Quase 12 mil autorizações de trabalho para estrangeiros no 1º semestre

As autorizações temporárias são as mais procuradas pelos profissionais estrangeiros.

O Ministério do Trabalho (MTb) concedeu 11.998 autorizações de trabalho temporário ou permanente para estrangeiros no país entre janeiro a junho de 2017

Os dados fazem parte do relatório elaborado pela Coordenação Geral de Imigração (CGig). As autorizações do primeiro semestre foram 2.440 inferiores ao mesmo período de 2016 que fechou em 14.438 autorizações. O ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, explica que essa diferença já era esperada.
“No passado, tivemos a Olimpíada, um evento internacional grandioso que demanda muita mão de obra tanto de esportistas, de suas equipes de trabalho e de voluntários internacionais”, observou o ministro. O coordenador da CGig, Hugo Gallo, explica que para que o estrangeiro exerça alguma atividade laboral no Brasil é obrigatória a autorização. E ele pode obter mais de uma autorização. “A maioria das autorizações foi para profissionais das ciências e das artes, técnicos de nível médio, e membros superiores do poder público, dirigentes de organizações de interesse público e de empresas, gerentes, entre outros”, observa Gallo.
As autorizações temporárias são as mais procuradas pelos profissionais estrangeiros. De janeiro a junho, foram 11.483 documentos expedidos nessa modalidade e 515 permanentes. Foram 2.170 documentos emitidos para pessoas originadas dos Estados Unidos. Filipinas vem logo em seguida com 1.224 autorizações neste semestre contra 1.437 no ano anterior. Já os chineses são os terceiros que mais procuraram o Brasil para trabalhar, tiveram 799 autorizações. Rio de Janeiro é o estado brasileiro que mais demanda pela mão de obra estrangeira. Foram 5.325 autorizações para estrangeiros no segundo semestre no estado. São Paulo, em segundo, recebeu 4.634. E o Espírito Santo, vem atrás, com 279 (MTb).

Inadimplência com cheques registra menor número desde 2010

A recuperação da renda contribuiu para a redução da inadimplência.

O percentual de devoluções de cheques pela segunda vez por insuficiência de fundos no mês de outubro foi de 1,8% em relação ao total de cheques compensados, segundo o Indicador Serasa Experian de Cheques Sem Fundos. O percentual sofreu queda em relação ao mesmo período do ano anterior, quando registrou-se 2,52% de devoluções. Para o mês de outubro, o percentual é o menor desde 2010, quando o número era de 1,56%.
No acumulado do ano, de janeiro a outubro, a porcentagem de cheques devolvidos no país, em relação aos compensados, foi de 2,01%, menor que a devolução de 2,36% registrada no mesmo período de 2016. É o menor número para o período desde 2013, quando o percentual também foi de 2,01%. Em outubro, foram 761.812 cheques devolvidos e 42.335.890 cheques compensados. O mesmo período do ano anterior totalizou 1.204.402 cheques devolvidos e 47.802.370 cheques compensados.
No acumulado do ano, de janeiro a outubro, foram 8.341.495 cheques devolvidos e 414.847.761 compensados. Segundo os economistas da Serasa Experian, a recuperação da renda real dos consumidores com a queda da inflação e o com a retomada, ainda que gradual, do nível de emprego, tem contribuído para a redução da inadimplência com cheques (Serasa Experian).

Número de empresas inadimplentes cresceu 3,60% em outubro

O número de empresas com contas em atraso e registradas nos cadastros de devedores cresceu 3,60% em outubro na comparação com o mesmo mês do ano passado – quando a variação havia sido de 7,27%. Na passagem de setembro para outubro de 2017, sem ajuste sazonal, houve leve crescimento de 0,82%. Os dados são do Indicador de Inadimplência Pessoa Jurídica calculado pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL).
“Essa desaceleração do aumento da inadimplência das empresas ocorre mesmo em meio à crise econômica e reflete o ambiente de maior restrição ao crédito e menor propensão a investir, que trazem redução do endividamento”, afirma o presidente do SPC Brasil, Roque Pellizzaro. “Para os próximos meses, espera-se que atividade econômica siga uma lenta recuperação, e que os empresários permaneçam cautelosos devido ao cenário de grande incerteza política e econômica, o que deve manter o crescimento da inadimplência das empresas limitado”.
Outro indicador também mensurado é o de dívidas em atraso. Neste caso, o crescimento foi de 1,53% na comparação anual. Seguindo a mesma tendência que o número de empresas devedoras, o resultado de setembro permanece em nível baixo em comparação à média histórica (9,39%). Na comparação mensal, na passagem de setembro para outubro, a variação positiva foi de 0,59% (SPC/CNDL).

Cresce a confiança dos empresários da indústria da construção

Apesar das dificuldades enfrentadas para a recuperação da atividade, o índice de confiança do empresário da indústria da construção alcançou 54,4 pontos em novembro. O indicador está acima da média histórica de 52,7 pontos e é o maior registrado desde fevereiro de 2014, informa a Sondagem Indústria da Construção, divulgada ontem (28), pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).
O aumento da confiança em novembro é explicado pelo crescimento do índice de Condições Atuais, que ficou em 47,8 pontos, um aumento de 1,7 ponto em relação ao mês anterior. Como o índice mantém-se abaixo da linha divisória de 50 pontos, o índice mostra que os empresários ainda percebem piora das condições correntes de negócio, mas a avaliação dos empresários sobre as condições é menos negativa que em outubro.
A baixa propensão para o investimento é um dos reflexos das dificuldades enfrentadas pelo setor. Embora estejam melhores do que em 2016, os indicadores relacionados ao desempenho da indústria da construção ainda mostram queda da atividade e do emprego, diz a pesquisa. O indicador de nível de atividade alcançou 46,9 pontos em outubro e está 6,9 pontos acima do registrado no mesmo mês do ano passado.

 
 
 
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