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Intenção de consumo atinge a maior pontuação desde junho de 2015

Segurança no emprego e juros mais baixa proporcionam melhores condições de aquisição de bens duráveis.

Menos pessimistas, a maioria dos paulistanos está mais segura no seu emprego do que no mesmo período de 2016, fazendo com que voltem a consumir

É o que revela o Índice de Intenção de Consumo das Famílias (ICF), que subiu novamente em outubro ao atingir 80,3 pontos, 1,7% superior aos 79 pontos registrados em setembro. Na comparação com o mesmo mês do ano passado, houve crescimento de 9,2%, quando o ICF se situava em 73,5 pontos.
Desde fevereiro o ICF vem oscilando entre 77 e 79 pontos, e agora passa a linha dos 80 pontos, um bom termômetro para os empresários do setor - que se programam para as vendas de Natal, principal data do varejo. O ICF é apurado mensalmente pela FecomercioSP e varia de zero a 200 pontos, sendo que abaixo de 100 pontos significa insatisfação e acima de 100, satisfação, em relação às condições de consumo.
O destaque de outubro foi o item Perspectiva de consumo, que apresentou uma alta anual de 19,8% e atingiu a maior pontuação desde abril de 2015. Em outubro, o item passou dos 75,6 para os 81,5 pontos, alta mensal de 7,9%. A pesquisa mostra que 26% dos paulistanos disseram que o consumo da sua família e da população em geral tende a ser maior nos próximos meses, enquanto que em outubro do ano passado, esse porcentual era de 20%.
Segundo a FecomercioSP, mais segurança no emprego aliado a uma taxa de juros mais baixa proporcionam ao consumidor melhores condições de aquisição de bens duráveis. O item Momento para duráveis avançou 1,9% na comparação mensal, passando de 54,5 pontos em setembro para 55,6 pontos em outubro. Contudo, 59% das famílias da capital paulista afirmaram comprar menos do que em relação há um ano, redução de 8 pontos percentuais em relação ao mesmo mês do ano passado (AI/FecomercioSP).

Vendas neste fim de ano devem superar resultado de 2016

Pesquisa feita com empresários do varejo mostra que as vendas neste fim de ano serão melhores para 39% deles.

Os indicadores econômicos mais recentes dão sinais de que o comércio iniciou uma lenta e gradual recuperação nos últimos meses. Uma pesquisa feita com empresários do varejo em todas as capitais pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) mostra que as vendas neste fim de ano serão melhores para 39% dos comerciantes. A minoria dos entrevistados (22%) disse que as vendas serão piores. Para um terço (33%) as vendas se manterão estáveis.
Para o presidente do SPC Brasil, Roque Pellizzaro Junior, os números observados em 2017 são positivos e levam otimismo ao varejo, embora o nível elevado de desemprego force uma recuperação mais lenta que o desejável. “Não se espera uma recuperação rápida da economia, mas o fato importante é que há indícios de que já esteja acontecendo e, um deles, é a melhora das expectativas para o Natal”. A pesquisa também investigou a intenção de contratar mão de obra para as festas de Natal e Réveillon.
Apenas 15% dos comerciantes já contrataram ou irão contratar mão de obra extra para reforçar o quadro de trabalhadores nesse período – sejam eles temporários, informais, efetivos ou terceirizados. Em números absolutos, isso significa que pouco mais de 32,2 mil vagas devem ser criadas neste trimestre. Para 79% desses comerciantes, o principal motivo das contratações é suprir a demanda aquecida no período do Natal. Os que não devem contratar somam 81% da amostra.
A sondagem revela ainda que ter experiência pesa mais do que a formação técnica na área em que o trabalhador busca uma oportunidade. Quatro em cada dez (44%) comerciantes solicitam funcionários que tenham experiência anterior na área. Apenas 2% exigem que o candidato tenha feito algum curso profissionalizante. Ainda sobre o perfil do trabalhador a ser contratado, 55% dos empresários procuram profissionais que tenham até 34 anos de idade e 44% esperam que o novo funcionário tenha pelo menos o ensino médio completo. Há também uma preferência por mulheres (52%) em detrimento de homens (17%) - (SPC Brasil/CNDL).

Inflação avança em cinco das sete capitais pesquisadas

A inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) avançou de 0,29% para 0,33% entre a semana encerrada em 22 de outubro e a que terminou no dia 31, com alta em cinco das sete capitais pesquisadas pelo Ibre/FGV. A maior alta na última semana, em comparação com a anterior, foi registrada em Porto Alegre: a taxa subiu 0,15 ponto percentual entre as duas semanas e fechou em 0,51%.
Tiveram destaque na aceleração os grupos habitação e alimentação, cujas taxas passaram de 0,21% para 0,79% e de 0,54% para 0,78% respectivamente.
Aparecem ainda com aceleração de preços São Paulo (de 0,40% para 0,43%), Recife (de 0,2% para 0,22%) e, com índices iguais, Brasília e Salvador (de 0,14% para 0,21%).
Ocorreu desaceleração de preços, entre as semanas encerradas em 22 e em 31 de outubro, no Rio de Janeiro (0,12%, desaceleração de 0,04 ponto percentual), menor índice do país; e em Belo Horizonte, onde o IPC-S passou de 0,47% para 0,44% – ainda assim, a capital mineira registrou o segundo maior IPC-S (ABr).

Pedidos de falência caem 15,7% no acumulado do ano

Os pedidos de falência caíram 15,7% na variação acumulada no ano até outubro, contra o mesmo período do ano anterior, segundo dados com abrangência nacional da Boa Vista SCPC. Mantida a base de comparação, as falências decretadas subiram 4,3%, enquanto nos pedidos de recuperação judicial e recuperações judiciais deferidas foram observadas quedas de 25,8% e 18,6%, respectivamente.
Com exceção de falências decretadas que ainda apresentam crescimento, os demais indicadores seguem em retração quando observados pelos valores acumulados em 12 meses. Passado o período de intensa diminuição da atividade econômica, redução do consumo, restrição e encarecimento do crédito, as empresas passam agora a demonstrar sinais mais sólidos dos indicadores de solvência, tendência que deverá ser mantida devido às melhorias das condições de juros, spreads, inflação, entre outros fatores (SCPC).

 
 

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