampla para consentir com o tempo necessário para aperfeiçoar o processo de identificação e supressão dessas publicidades. De acordo com Rob Leathern, que assinou a nota no blog da empresa, “dois dos nossos princípios de publicidade definem que acreditamos que os anúncios deveriam ser seguros e feitos para as pessoas em primeiro lugar.”
“Anúncios enganadores ou obscuros não têm lugar no Facebook”,completou.
Com a medida, o Instagram também será afetado e não permitirá mais anúncios de criptomoedas. Recentemente, o Bitcoin voltou a cair, e seu valor ficou abaixo dos US$ 12 mil, após ter batido o recorde de US$ 19,7 mil. Mas, de acordo com o “Coin Market Cap” site que lista todas as moedas digitais, 24 horas após o anúncio do Facebook, o Bitcoin caiu 7,75% (ANSA).

FED mantém taxas de juros dos EUA

Na última reunião sob o comando de Janet Yellen, o Federal Reserve (FED), o banco central dos Estados Unidos, manteve as taxas de juros do país em 1,25% a 1,50%, anunciou a entidade em relatório. Segundo o FED, o andamento atual da economia permitirá uma nova elevação das taxas.
Especialistas apontam que essa alta deve ocorrer em março, sendo a primeira das três que devem ser feitas durante todo esse ano. A entidade ressalta que a atividade econômica continuará a crescer em “ritmo sólido” enquanto o mercado de trabalho norte-americano fica cada vez mais forte. Após quatro anos à frente do FED, Yellen agora passa seu posto para Jerome Powell, membro da entidade desde 2012 (ANSA).

 
Mais Lidas