Empresas podem optar até o dia 20 pela antecipação do eSocial

O eSocial Empresas objetiva desburocratizar e facilitar a administração de informações.

Empresas podem optar pela antecipação da implantação do Sistema de Escrituração Digital das Obrigações Fiscais, Previdenciárias e Trabalhistas (eSocial) até o dia 20 de dezembro

O prazo começou na última segunda-feira (4). A partir de janeiro de 2018, o sistema é obrigatório para entidades empresariais com faturamento no ano de 2016 acima de R$ 78 milhões. A segunda etapa terá início em 16 de julho de 2018 e abrangerá os demais empregadores, incluindo micros, pequenas empresas e MEIs.
Tanto as empresas do primeiro grupo quanto as demais entidades empresariais e as entidades sem fins lucrativos poderão optar pela antecipação da obrigatoriedade. Nesse caso, deverão acessar a página do eSocial na internet e confirmar a opção. O sistema exige certificado digital para o acesso. A medida visa a atender pleitos de empregadores que não se enquadram na obrigatoriedade, mas que por integrarem grupos econômicos composto por empresas maiores, pretendem antecipar a implantação do eSocial de forma a uniformizar os procedimentos trabalhistas e previdenciários.
Outro grupo de contribuintes beneficiados é aquele que terá direito a utilizar os benefícios da compensação cruzada, em tramitação no Congresso, que permitirá o aproveitamento de créditos fazendários para quitação da contribuição previdenciária. Estima-se um montante da ordem de R$ 4 bilhões em 2018 e R$ 12 bilhões em 2019, com impacto positivo no fluxo de caixa das empresas, principalmente das exportadoras.
O eSocial Empresas é um novo sistema de registro feito pelo governo federal, com o objetivo de desburocratizar e facilitar a administração de informações relativas aos trabalhadores, de forma a simplificar a prestação das informações referentes às obrigações fiscais, previdenciárias e trabalhistas. Por meio dele, pretende-se também reduzir custos e tempo da área contábil das empresas na hora de executar 15 obrigações fiscais, previdenciárias e trabalhistas (ABr).

Inflação é menor para famílias com renda mais baixa

O item alimentação apresentou maior queda.

A inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor - Classe 1 (IPC-C1), que se refere às famílias com renda entre 1 e 2,5 salários mínimos, fechou o mês de novembro em 0,21%, taxa 0,21 ponto percentual abaixo da apurada em outubro, quando o índice registrou variação de 0,42%. O indicador foi divulgado ontem (6) pelo Ibre/FGV, e com o resultado de novembro o índice acumula alta de 2,1% no ano e 2,29% nos últimos 12 meses.
A FGV constatou ainda que a inflação medida pelo IPC-C1 fechou o mês de novembro abaixo da taxa relativa ao IPC-Br, que mede a variação da inflação junto às famílias com rendimento de até 33 salários mínimos e registrou, em novembro, variação de 0,36%. A taxa do IPC-Br nos últimos 12 meses ficou em 3,35%, nível também acima do registrado pelo IPC-C1.
A queda do IPC-C1 reflete a retração de preços em cinco das oito classes de despesa componentes do índice: Alimentação, cujos preços caíram de 0,31% para uma deflação de -0,47%; Habitação (de 1,06% para 0,92%); Comunicação; (de 0,6% para -0,42%); Vestuário (0,07% para -0,17%;) e Despesas Diversas (0,49% para 0,13%). Em contrapartida, os grupos Transportes (-0,20% para 0,58%), Educação, Leitura e Recreação (-0,08% para 0,53%) e Saúde e Cuidados Pessoais (0,21% para 0,23%) apresentaram acréscimo em suas taxas de variação (ABr).

Duas pausas diárias para trabalhadora alimentar filho

A Comissão de Constituição e Justiça da Câmara aprovou proposta que assegura à mulher empregada o direito a dois períodos de descanso de meia hora cada um, durante a jornada de trabalho, para alimentar o filho até os seis meses de idade. O objetivo da nova medida é garantir também às mulheres que não podem amamentar ou às adotantes o direito de cuidar de seus bebês, utilizando mamadeiras ou introduzindo alimentos.
O relator, deputado Pastor Eurico (PHS-PE), recomendou a aprovação do projeto original, do deputado Hugo Leal (PSB-RJ) – e da emenda proposta pela Comissão de Seguridade Social e Família, que estabelece que os dois descansos sejam de meia hora cada um. Como a proposta tramita em caráter conclusivo está aprovada pela Câmara e deve seguir para análise do Senado (Ag.Câmara).

Atividade do Comércio cresceu 1,0% em novembro

De acordo com o Indicador Serasa Experian de Atividade do Comércio, o movimento dos consumidores nas lojas registrou, em novembro, alta de 1,0% perante outubro. Na comparação como o mesmo mês do ano passado, houve alta de 6,4%. No acumulado do ano até novembro, a atividade varejista cresceu 0,8% frente ao período de janeiro a novembro do ano passado.
Segundo os economistas da Serasa Experian, o Black Friday, o avanço do crédito, a queda da inflação e a recuperação da renda real e do emprego, impulsionaram a movimentação dos consumidores nas lojas no mês passado. O resultado do varejo foi impulsionado pelas altas de 2,3% do segmento de supermercados, hipermercados, alimentos e bebidas, de 1,2% no ramo de móveis, eletroeletrônicos e informática, de 1,0% em tecidos, vestuário, calçados e acessórios e de 0,5% em material de construção.
Por outro lado, a maior retração do consumidor deu-se no segmento de material de construção, o qual registrou queda de 14,6% frente ao mesmo período do ano passado. A segunda maior queda foi de 11,4%, observada no fluxo dos consumidores nas lojas de tecidos, vestuário, calçados e acessórios. Houve recuos também de 9,4% no segmento de combustíveis e lubrificantes, de 8,8% em móveis, eletroeletrônicos e informática e de 8,3% nas lojas de veículos, motos e peças (Serasa Experian).

Bitcoin volta a bater recorde

Pouco mais de uma semana após ultrapassar a marca dos US$ 10 mil, a criptomoeda Bitcoin voltou a bater recordes de valorização ontem (6) e já é negociada acima dos US$ 12 mil. De acordo com especialistas, a alta de hoje tem a ver com a liberação das autoridades dos Estados Unidos para a negociação de contratos futuros em Bitcoin.
A CBOE começará a negociar esses contratos no próximo dia 10, enquanto o CME Group fará as negociações no dia 18. Atualmente, com essa série de recordes, o valor de mercado do Bitcoin já está em US$ 200 bilhões - contra “apenas” US$ 16 bilhões do início do ano.
No entanto, o mercado analisa esse avanço rápido da moeda virtual de maneira cautelosa, já que há o temor de uma nova bolha nos mercados (ANSA).

 
 
 
 
 
 
 
 
 
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