Vendas no varejo paulista cresceram 5,2% em julho

As projeções continuam apontando para um crescimento anual ao redor de 5% em 2017, no faturamento real do varejo paulista.

O processo de recuperação das vendas no comércio varejista se mostra cada vez mais consistente. Em julho, as vendas no varejo paulista cresceram 5,2%, em relação ao mesmo mês do ano passadoEm 12 meses, o IPC-3i acumula alta de 3,53%. Os dados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Economia da FGV. Com a alta, o IPC-3i fechou o mês com variação acima da taxa acumulada pelo IPC-BR, que mede a variação da inflação para a maior parte da população do país, e que foi de 3,17% no mesmo período.

Foi a quinta maior cifra registrada para o mês desde o início da série histórica, em 2008. O comércio varejista faturou R$ 50,7 bilhões no mês, R$ 2,5 bilhões a mais do que o apurado em julho de 2016. Com esses resultados, a taxa acumulada até julho deste ano foi de 3,8%, que, em termos reais, representa um crescimento de R$ 12,6 bilhões em comparação ao mesmo período do ano passado.
Os dados são da Pesquisa Conjuntural do Comércio Varejista no Estado de São Paulo (PCCV), realizada mensalmente pela FecomercioSP, com base em informações da Secretaria da Fazenda (Sefaz-SP). Assim como nos meses anteriores, as 16 regiões analisadas apontaram crescimento no faturamento na comparação com o mesmo mês de 2016. Os maiores avanços foram observados nas regiões de Taubaté (9,2%), Ribeirão Preto (8%) e Araraquara (também com 8%).
Todas as atividades analisadas também apresentaram crescimento em julho, na comparação com o mesmo mês de 2016. Os segmentos de concessionárias de veículos (10,4%); lojas de vestuário, tecidos e calçados (12,3%); e eletrodomésticos, eletrônicos e lojas de departamentos (14,5%) se destacaram, contribuindo, juntos, com 3,1 pontos porcentuais (p.p.) para o resultado geral (AI/FecomercioSP).

Mercado eleva projeção da inflação de 2,98% para 3% em 2017

Para 2018, a estimativa para o IPCA permanece em 4,02%.

O mercado financeiro aumentou a projeção para inflação pela segunda vez seguida. A estimativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), desta vez, passou de 2,98% para 3%, este ano. A estimativa é do Boletim Focus, uma publicação divulgada toda segunda-feira no site do Banco Central (BC), com projeções para os principais indicadores econômicos.
Para 2018, a estimativa para o IPCA permanece em 4,02%. As estimativas para os dois anos permanecem abaixo do centro da meta de 4,5%, que deve ser perseguida pelo BC. Essa meta tem ainda um intervalo de tolerância entre 3% e 6%. Para alcançar a meta, o BC usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, atualmente em 8,25% ao ano.
Quando o Copom diminui os juros básicos, a tendência é que o crédito fique mais barato com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle sobre a inflação. Já quando o Copom aumenta a Selic, o objetivo é conter a demanda aquecida, e isso gera reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.
A expectativa do mercado financeiro para a Selic permanece em 7% ao ano, tanto para o final de 2017 quanto para o fim de 2018. A projeção para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), soma de todos os bens e serviços produzidos no país, subiu de 0,70% para 0,72%, este ano. Para 2018, a estimativa de expansão passou de 2,43% para 2,50% (ABr).

Intenção de viagem de avião atinge maior índice em três anos

Pesquisa do Ministério do Turismo realizada em setembro aponta que 64,5% dos brasileiros que pretendem viajar nos próximos seis meses deverão optar pelo avião. Trata-se do maior percentual registrado desde junho de 2014, quando o índice atingiu 66,9% dos entrevistados que pretendem fazer as malas no próximo semestre. Para 25,7%, o carro será o meio de transporte utilizado, enquanto 7,5% optarão pelo ônibus.
A ampliação da malha aérea é uma das medidas incluídas no Brasil + Turismo, pacote de ações do governo federal lançado em abril para estimular o setor. “Em um país de dimensões continentais como o Brasil, é fundamental garantir a conectividade aérea para permitir que cada vez mais brasileiros descubram as belezas do nosso país”, afirmou o ministro do Turismo, Marx Beltrão.
Ainda segundo a Sondagem do Consumidor, o Nordeste segue sendo a região preferida dos viajantes com 50,3% de intenção de viagem, seguido pelo Sudeste (21,7%), Sul (15,5%), Centro-Oeste (7,8%) e Norte (4,7%).
Quando o quesito é onde ficar durante a viagem, hotéis e pousadas seguem sendo os mais escolhidos pelos turistas: 49,5%. A casa de parentes e amigos aparece em segundo lugar, sendo escolhido por 35,9% dos entrevistados (MTur).