Inadimplência das empresas atinge R$ 39,6 bilhões em 2016

O volume de juros pagos pelas empresas em 2016 foi de R$ 174,7 bilhões, o que representa 2,7% do PIB brasileiro.

A junção da maior crise econômica da história com a necessidade do sistema financeiro de se blindar, aumentando a taxa média de juros cobrados, rapidamente surtiu efeitos negativos sobre o mercado de crédito criando um clima adverso para os negócios ao afetar a capacidade das empresas de investir e de manter as contas em dia

É o que mostra o estudo “Juros e Inadimplência no Brasil 2014-2016”, realizado pela FecomercioSP, com base nos dados do Banco Central contemplando apenas as operações formais de empréstimo e desconsiderando operações lastreadas em recursos direcionados.
Segundo o levantamento, o saldo das operações de crédito para pessoa jurídica caiu nos três anos analisados. Em dezembro de 2014, houve uma queda de 2,3%, em termos reais, em relação ao ano anterior, atingindo R$ 946,1 bilhões. Em 2015, nova queda de 5,2% e finalmente uma forte retração de 15,5% em 2016 com o saldo recuando para R$ 757,7 bilhões. Em termos acumulados, isso significa uma redução de quase R$ 212 bilhões, ou 22%, na oferta de recursos em entre 2013 e 2016.
A despeito desse movimento e da recessão econômica em curso, a taxa efetiva de juros médios cobrados permaneceu crescente no período. Era de 21,3% ao ano em 2014, passou para 24% em 2015 e 27,5% em 2016. Entre 2013 e 2016, a alta foi de mais de sete pontos porcentuais, de modo que o valor pago pelas empresas apenas a título de juros cresceu 17,5%, em termos reais, nesse mesmo período. O volume de juros pagos pelas empresas em 2014 foi de R$ 165,8 bilhões, alcançando seu maior valor em 2015, de R$ 183,9 bilhões, e apresentou queda em 2016 (para R$ 174,7 bilhões), o que representa 2,7% do PIB brasileiro.
Segundo a assessoria econômica da FecomercioSP, a inadimplência felizmente está em patamares controlados, embora muito disseminada entre milhões de famílias e empresas, notadamente de micro e pequeno portes. Como já visto nos últimos anos, famílias e empresas tiveram o comportamento racional e conservador que faltou ao setor público e conseguiram manter as dívidas atrasadas em um nível aceitável (AI/FecomercioSP).

Economia cresce pelo 3º mês seguido e aumenta confiança

A economia está em um momento melhor do que há seis meses.

A pesquisa divulgada ontem (23) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) revela que o Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) aumentou 0,5 ponto na comparação com outubro, alcançando 56,5 pontos. É a melhor marca desde abril de 2013, período do início da crise econômica no Brasil. A pontuação permanece 2,5 pontos acima da média histórica de 54,0 pontos.
De acordo com a CNI, indústria extrativa é é a mais confiante e atingiu a marca de 57,5 pontos, um ponto a mais que a média história para o setor. Outra boa marca está na indústria de transformação, com o indicador de 56,9 pontos. Na área da construção, a pontuação também está acima da média histórica, o índice chega a 54,4 pontos.
Segundo a CNI, o aumento da confiança em novembro é resultado da melhora da percepção dos empresários sobre as condições atuais dos negócios e da economia.”Há a redução nos juros, da inflação e do desemprego. A economia está em um momento melhor do que há seis meses”, explicou o economista da CNI, Marcelo Azevedo.
Os indicadores da pesquisa variam entre zero e 100 pontos, ao passo que a pontuação supera a marca de 50, demostrando que os empresários estão confiantes com a economia. A pesquisa foi feita entre 1º e 14 de novembro com 2.980 empresas em todo o país, das quais 1.162 são pequenas, 1.129 são médias e 689 são de grande porte (ABr).

Novo Código de Mineração

Rio - As mudanças feitas pelo Congresso na proposta original do novo Código da Mineração - que altera o royalty da mineração -, vão comprometer a competitividade da Vale, disse a companhia em um comunicado ontem (23). A mineradora pede que o governo vete questões do novo texto, acenando com uma possível judicialização por parte das empresas do setor.
"A aplicação de imposto sobre transporte e sobre uma atividade industrial como a pelotização - sobre a qual já incide, inclusive, IPI - fere a Constituição Brasileira, gerando insegurança jurídica, já que o setor mineral buscará seus direitos no âmbito judicial", afirmou em nota.
No projeto original sobre o novo Código da Mineração, destaca a Vale, a alíquota progressiva previa um aumento no tributo quando o preço do minério de ferro no mercado internacional estivesse mais alto e, no sentido inverso, um patamar como o praticado atualmente no caso de preço baixo (AE).

Black Friday deve movimentar mais de R$ 2,2 bilhões em 2017

Nos últimos anos, a Black Friday se tornou a maior data de vendas para o comércio eletrônico nacional. Para a edição de 2017, a estimativa do idealizador do evento no Brasil, (www.blackfriday.com.br), é que o faturamento tenha um crescimento de 19% em relação ao ano anterior, chegando a R$ 2,2 bilhões.
A previsão é feita a partir do histórico das edições anteriores e com base no tráfego do portal. Em outubro, mês que antecede a Black Friday brasileira, o site registrou acessos 37% maior comparado ao mesmo período em 2016. Na sua etapa estendida, que compreende o final de ontem (23) até domingo (26), as vendas devem ultrapassar a marca de R$ 2,7 bilhões, representando um acréscimo de 20% do total de vendas se comparado ao dia do evento.
O aumento nas compras deve ser puxado pela melhora do cenário de consumo das famílias, que começou em junho, quando o país registrou uma deflação de 0,30%, segundo dados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC). “Com a queda nos preços de produtos que pesam no orçamento familiar dos brasileiros, como alimentos, o consumo de bens de maior valor agregado, como eletrodomésticos e eletroeletrônicos, volta a ser uma prioridade”, diz Ricardo Bove, diretor da BlackFriday.com.br.

Desemprego só vai cair no segundo semestre de 2018

São Paulo - O economista Felipe Salles, do Itaú Unibanco, afirmou ontem (23), que o desemprego, que caiu mais que o esperado em 2017, "vai andar um pouco de lado" em 2018, voltando a recuar somente no segundo semestre. Ele explicou que, neste ano, a melhora do mercado de trabalho ocorreu muito em função do aumento da informalidade, o que tende a perder força a partir de agora.
"Quando a taxa de desemprego voltar a cair de forma consistente, no segundo semestre, isso deve ocorrer com uma ajuda maior do emprego formal", disse Salles. Segundo ele, a simplificação das leis trabalhistas, com a aprovação da reforma trabalhista, é um fator que deve ajudar nesse sentido. A previsão do Itaú Unibanco para a taxa de desemprego é que fique em 12,5% no fim de 2017 e caia para 11,8% no término de 2018. As projeções para o PIB são de crescimento de 0,8% este ano e de 3% em 2018 (AE).

 
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