Copa deve movimentar bolsa esportiva em US$100 milhões por jogo

Copa temproario

A Copa do Mundo da Rússia, neste ano, vai muito além do futebol e os números só reforçam essa teoria. Para se ter uma ideia, a Fifa projeta faturar cerca de 1,4 bilhão de euros com patrocínios

Outro dado financeiro é que existe uma grande expectativa de que os jogos de destaque e a competição final podem movimentar mais de 100 milhões de dólares por partida, segundo o trader esportivo e acionário, Juliano Fontes, que é autor do best-seller “Invista em Futebol”.
Aqui no Brasil, as partidas devem ter uma boa liquidez, ou seja, a agilidade de conversão em um investimento sem perda significativa. “Conseguiremos fazer nossas operações com uma grande quantidade financeira e com mais facilidade de compra e venda”, pontua Juliano. A melhor notícia é que ainda faltam alguns meses para o evento e, mesmo quem nunca investiu na bolsa esportiva, terá tempo para se preparar e obter uma renda extra durante o mundial.
Para estar bem preparado é preciso seguir alguns passos. Juliano indica iniciar os estudos e as operações agora, em campeonatos menores. “Esse tempo é fundamental para aprender as estratégias e fazer as adaptações ao mercado. Também é possível usar simuladores e dinheiro fictício até o início da Copa do Mundo”, orienta. Para ajudar aos novos trades, o especialista disponibiliza periodicamente análises das equipes e dos grupos do Mundial em seu portal, o (www.investimentofutebol.com.br). As análises são gratuitas e podem ajudar a compreender em que jogos vale a pena investir.
Além disso, ter bom controle emocional, gestão da banca e boas estratégias na manga poderão definir o sucesso que cada trader terá. De acordo com o especialista, a Copao é um campeonato imprevisível, então a leitura durante o jogo é muito mais importante que a pesquisa pré-jogo. “Considero que pode haver surpresas em praticamente todos os grupos. Isso por um lado é muito bom, pois as Odds (cotações dadas a determinado jogo) podem estar desajustadas, gerando uma ‘desproporção’ de risco/retorno. Se encontrarmos oportunidades onde o retorno é maior do que o risco, podemos encontrar investimentos de valor. “Só quando a bola começar a rolar poderemos dar melhores ‘pitacos’ e isso é muito bom para nosso mercado”, finaliza Juliano Fontes.

Produtos na saída das fábricas fecham 2017 com alta de 4,18%

Dezenove das 24 atividades industriais pesquisadas tiveram inflação em seus produtos.

O Índice de Preços ao Produtor (IPP), que calcula a variação de preços de produtos no momento em que eles saem das fábricas, fechou 2017 com inflação de 4,18%. Em 2016, o indicador havia ficado em 1,71%, segundo o IBGE. A principal responsável pela inflação dos produtos industrializados em 2017 foi a atividade de refino de petróleo e produtos de álcool, cujos produtos tiveram alta de preços de 18,69%.
Outras atividades que tiveram impacto relevante na inflação do ano passado foram a metalurgia (13,41%) e outros produtos químicos (9,19%). Dezenove das 24 atividades industriais pesquisadas tiveram inflação em seus produtos. Apenas cinco registraram deflação (queda de preços), entre elas a indústria alimentícia, que foi a que mais colaborou para frear a inflação, com queda de preços de 7,29%.
Entre as quatro grandes categorias econômicas, a maior inflação ficou com os bens intermediários, isto é, os insumos industrializados para o setor produtivo, com taxa de 6,53%. Os bens de capital, ou seja, as máquinas e equipamentos, tiveram alta de 4,26%. Entre os bens de consumo, isto é, aqueles voltados para o consumidor final, os duráveis tiveram inflação de 4,34%, enquanto os semi e não duráveis tiveram deflação de 0,63% (ABr).

Percentual de famílias endividadas cai de dezembro para janeiro

O percentual de famílias endividadas no país recuou de 62,2% em dezembro de 2017 para 61,3% em janeiro deste ano. Já as famílias inadimplentes, ou seja, que têm dívidas ou contas em atraso, caiu de 25,7% em dezembro para 25% em janeiro, de acordo com dados da Pesquisa Nacional de Endividamento e Inadimplência do Consumidor divulgados hoje (30) pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).
Apesar da queda entre dezembro e janeiro, as parcelas de endividados e de inadimplentes continuam acima dos patamares registrados em janeiro de 2017, quando foram registrados os percentuais de 58,7% (endividados) e de 23,9% (inadimplentes). O percentual de famílias inadimplentes que não terão condições de pagar suas contas ficou em 9,5% em janeiro deste ano, abaixo dos 9,7% de dezembro e dos 10,2% de janeiro de 2017 (ABr).

Orçamento de 2019 não pode ser feito preservando regra de ouro

O ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, disse ontem (30) que a proposta de orçamento de 2019 não pode ser feita preservando a chamada regra de ouro. A equipe do ministério já trabalha na proposta que será enviada ao Congresso até o fim de agosto e estuda formas de tratar o assunto. “Há uma grande discussão técnica e jurídica incluindo as áreas de governo e o TCU para a gente delinear como atacar esse problema para 2019”, afirmou. “O orçamento de 2019 não pode ser feito preservando a regra de ouro”.
Determinada pelo Artigo 167 da Constituição, a regra de ouro estabelece que o governo só pode se endividar para financiar despesas de capital ou refinanciar a própria dívida. A União, dessa forma, está proibida de emitir títulos para cobrir despesas correntes, como o custeio (manutenção da máquina pública). Em 2018, o governo contará com a devolução de R$ 130 bilhões que o Tesouro Nacional emprestou ao BNDES e há a expectativa de crescimento na arrecadação. Para o ano que vem, no entanto, as alternativas terão que ser outras.
“Conseguimos chegar até aqui pegando um pouco do dinheiro que o Tesouro tinha emprestado para o BNDES, fazendo algumas ações dentro do orçamento. Para 2018, está ok. Não há problema, vamos atravessar com tranquilidade. Mas, para 2019, vamos ter que enfrentar esse problema”, enfatizou. Segundo Dyogo, a solução para o problema seria a reforma, porque parte considerável do déficit brasileiro está na Previdência (ABr).

Inadimplência das empresas diminui 6,5% em 2017

A inadimplência das empresas em todo o país caiu 6,5% em relação a 2016, de acordo com dados nacionais coletados pela Boa Vista SCPC. O indicador é um somatório dos principais mecanismos de apontamento de inadimplência empresarial, isto é, cheques devolvidos, títulos protestados e registros de débitos realizados na base do SCPC. Na comparação com o trimestre anterior, utilizando dados dessazonalizados, a queda foi de 4,3%. Na variação contra o mesmo trimestre do ano anterior a queda foi mais acentuada, de 10,1%.
Após praticamente três anos de elevações, o fluxo de inadimplência das empresas a partir do 2º trimestre 2016 entrou em desaceleração devido ao movimento de restrição de crédito por parte dos concedentes, tendo como consequência amenização dos fluxos de inadimplência na análise de longo prazo (acumulados em quatro trimestres). Para os próximos trimestres espera-se a manutenção dos baixos níveis de inadimplência, uma vez que a retomada da atividade econômica, menor inflação e diminuição dos juros deverão proporcionar um cenário mais favorável para o ambiente empresarial (SCPC).