Aumenta o número de micro e pequenas empresas inadimplentes

As micro e pequenas empresas respondem por 27% do PIB.

De acordo com levantamento inédito da Serasa Experian, em agosto de 2016, 4,8 milhões de micro e pequenas empresas brasileiras estavam no vermelho, 13,2% a mais que o registrado no mesmo mês de 2016

É a maior quantidade já registrada desde março de 2016, base inicial do histórico levantado.
De acordo com os economistas da Serasa, a perda do poder de compra do consumidor, decorrente do desemprego e da situação instável da economia, impactam fortemente as micro e pequenas empresas. As MPEs respondem por 27% do PIB. Por isso, o recorde de inadimplência traz preocupação para o setor. O caminho para os empresários que estão nessa situação passa pela renegociação das contas atrasadas e conseqüente reinserção no mercado de crédito.
Do total de 4,8 milhões de MPEs inadimplentes em agosto, 45,4% eram companhias comerciais, 45,3% prestadores de serviços e 8,8% indústrias. A região Sudeste é a que concentra a maior porcentagem de micro e pequenas empresas inadimplentes, com 53,6% do total. Em seguida está o Nordeste, com 16,5%; Sul, com 15,8%; Centro-Oeste, com 8,7% e Norte, com 5,3%. Em agosto, entre os estados, São Paulo teve o maior número de empresas negativadas, com 32,4% do total. Em seguida Minas Gerais, com 11,1%, e Rio de Janeiro em terceiro, com 8,0% (Serasa Experian).

Inflação do aluguel acumula queda de 1,41%

O índice usado como base para reajustar o aluguel variou 0,20%.

O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) encerrou outubro com variação de 0,20%, resultado abaixo do registrado em setembro último (0,47%) . No mesmo mês de 2016, o índice tinha alcançado 0,16%. No acumulado desde janeiro, houve queda de 1,91% e nos últimos 12 meses, o índice caiu 1,41%. Este último é que serve de base de cálculo para a renovação dos contratos de aluguel.
O levantamento é feito pelo Ibre/FGV, com dados coletados entre os dias 21 do mês anterior e 20 do atual. A pesquisa mostra que o recuo foi influenciado pela desaceleração no setor atacadista. O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) passou de uma alta de 0,74% para 0,16%. De janeiro a outubro, o IPA teve queda de 4,37% e em 12 meses, recuo de 3,86%. Entre os grupos que mais contribuíram para a redução estão os produtos agropecuários, com queda acumulada em 12 meses de 16,68%.
Em outubro, o grupo matérias-primas brutas foi negativo em 1,05% ante uma alta de 1,81%, no mês anterior. Tiveram destaque as commodities (produtos primários com cotação no mercado internacional) minério de ferro (de 7,88% para -8,28%), bovinos (de 8,89% para 0,76%) e mandioca (de 1,97% para -0,53%). Já os dois componentes restantes do IGP-M indicaram recomposição de preços. O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) passou de um recuo de -0,09% para uma alta de 0,28% e o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) teve variação de 0,19%, ante 0,14% no mês anterior (ABr).