Comércio de SP fecha setembro com alta de 3,8% nas vendas
O aumento salarial e a queda da inflação, baixando os juros e alongando os prazos, favoreceram tanto as vendas a crédito quanto à vista em setembro.

O comércio da capital paulista encerrou o mês de setembro com crescimento médio de 3,8% no movimento de vendas (à vista e a prazo) na comparação com igual mês de 2016, de acordo com o Balanço de Vendas da Associação Comercial de São Paulo (ACSP)

“O resultado aponta para uma continuidade da recuperação do varejo, embora explicada em grande parte pela base fraca de comparação”, avalia Marcel Solimeo, superintendente institucional da ACSP. O Balanço de Vendas é elaborado pelo Instituto de Economia da ACSP com base em amostra da Boa Vista Serviços.
O aumento salarial e a queda da inflação - baixando os juros e alongando os prazos - favoreceram tanto as vendas a crédito quanto à vista em setembro: elas registraram resultados similares, com altas de 3,6% e de 3,9%, respectivamente, ante o mesmo período do ano passado. Já no período acumulado de janeiro a setembro, o Balanço de Vendas da ACSP detectou ligeira retração (-0,7%) no movimento em relação aos nove primeiros meses de 2016. “A cada mês de 2017, as quedas do varejo ficam menos intensas, caminhando rumo à estabilização e, depois, à recuperação. No fim do ano, a expectativa é de um saldo levemente positivo”, adianta Solimeo.
Na comparação com o mês anterior, as vendas em setembro registram queda sazonal média de 5,9%. O sistema a prazo mostrou alta de 2,9%, estimulada por juros menores e prazos mais longos, tornando mais acessíveis, ao consumidor, produtos como móveis, eletrodomésticos e eletroeletrônicos. Já as vendas à vista recuaram 14,7% devido à base fraca de comparação com agosto, que contou com data comercial forte ? Dia dos Pais ?, liquidações de inverno e dois dias úteis a mais. Para o Dia das Crianças, a perspectiva da ACSP é de crescimento por volta de 3% (ACSP).

Governo libera R$ 9,8 bilhões para gastos

 “Essa ampliação deve-se à necessidade de atendimento de diversas despesas administrativas e finalísticas dos órgãos envolvidos, inclusive programações que compõem o PAC”.

O governo federal liberou R$ 9,8 bilhões em gastos. Uma portaria do Ministério do Planejamento, publicada ontem (3), no Diário Oficial da União, libera os valores de movimentação e empenho em favor de diversos órgãos do Poder Executivo. “Essa ampliação deve-se à necessidade de atendimento de diversas despesas administrativas e finalísticas dos órgãos envolvidos, inclusive programações que compõem o PAC”, informou o ministério, em nota. No total, o governo liberou R$ 3,93 milhões para o PAC.
O órgão com maior liberação de recursos foi o Ministério da Defesa, com o total de R$ 2,11 bilhões de descontigenciamento. Desse total, R$ 1,1 bilhão vai para o PAC. O Ministério da Integração Nacional teve a liberação de R$ 1,19 bilhão (R$ 822,5 milhões para o PAC). O desbloqueio de recursos foi anunciado pelo ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira. No total, o governo liberou R$ 12,824 bilhões das despesas discricionárias para todos os Poderes da União, Ministério Público da União (MPU) e Defensoria Pública da União (DPU).
Esse desbloqueio de recursos só ocorreu porque o governo conseguiu aprovar no Congresso Nacional o aumento da meta de déficit primário (resultado negativo das contas do governo sem os juros da dívida pública) de R$ 139 bilhões para R$ 159 bilhões, deste ano. O governo, no entanto, não liberou integralmente os R$ 20 bilhões por causa de reduções na estimativa de receitas e aumento na previsão com despesas obrigatórias (ABr).

IPC-S avançou em cinco capitais

O Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) avançou em cinco das sete capitais pesquisadas pela Fundação Getulio Vargas (FGV) entre a terceira e a quarta semana de setembro. A maior alta foi observada em Recife: 0,20 ponto percentual, ao passar de 0,07% para 0,27% no período.
Das outras quatro capitais, duas registraram inflação: Salvador (0,06 ponto percentual, ao passar de 0,11% para 0,17%) e Brasília (0,04 ponto percentual, ao passar de 0,16% para 0,20%). As outras duas capitais continuaram registrando deflação (queda de preços), apesar do avanço da taxa: São Paulo (0,07 ponto percentual, ao passar de 0,11% para 0,04%) e Rio de Janeiro (0,06 ponto percentual, ao passar de 0,27% para 0,21%).
Em Belo Horizonte, a taxa de inflação manteve-se em 0,22%. Já em Porto Alegre, a taxa caiu 0,02 ponto percentual, ao passar de -0,22% para -0,24% (ABr).

Proposta facilita pagamento de boletos vencidos

Os boletos vencidos poderão ser pagos em qualquer instituição bancária, e não somente no banco que os emitiu, como ocorre hoje. A determinação consta no projeto do senador Antonio Carlos Valadares (PSB-SE), aprovado pela Comissão de Assuntos Econômicos do Senado ontem (3). Como o texto aprovado é um substitutivo do relator, senador Dalirio Beber (PSDB-SC), com mudanças no projeto original, terá que passar por turno suplementar de análise na Comissão.
Pela proposta aprovada, os bancos emissores do boleto, mesmo vencido, ficam obrigados a oferecer aos consumidores a possibilidade de pagamento em qualquer instituição financeira e em quaisquer dos canais de atendimento da rede bancária, como agências, terminais eletrônicos, telefones celulares e a rede mundial de computadores. Os bancos terão 180 dias, após a sanção da lei, para se ajustar. A aprovação do projeto, portanto, poderá impulsionar a conclusão dessa plataforma e tornar obrigatório o registro do banco emissor do boleto no novo sistema de cobrança (Ag.Senado).