IPCA no ano fecha em 2,21% e é o menor em quase duas décadas

O resultado é 3,57 pontos percentuais inferior à alta acumulada (5,78%) de janeiro a outubro do ano passado.

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a inflação oficial do país, fechou os primeiros dez meses do anos com alta acumulada de 2,21%, a menor taxa acumulada em um mês de outubro desde os 1,44% de outubro de 1998

O resultado é 3,57 pontos percentuais (pp) inferior à alta acumulada (5,78%) de janeiro a outubro do ano passado.
Os dados indicam que a inflação acumulada pelo IPCA nos últimos 12 meses ficou em 2,7%, resultado superior aos 2,54% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em outubro de 2016, o IPCA havia registrado variação de 0,26%. A aceleração da inflação teve como principal influência a alta no grupo Habitação que, com variação de 1,33%, foi responsável por quase metade do índice do mês, com contribuição de 0,21 pp para a variação de 0,42% na inflação de outubro (0,42%).
Segundo o IBGE, além da alta média de 3,28% nos preços da energia elétrica, a elevação de 12,9% no botijão de gás nas refinarias da Petrobras foi determinante para a alta do grupo. Entre os nove grupos de produtos e serviços pesquisados, as exceções foram Alimentação e Bebidas (-0,05%) e Artigos de Residência (-0,39%) que registraram deflação. No caso dos alimentos, outubro foi o sexto mês consecutivo que o grupo apresentou deflação, embora bem menos intensa do que a registrada em setembro (-0,41%).
Nos últimos 12 meses, a variação acumulada do grupo é -2,14%. No ano, a variação está em -2,02% sendo que, dos dez meses transcorridos, sete apresentaram variação negativa. O acumulado no ano é o menor registrado para o período desde a implantação do Plano Real em 1994. Adotada pelo governo como a taxa de inflação oficial do país, o IPCA se refere às famílias com renda entre um a 40 salários mínimos e abrange dez regiões metropolitanas do país, além dos municípios de Goiânia, Campo Grande e Brasília (ABr).

Indústria tem 2º mês positivo na geração de empregos

As altas consecutivas sinalizam uma recuperação da atividade industrial no estado.

Outubro é o segundo mês consecutivo a apresentar saldo positivo na geração de empregos na indústria paulista, com a criação de 2,5 mil vagas - alta de 0,11% frente a setembro, na série sem ajuste sazonal. Esse resultado para o mês não era visto desde 2010, quando a variação para o período subiu 0,02% e somou 500 postos de trabalho.
No acumulado do ano, o saldo segue positivo e soma 9 mil empregos gerados (0,42%). Já os dados com ajustes para o mês ficaram estáveis (-0,02%). Os dados são da pesquisa de Nível de Emprego do Estado de São Paulo divulgados na sexta-feira (10) pelo Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos da Fiesp e do Ciesp (Depecon).
Segundo o diretor titular do Depecon, Paulo Francini, as duas altas consecutivas sinalizam uma recuperação da atividade industrial no estado. “Apesar de ainda estar em baixa intensidade, essa recuperação é persistente”, avalia Francini. Entre os 22 setores acompanhados pela pesquisa para o mês de outubro, 8 ficaram positivos, 3, estáveis e 11, negativos. Entre os positivos, os destaques ficaram por conta do setor de máquinas e equipamentos, com geração de 2 mil postos de trabalho, seguido de confecção de artigos do vestuário e acessórios (AJI/Fiesp).

Número de novos microempreendedores individuais é recorde

Entre as 1.545.360 novas empresas instaladas no país entre janeiro e agosto de 2017, 78,5% (ou 1.213.229) eram microempreendimentos individuais (MEIs). Ambos os registros são os maiores já apurados pelo Indicador Serasa Experian de Nascimentos de Empresas para o período, além de 10,5% superior ao registrado entre janeiro e agosto do ano passado, quando 1.098.130 microempreendedores individuais surgiram, frente a um total de 1.379.988 novos negócios.
Em agosto/2017, quando surgiram 207.950 empresas, o número de novas MEIs bateu recorde, comparado com todos os meses de agosto desde 2010: foram 157.818 contra 145.070 nascimentos registrados em agosto/2016, alta de 8,8%. Desde agosto de 2010 até agosto de 2016 a representatividade dos MEIs foi crescente e impulsionou o aumento geral no número de empresas no país. Em agosto de 2017, porém, nota-se uma variação para baixo de 4,13% na participação dos MEIs no total de novos negócios, em relação a agosto/2016.
“A tendência é que, com a retomada da economia e o surgimento de novas vagas no mercado formal, o número de nascimentos de MEIs sofra um decréscimo”, diz o vice-presidente de Pessoa Jurídica da Serasa, Victor Loyola.
No oitavo mês deste ano, o setor de serviços continuou liderando o ranking dos mais procurados por quem decidiu empreender: das 207.950 novas empresas surgidas em agosto/2017, 132.728 eram de serviços, o equivalente a 63,8% do total. Em seguida, 58.135 empresas comerciais (28,0% do total) e, no setor industrial, foram abertas 16.329 empresas (7,9% do total) no mês (Serasa Experian).

IGP-M tem deflação de 1,4% em 12 meses

O Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M), utilizado no reajuste dos contratos de aluguel, registrou deflação (queda de preços) de 0,02% na primeira prévia de novembro. A taxa é menor que a inflação de 0,32% anotada na primeira prévia de outubro, informou a Fundação Getulio Vargas. Com a prévia de novembro, o IGP-M acumula deflações de 1,95% no ano e de 1,4% no acumulado de 12 meses.
A queda da taxa da prévia de outubro para a de novembro foi provocada por deflação nos preços do atacado e por uma inflação menor no varejo. O Índice de Preços ao Produtor Amplo, que analisa o atacado, recuou de uma inflação de 0,42% em outubro para uma deflação de 0,09% em novembro.
Já a inflação do Índice de Preços ao Consumidor, que analisa o varejo, caiu de 0,17% em outubro para 0,03% em novembro (ABr).