BC lança campanha para uso consciente do cartão de crédito

O foco da campanha são as classes D e E, que, segundo a pesquisa, têm maior dificuldade para pagar a fatura do cartão de crédito.

O Banco Central (BC) e a Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs) lançaram ontem (19) uma campanha para estimular o uso consciente do cartão de crédito

A ação prevê a divulgação de nove vídeos educativos sobre o uso do cartão, além de posts nas redes sociais com o tema “Se passar o cartão, não passe dos limites”. A campanha, exclusivamente na internet, vai custar R$ 150 mil ao BC e R$ 200 mil à Abecs.
O diretor de Relacionamento Institucional e Cidadania do BC, Isaac Sidney, destacou que os brasileiros têm cada vez mais acesso a produtos e serviços financeiros, mas é preciso garantir informação de qualidade, educação financeira e proteção aos direitos dos cidadãos. “Na última pesquisa realizada pela Abecs e pelo Datafolha, 21% dos entrevistados afirmaram que a última fatura está acima do que podem pagar. Podemos perceber que há espaço para ações de conscientização e de educação financeira”.
O foco da campanha são as classes D e E, que, segundo a pesquisa, têm maior dificuldade para pagar a fatura do cartão de crédito. “Desses 21% que acreditam que suas faturas são altas para suas possibilidades, 33% pertencem às classes D e E. Vejam que a falta de educação financeira penaliza de forma mais intensa as camadas mais vulneráveis da população”, acrescentou Sidney.
De acordo com Sidney, do total de 250 mil reclamações de cidadãos recebidas pelo BC este ano, cerca de 10% referem-se a cartão de crédito. Ele destacou que o BC adotou outras medidas para melhorar reduzir o custo do crédito e melhorar a educação financeira, como a compatibilidade das máquinas de cobrança com todas as bandeiras de cartão, a autorização para diferenciação de preços por instrumento de pagamento e as novas regras do rotativo do cartão de crédito.
O presidente da Abecs, Fernando Chacon, disse que “ninguém se orgulha dos juros praticados no país”, mas já houve avanço com a medida do rotativo do cartão de crédito. “De fato a gente está recomendado que paguem a fatura em dia. As pessoas não devem usar financiamento se não for necessário”, disse (ABr).

Micro e pequenas indústrias ensaiam recuperação

A maioria das MPIs de São Paulo ainda sente que a crise prejudica os negócios.

Dados da 55ª rodada do Indicador de Atividade da Micro e Pequena Indústria, pesquisa encomendada pelo Sindicato da Micro e Pequena Indústria do Estado de São Paulo (Simpi) ao Datafolha, mostram números positivos em relação à categoria, que fecha o 3º trimestre de 2017 com o Índice de Satisfação atingindo 126 pontos - semelhante ao início da crise, em 2015.
A porcentagem de MPI’s que avaliam como ruim ou péssima a situação da empresa também caiu de 25% em agosto para 17% em setembro, subindo também a porcentagem dos que avaliam o estado de sua empresa como ótimo ou bom (de 36% para 42%). “A visão dos micro e pequenos industriais está mais positiva em relação ao hoje e ao futuro, com o Índice de Expectativa se mantendo em alta, com 49% avaliando uma melhora da situação da empresa; fazendo com que a média anual, até o momento, supere os anos anteriores”, afirma o presidente do Simpi, Joseph Couri.
A maioria das MPIs de São Paulo ainda sente que a crise prejudica os negócios, mas, em setembro, caiu o número de empresários que se sente muito prejudicado e teme pelo futuro da empresa (de 55% para 37%). “Desde junho do ano passado, é a primeira queda desse dado; apesar de grande parte (59%) temer, ainda, o amanhã”, ressalta Couri.
A melhora no humor e na perspectiva geral do setor, não se revela totalmente; pois o número de contratações se mantém em baixa – apenas 12% das empresas abriram vagas em setembro. “O emprego é a última ponta da recuperação, essencial, porém, para a retomada do consumo. Mas, mesmo não tendo novos empregos entre as micro e pequenas indústrias, as demissões estão caindo (de 22% para 8%), o que também é bom”, ressalta Couri (Simpi).

Banco Mercedes-Benz tem melhor resultado em 21 meses

Em agosto, o Banco Mercedes-Benz atingiu o volume de R$ 300 milhões em novos contratos, o melhor resultado nos últimos 21 meses. Na comparação com o mesmo mês de 2016, quando foram efetivados R$ 207 milhões em novos negócios, o crescimento registrado foi de 45%. Esse resultado revela a tendência de retomada do mercado, que vem sendo observada desde junho.
“O principal destaque no oitavo mês do ano foi o segmento de carros de passeio, em que atingimos o nosso recorde histórico de automóveis financiados”, comemorou o presidente do Banco Mercedes-Benz, Christian Schüler.
“Mercedes-Benz é a marca líder nos mercados de veículos de luxo, caminhões e ônibus. Além disso, o Banco é o maior financiador em cada segmento de veículos de passeio, vans, caminhões e ônibus da marca. Isso se deve ao trabalho desenvolvido em parceria com a fábrica e a rede de concessionários, para oferecer produtos e condições mais atrativas para os nossos clientes”, completou. Na sua avaliação, o volume de novos negócios do Banco em 2017 deve superar em mais de 10% o volume do ano anterior (BMB).