49,8% das empresas sofreram algum tipo de crime no ano

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Nos últimos 12 meses, 49,8% dos empresários entrevistados foram vítimas de algum tipo de crime é o que revela a pesquisa Vitimização da Indústria apurada pelo Departamento de Segurança da Fiesp e divulgada ontem (5)

Deste total, 21,6% das ações criminosas ocorreram dentro da própria sede ou filial da empresa, enquanto outros 15,6% aconteceram durante o transporte de cargas ou valores.
Outro dado que chama a atenção é que 61,4% das empresas relataram que ao longo de sua existência já foram vítimas de atos criminosos tais como “roubo, furto ou desvio de produtos, equipamentos ou dinheiro”.
O estudo, realizado anualmente, mostra ainda que a perda como proporção de faturamento da indústria por conta de atos criminosos correspondeu a prejuízos de 0,5%, para 63,3% das firmas; entre 0,6% a 1%, para 9% das entrevistadas; e acima de 5%, para 10,9%. Já as companhias de pequeno porte que registraram prejuízos acima de 5% somaram 11,3% das entrevistadas.
Na comparação com a primeira pesquisa de Vitimização realizada pelo Deseg, o número de empresas vítimas de criminosos nos últimos 12 meses havia passado de 44,5% em 2015 para 48,9% em 2016.
As empresas que sofreram pelo menos um crime há mais de 12 meses passaram de 46,1% em 2015 para 42,6% no ano passado. Por fim, as companhias vítimas de pelo menos um crime a qualquer momento haviam aumentado de 59,8% em 2015 para 61,4% em 2016 (AI/Fiesp).

Déficit comercial dos EUA subiu para US$ 48,7 bilhões

Esse aumento de 8,6% marca o ponto mais alto do déficit comercial nos últimos nove meses.

O déficit no comércio de bens e serviços dos Estados Unidos subiu para US$ 48,7 bilhões em outubro, US$ 3,8 bilhões a mais que no mês anterior, informou ontem (5) o Escritório do Censo do Departamento de Comércio dos EUA. Esse aumento de 8,6% marca o ponto mais alto do déficit comercial nos últimos nove meses, e supera o prognóstico dos analistas, que tinham antecipado que o indicador chegaria até cerca de US$ 47,5 bilhões.
Os números de outubro são reflexo, em parte, do encarecimento das importações de petróleo e de um aumento notável da importação de bens procedentes de China, México e União Europeia, combinado com uma queda nas exportações de alimentos, soja e aviões de passageiros, entre outros. O déficit em setembro também foi revisado para cima e ficou em US$ 44,9 bilhões.
Em outubro, as exportações americanas alcançaram os US$ 195,9 bilhões, apenas US$ 100 milhões a menos que em setembro, enquanto as importações chegaram a US$ 244,6 bilhões, US$ 3,8 bilhões acima do mês anterior. Os resultados de outubro também refletem um aumento de US$ 3,8 bilhões do déficit no comércio de bens com o exterior, ao atingir os US$ 69,1 bilhões, assim como uma redução do superávit tradicional da troca de serviços, que caiu para US$ 20,3 bilhões (US$ 1,5 bilhão a menos).
Neste ano, o déficit no comércio de bens e serviços dos EUA aumentou US$ 49,1 bilhões em relação ao mesmo período de 2016, o equivalente a 11,9%. Isso se deve a aumentos tanto das importações, que cresceram em US$ 97,5 bilhões, equivalente a 5,3%, como das exportações, que subiram US$ 146,6 bilhões, ou 6,5% em relação ao ano passado (ABr/EFE).

Oi amplia prazo para fechar acordo com credores

A empresa de Telefonia Oi decidiu estender até o próximo dia 8 o prazo para fechamento de acordo com credores da recuperação judicial da companhia que querem receber valores até R$ 50 mil. O Programa para Acordo com Credores da Oi teve a segunda fase encerrada no dia 30 de novembro e passa agora a aceitar acordos celebrados até sexta-feira (8).
Os interessados devem acessar a plataforma eletrônica (www.credor.oi.com.br) e agendar a data de comparecimento aos centros de atendimento localizados nas cidades do Rio de Janeiro, de São Paulo, Belo Horizonte, Curitiba, Porto Alegre, Salvador e Goiânia.
Para o presidente da Oi, Eurico Teles, também diretor jurídico da empresa, essa é mais uma oportunidade para os credores da companhia que ainda não fizeram acordo.
Segundo ele, até o momento, a Oi fechou cerca de 30 mil acordos, com desembolsos que somaram R$ 196 milhões. “Consideramos um bom resultado, diante dos desafios para estruturar um programa nacional para atender a milhares de credores espalhados pelo Brasil”, afirmou Teles (ABr).

BNDES aprova empréstimo para CBL Alimentos

Rio - O BNDES anunciou a aprovação de empréstimo de R$ 27,7 milhões à fabricante de lácteos CBL Alimentos, das marcas Betânia, Lebom, Jaguaribe, Cilpe e Latimilk. Conforme nota divulgada pelo banco, os recursos serão investidos nas unidades de Morada Nova (CE) e Pedra (PE), para ampliação da capacidade de produção, e capital de giro associado ao projeto.
"Os recursos do BNDES representam 76% do total a ser investido no projeto, com conclusão prevista para setembro do ano que vem e que contempla a aquisição de máquinas e equipamentos e adequação das duas plantas industriais", diz a nota do banco. Ainda segundo o BNDES, o projeto prevê a ampliação das linhas de leite longa vida, as de iogurtes e outros fermentados, requeijão, manteigas e queijos. Os novos investimentos deverão gerar 386 empregos diretos (AE).

 
 
 
 
 
 
 
 
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