Custos industriais cresceram 0,8% no segundo trimestre
Apesar da redução no trimestre, a indústria ainda apresenta aumento na margem de lucro em relação ao segundo trimestre de 2016.

O Indicador de Custos Industriais apresentou crescimento de 0,8% no segundo trimestre em comparação ao primeiro trimestre deste ano, informa estudo divulgado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI)

O indicador de custos industriais é formado por custos tributários, com capital de giro e com a produção. De abril a junho, o índice de custo tributário subiu 3,5% na comparação com o primeiro trimestre de 2017. No mesmo período, o custo do capital de giro caiu 7,5%.
O acompanhamento do indicador de custos industriais permite que as empresas comparem seus custos com a média nacional e façam ajustes nas contas, seja por meio do controle de despesas ou pela negociação com os fornecedores. O indicador antecipa também variações nos preços dos produtos industrializados. Aumentos ou quedas bruscas nos custos podem indicar a alta ou a redução dos preços para o consumidor no curto prazo.
Associada à alta nos custos industriais, a indústria brasileira registrou retração de 0,8% nos preços dos seus produtos, o que indica uma redução na margem de lucro pelas empresas industriais no trimestre. Apesar disso, o preço dos bens manufaturados importados, em reais, subiu 4,4% e, com isso, os produtos brasileiros ganharam competitividade no mercado doméstico. No mercado externo, o aumento de 0,8% dos custos industriais brasileiro ficou abaixo do aumento de 3,0% dos preços dos produtos manufaturados nos Estados Unidos, em reais, indicando ganho de competitividade dos produtos industriais brasileiros também no mercado externo.
O custo com capital de giro acumula queda de 19,5% em relação ao segundo trimestre de 2016, o que indica que as sucessivas reduções na taxa básica de juros pelo Banco Central têm sido repassadas às empresas. Com isso, há redução no custo com capital de giro, contribuindo para conter os custos industriais totais. Apesar da redução no trimestre, a indústria ainda apresenta aumento na margem de lucro em relação ao segundo trimestre de 2016. Nessa base de comparação, o aumento do custo industrial foi de 0,9% e, do preço dos manufaturados, de 1,2% (SJ/CNI).

Produção de eletroeletrônicos cresceu em agosto

Equipamentos para infraestrutura e energia ainda se ressentem do baixo nível de investimentos.

A produção industrial do setor eletroeletrônico cresceu 6% no mês de agosto em relação a agosto de 2016. É o que mostram os dados divulgados pelo IBGE e agregados pela Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee). O desempenho foi puxado pelo acréscimo de 22,1% da indústria eletrônica, visto que a indústria elétrica recuou 5,8% na comparação com o mesmo mês do ano passado.
Em relação a julho de 2017, com ajuste sazonal, o crescimento do setor foi de 1,1%, com elevação tanto na área eletrônica (+1,6%) quanto na área elétrica (+0,5%). “Os números são positivos, mas ainda temos observado um descompasso entre o desempenho do segmento eletrônico e elétrico”, diz o presidente da Abinee, Humberto Barbato. Segundo ele, as áreas ligadas a equipamentos para infraestrutura e energia ainda se ressentem do baixo nível de investimentos.
No acumulado de janeiro a agosto de 2017, a produção industrial do setor eletroeletrônico cresceu 4,5% em relação ao igual período de 2016. Este incremento foi resultado da elevação de 20,6% na área eletrônica, enquanto o segmento elétrico sofreu queda de 6,4% (Abinee).

Receita quer recuperar R$ 51 milhões de médicos e psicólogos

A Receita Federal espera recuperar cerca de R$ 51 milhões em Imposto de Renda sonegados por médicos e psicólogos credenciados no Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo (Detran/SP). Na Operação Autoexame, a Delegacia Especial de Pessoas Físicas em São Paulo (Derpf/SP) da Receita Federal apura sonegação fiscal dos profissionais credenciados para fazer exames de saúde requeridos nos procedimentos do órgão de trânsito.
A Receita lembra que, ao solicitar serviços como primeira habilitação e renovação de carteira, o cidadão paga o exame de saúde obrigatório diretamente ao prestador de serviço credenciado pelo Detran/SP. A Receita Federal apurou casos em que os rendimentos não foram devidamente declarados. Segundo a Receita, alguns profissionais chegaram a fazer cerca de 15 mil exames por ano, recebendo mais de R$ 800 mil, valor que não foi declarado à Receita Federal. A sonegação anual média pode ser de aproximadamente R$ 150 mil por profissional, segundo o órgão.
As primeiras fiscalizações começaram no mês de julho de 2017. No momento, são conduzidos 110 procedimentos fiscais. Os médicos e psicólogos ainda não intimados podem retificar, espontaneamente, as declarações de ajuste anual dos anos em que omitiram os rendimentos e eximir-se da multa punitiva (que varia de 75% até 225% do imposto devido). Os contribuintes que já estão sob fiscalização também podem promover a autoregularização, retificando exclusivamente as declarações dos exercícios que não sejam objeto das ações fiscais em curso (ABr).

Inflação medida pela Fipe tem leve desaceleração em setembro

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), medido pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) na cidade de São Paulo, fechou o mês de setembro com variação de 0,02%, taxa inferior à registrada em agosto (0,10%) o que praticamente mostra relativa estabilização na média dos preços. De janeiro a setembro, o IPC teve alta de 1,09% e, nos últimos 12 meses, de 2,25%.
A desaceleração foi observada principalmente entre os grupos que mais provocam impacto sobre o orçamento doméstico, como é o caso de habitação, com alta de 0,18% ante 0,72% (em agosto), e transportes, com elevação de 0,65% ante 1,58% em agosto. Nessa mesma categoria está o grupo alimentação, com recuo de 0,81%, resultado que indica, porém, movimento de recuperação porque, em agosto, os preços desses produtos tinham caído bem mais (-1,33%) (ABr).

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