Pequenas indústrias ensaiam reação e igualam demissões e contratações

As pequenas indústrias começam a esboçar uma reação frente à economia.

A 54ª rodada do Indicador de Atividade da Micro e Pequena Indústria, pesquisa encomendada pelo Sindicato da Micro e Pequena Indústria do Estado de São Paulo (Simpi) ao Datafolha, aponta que o nível de contratações (do mês anterior) na categoria teve uma leve melhora, passando de 7% para 13%, de julho para agosto de 2017

Destaca-se, porém, cenários distintos: nas pequenas, as contratações e demissões estão no mesmo nível, pela primeira vez desde outubro de 2014 (média de 33%), enquanto nas micro, as demissões ainda superam as contratações.
No quadro geral, há uma perda líquida de vagas - 22% das Micro e Pequenas Indústrias demitiram, diante de 13% que contrataram. Por isso, o Índice de Satisfação Econômica do setor manteve-se estável, com avaliação negativa persistindo, sem sinais significativos de melhora na atividade. As pequenas indústrias, porém, começam a esboçar uma reação frente à economia, com expectativa mais positiva.
“Para essas, a crise existe e afeta os negócios ainda, mas, nos últimos três meses, cresceu o número de empresários (de 23% em junho, para 40%, em agosto) que acreditam que a economia deva voltar a crescer no último trimestre”, pontua o presidente do Simpi, Joseph Couri. Apesar do leve otimismo, 72% da categoria, no geral, ainda temem pelo futuro por causa da crise.
A pesquisa apontou, ainda, que o Índice de Investimentos passou de 25 para 34 pontos entre julho e agosto e alcançou o mesmo patamar registrado em agosto de 2016 (33 pontos). Entre as micro, o índice passou de 22 para 30 pontos. Já nas pequenas, foi de 40 para 58 pontos, o melhor resultado em dois anos (Simpi).

Mercado de trabalho do setor de serviços paulista consolida recuperação

Nove dos doze segmentos analisados mais admitiram do que desligaram funcionários.

Em julho, o mercado de trabalho formal do setor de serviços no Estado de São Paulo parece ter consolidado o seu processo de recuperação ao criar 6.174 vínculos formais, resultado de 168.522 admissões e 162.348 desligamentos. No acumulado dos primeiros sete meses de 2017, foram gerados 49.155 empregos com carteira assinada, revertendo o cenário observado no mesmo período de 2016, quando o saldo era negativo em 41.832 vagas.
Adicionalmente, nove dos 12 segmentos analisados mais admitiram do que desligaram funcionários nesse período. Nos últimos 12 meses, o desempenho ainda foi negativo, com o fechamento de 39.524 postos de trabalho. Com isso, o setor encerrou o mês com um estoque total de 7.343.271 trabalhadores formais, 0,5% inferior ao apurado no mesmo período de 2016. Os dados compõem a pesquisa realizada mensalmente pela FecomercioSP.
Apesar do bom resultado mensal, na comparação anual, entre as 12 atividades pesquisadas apenas os serviços médicos, odontológicos e serviços sociais (2,3%) e de alojamento e alimentação (0,3%) apontaram alta no estoque de empregos com relação a julho de 2016. Já os destaques negativos ficaram por conta das atividades de transporte e armazenagem (-2,9%); artes, cultura e esportes (-1,6%); e financeiras e seguros (-1,4%).
Segundo a FecomercioSP, o desempenho das atividades de educação e saúde foram determinantes para o bom desempenho do mercado de trabalho geral, mas, em julho, observou-se que a geração de vagas foi difundida entre todas as áreas. A assessoria econômica da Entidade destaca que, apesar de algumas atividades ainda registrarem saldo negativo de empregos, eles são cada vez menores, e isso indica um estancamento da eliminação de vagas (AI/FecomercioSP).

Estoque do Tesouro Direto atinge recorde

O estoque do Tesouro Direto alcançou o valor recorde de R$ 47,7 bilhões em agosto, com um crescimento de 0,8% em relação a julho (R$ 47,3 bilhões) e de 34,6% sobre agosto de 2016 (R$ 35,4 bilhões). As aplicações de até R$ 5 mil representaram 80,9% dos investimentos realizados e as de até R$ 1 mil atingiram o recorde de 57,1 % do total. O valor médio das operações foi de R$ 6.808,62 no período, apresentando queda de 4% em relação ao mês anterior (R$ 7.094,95) e de 33,1% em relação a agosto de 2016 (R$ 10.175,96).
Esse é o menor valor médio de operações de investimento registrado desde 2004. Para a Secretaria do Tesouro Nacional, os dados evidenciam que o programa tem se tornado cada vez mais democrático, com a ampliação de pequenos investidores. De acordo com a secretaria, foram realizadas em agosto 198.178 operações de investimento no Tesouro Direto, no valor de R$ 1,349 bilhão. Já os resgates totalizaram R$ 1,408 bilhão, sendo R$ 1,275 bilhão relativo às recompras e R$ 133 milhões, aos vencimentos.
O título mais demandado pelos investidores foi o indexado à taxa Selic (Tesouro Selic), cuja participação no volume total de investimentos atingiu 47,4%.

Prorrogada as concessões de usinas hidrelétricas

Publicado no Diário Oficial da União de sexta-feiara (22) o decreto presidencial que prorroga concessões e autorizações de usinas hidrelétricas com capacidade instalada entre 5 mil e 50 mil quilowatts. A medida vale também para usinas de autogeração que estejam operando mas não estejam ligadas ao Sistema Interligado Nacional. Nesse caso, vale independentemente do potencial de geração.
A prorrogação vale por 30 anos a serem contados a partir do término do prazo da concesão ou da autorização. Para a prorrogação desses prazos as companhias terão de arcar com alguns custos. Entre eles o pagamento pelo Uso do Bem Público; o recolhimento da Compensação Financeira pela utilização de recursos hídricos; a reversão dos bens vinculados ao final da concessão, sem indenização; e a renúncia a alguns direitos preexistentes.
Ainda de acordo com o decreto, o excedente de energia elétrica produzida pelo empreendimento destinado à autoprodução não consumido será obrigatoriamente liquidado no mercado de curto prazo ao Preço de Liquidação de Diferenças. A comercialização será proibida (ABr).

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