Confiança do comércio subiu 3,3 pontos em outubro

O empresário do comércio está mais confiante tanto em relação ao momento atual quanto em relação ao futuro.

O Índice de Confiança do Comércio, medido pela Fundação Getulio Vargas (FGV), cresceu 3,3 pontos na passagem de setembro para outubro e atingiu 92,5 pontos, em uma escala de zero a 200 pontos

Com essa, que é a segunda alta consecutiva, o indicador registra o maior nível desde agosto de 2014 (quando alcançou 92,7 pontos).
Segundo a FGV, o empresário do comércio está mais confiante tanto em relação ao momento atual quanto em relação ao futuro. O Índice de Expectativas, que avalia as opiniões sobre os meses seguintes, teve uma alta de 4,1 pontos e atingiu 99,2 pontos. Já o Índice da Situação Atual, que avalia as opiniões dos empresários sobre o momento presente, subiu 2,3 pontos e alcançou 86,2.
De acordo com o coordenador da pesquisa, Rodolpho Tobler, a alta do índice nos últimos dois meses “reforça a percepção de que o efeito da crise política de maio passou completamente e de que os indicadores de confiança do setor retomam a tendência de alta do início do ano”, afirmou, em referência às denúncias dos executivos do grupo J&F, Wesley e Joesley Batista, que gravaram o presidente Temer e outras autoridades, o que deu início a investigação por suspeita de corrupção passiva e impactou o mercado.
“O movimento sugere que o segmento segue em recuperação lenta, sob influência da inflação baixa e do ciclo de redução das taxas de juros”, completou Tobler (ABr).

Brasil reciclou 280 mil toneladas de latas de alumínio em 2016

Brasil novo temproario

A Associação Brasileira do Alumínio (Abal) e a Associação Brasileira dos Fabricantes de Latas de Alumínio (Abralatas) anunciam que o país reciclou 280 mil toneladas de latas de alumínio para bebidas, das 286,6 mil toneladas disponíveis no mercado em 2016. Com isso, o índice de reciclagem de latas de alumínio para bebidas atingiu 97,7%, mantendo o Brasil entre os líderes mundiais desde 2001.
De acordo com o coordenador do Comitê de Mercado de Reciclagem da Abal, Mario Fernandez, este é um segmento cada vez mais representativo para a indústria, sociedade e meio ambiente. “A lata de alumínio para bebidas, cujo consumo chega a 110 unidades por brasileiro, anualmente, responde por quase 50% do volume de sucata de alumínio recuperada no ano”.
Em 2016, a coleta de latas de alumínio para bebidas foi responsável por injetar R$ 947 milhões na economia nacional, contribuindo com a geração de renda e de empregos para milhares de catadores de materiais recicláveis. Para Renault Castro, presidente-executivo da Abralatas, a estabilidade do índice, próximo a 100% nos últimos 10 anos, confirma o sucesso do modelo de reciclagem da lata e aponta um importante diferencial competitivo da embalagem sobre suas concorrentes. “Em tempos de aquecimento global, quando se busca uma economia de baixo carbono, esta é uma grande vantagem” (Fontes: Abal e Abralatas).

Visão na nova era da China é positiva para o Brasil

Ao assumir o segundo mandato, o presidente da China, Xi Jinping, confirma o mesmo caminho iniciado em 2012, quando o gigante asiático reforçou a política de abertura para o mundo. “Isso é um sinal muito positivo para o Brasil. Por quase uma década a China tem sido o principal mercado de destino das exportações nacionais. Além disso, o país tem trazido ao Brasil mais de USD 52 bilhões de investimentos diretos anunciados em diversos setores da economia brasileira como óleo e gás, energia, infraestrutura, tecnologia, entre outros”, afirma o diretor da KPMG no Brasil, responsável pela prática chinesa, Daniel Lau.
Segundo o executivo, ao mesmo tempo, a transformação econômica da China cria oportunidades para as empresas brasileiras aumentarem a presença na Ásia. “Este ano, a China pretende adicionar mais de USD 650 bilhões ao seu PIB. E para participar das diversas oportunidades que se surgem todos os dias, é preciso criar ou fortalecer o seu guanxi, que é a rede de relacionamento. Para isso, é preciso visitar o país, fazer contatos e criar amizades duradouras”, analisa Lau (KPMG).