Avança a confiança da micro e da pequena empresa46% estão otimistas com a economia para os próximos seis meses.

A confiança dos empresários de menor porte apresentou sinais de melhora no último mês de setembro

Segundo dados apurados pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), o Indicador de Confiança dos Micro e Pequenos Empresários que atuam no ramo de comércio e serviços atingiu 49,0 pontos em setembro. No ano passado, o indicador marcara 46,0 pontos. O dado também supera o verificado em setembro de 2015, quando se encontrava em apenas 37,6 pontos.
Para o presidente da CNDL, Honório Pinheiro, os dados mostram que os empresários de menor porte estão menos pessimistas com o futuro, mas ainda em compasso de espera. “Alguns indicadores macroeconômicos já dão sinais de melhora, mas o cenário político ainda é incerto. Isso faz com que a confiança não deslanche, mas também não retroceda a níveis de 2015, que foi um período de grave recrudescimento da crise. Diante desse cenário, a intensificação da agenda de reformas estruturais são importantes para trazer mais previsibilidade e credibilidade aos rumos da política econômica, melhorando o ambiente de negócios”.
Para 62% dos micro e pequenos empresários o cenário econômico se deteriorou nos últimos seis meses, contra apenas 14% que visualizaram melhora. Para outros 23% o quadro não se alterou. Quando a análise se detém ao seu negócio, o índice de empresários que sentiram piora na performance de suas empresas atingiu 53% da amostra, ao passo que apenas 18% notaram alguma melhora nesse intervalo dos últimos seis meses.
Dentre os que notaram piora em suas empresas, a queda das vendas é o sintoma mais evidente, mencionada por 74% dos entrevistados. Outros 10% disseram que houve aumento dos custos. 46% estão otimistas com a economia para os próximos seis meses e 45% esperam aumento do faturamento no mesmo período (SPC Brasil/CNDL).

Instituições financeiras reduzem estimativa de inflação pela sexta vez

Para 2018, a estimativa foi reduzida de 4,08% para 4,06%.

O mercado financeiro reduziu a estimativa de inflação este ano, pela sexta vez consecutiva. A projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) foi reduzida de 2,97% para 2,95%. O limite inferior da meta é 3%, com centro em 4,5%. Essa estimativa é do boletim Focus, do Banco Central (BC), com base em estimativas de instituições financeiras para os principais indicadores econômicos. Para 2018, a estimativa foi reduzida de 4,08% para 4,06%. Essa foi a quinta redução seguida.
Para alcançar a meta, o BC usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, atualmente em 8,25% ao ano. Essa taxa vem sendo reduzida pelo Banco Central, que já indicou um corte menor na próxima reunião, em outubro, e o fim gradual do ciclo de reduções. Quando o Comitê de Política Monetária (Copom) diminui os juros básicos, a tendência é que o crédito fique mais barato com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle sobre a inflação.
Já quando o Copom aumenta a Selic, o objetivo é conter a demanda aquecida, e isso gera reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. A expectativa do mercado financeiro para a Selic foi mantida em 7% ao ano, no fim de 2017 e ao final de 2018. A expectativa para a expansão do PIB foi ajustada de 0,68% para 0,70%, neste ano, e de 2,30% para 2,38%, no próximo ano (ABr).

Vendas de eletrodomésticos e eletrônicos crescem 14%

De janeiro a julho de 2017, o volume de vendas do comércio do Estado de São Paulo cresceu 1,6% sobre igual período do ano passado, segundo a pesquisa ACVarejo, da Associação Comercial de São Paulo (ACSP). O segmento que mais se destacou no período foi o de lojas de departamento, eletrodomésticos e eletrônicos (14,1%).
“Os resultados do varejo paulista sinalizam a recuperação do setor, que pode ser creditada à base fraca de comparação, à redução dos juros, à elevação dos prazos de financiamento, aos recursos do FGTS e à recomposição do poder de compra das famílias, a qual resulta da forte desaceleração da inflação e do início da retomada dos empregos formais”, declara Marcel Solimeo, superintendente institucional da ACSP. “A retomada do setor deverá ser cada vez mais significativa, em linha com a continuidade da redução dos juros pelo Banco Central”.
Quatro dos nove setores avaliados pela pesquisa ACVarejo exibiram crescimento nos volumes comercializados de janeiro a julho, frente ao mesmo período de 2016. Além das já citadas lojas de departamento, eletrodomésticos e eletrônicos (14,1%), destacaram-se autopeças e acessórios (8,7%), concessionárias de veículos (6,1%) e lojas de móveis e decorações (6%). “São setores que estão se beneficiando da redução dos juros e do aumento dos prazos de financiamento”, diz Solimeo (ACSP).