El Niño reduziu área colhida, mas valor da produção subiu 20% em 2016

Área total cultivada no país em 2016 atingiu 77,2 milhões de hectares, segundo o IBGE.

O fenômeno climático El Niño provocou redução de 0,7% na área colhida no Brasil no ano passado, embora a área total cultivada com 63 produtos tenha somado 77,2 milhões de hectares, 0,5% maior que em 2015

Os números estão na pesquisa Produção Agrícola Municipal (PAM 2016), divulgada ontem (21) pelo IBGE. “Deixamos de colher 1,9 milhão de hectares por conta desse fenômeno”, disse a engenheira agrônoma Larissa Leone Isaac Souza, supervisora da pesquisa.
Nos cultivos de milho e de feijão, por exemplo, houve redução de área colhida de 447,1 mil hectares e de 280,5 mil hectares, respectivamente, na comparação com 2015. Apesar da queda na área colhida, o valor da produção subiu 20% em 2016, chegando a R$ 317,5 bilhões. Segundo o IBGE, o aumento foi impulsionado pelo aumento significativo dos preços dos produtos, sobretudo da soja, do milho e da cana-de-açúcar. Na soja, o aumento do valor de produção foi 16,1% em relação a 2015, com valor da tonelada atingindo R$ 1.089,30, o que dá média por saca de R$ 65,34. O valor total da produção do grão foi R$ 104,9 bilhões em 2016.
Na cultura do milho, o acréscimo de valor foi de 26,5%, com total de R$ 37,7 bilhões (R$ 587,58 por tonelada e média de R$ 35,25 por saca). Já o valor da produção da cana-de-açúcar subiu 18,3%, somando R$ 51,6 bilhões, o que significa R$ 67,13 por tonelada. Juntos, os três produtos responderam por 61,2% do valor de produção nacional. “São o nosso carro-chefe na questão da produção”, destacou a supervisora da pesquisa.
Entre as unidades da federação, São Paulo aparece na primeira posição em valor de produção, com aumento de 1,4% em relação ao ano anterior. Segundo Larissa Souza, o estado concentra 16,4% do valor da produção agrícola do país. Em seguida, vem Mato Grosso, que teve pequena retração no valor de produção (0,1%), devido à queda na produção de milho e soja. Na terceira posição, aparece o Paraná (ABr).

Produção brasileira de café deve alcançar 44,77 milhões de sacas

Em São Paulo deverão ser colhidas 4,37 milhões de sacas devido ao ciclo de bienalidade negativa e ao alto índice de podas.

A safra 2017 de café deverá ficar em 44,77 milhões de sacas de 60 kg. A área total cultivada no país deve alcançar 2,21 milhões de hectares, sendo 345,19 mil hectares em formação e 1,86 milhão de hectares em produção. Os dados foram divulgados ontem (21) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).
A produção brasileira de arábica deve chegar a 34,07 milhões de sacas. A bienalidade negativa na maior parte dos estados produtores acarreta uma produtividade média menor do que a da safra anterior. A área relativa a esta cultura será de 1,78 milhão de hectares, sendo 299,83 mil hectares em formação (16,8%) e 1,48 milhão de hectares em produção (83,2%).
A produção brasileira prevista de conilon é de 10,71 milhões de sacas. A estimativa é de que a produtividade se recupere frente à forte escassez de chuvas dos últimos anos. A área destinada a essa cultura será de 427 mil hectares, sendo 45,35 mil hectares em formação (10,6%) e 381,62 mil hectares em produção (89,4%).
Em Minas Gerais, a produção de café deverá ser 20,7% menor do que na safra 2016, também devido à bienalidade negativa. O estado deverá colher 24,04 milhões de sacas de arábica e 334,1 mil sacas de conilon, totalizando 24,38 milhões de sacas.
No Espírito Santo, a queda na produção total deve ser de 1,5%. Entre as razões estão as condições climáticas desfavoráveis atravessadas pelas lavouras de conilon em 2016 e a falta de mudas para plantio. Há também o ciclo de bienalidade negativa no arábica. A estimativa é de que o estado produza 5,9 milhões de sacas de conilon e 2,9 milhões de sacas de arábica, o que dá um total de 8,8 milhões de sacas.
Em São Paulo deverão ser colhidas 4,37 milhões de sacas devido ao ciclo de bienalidade negativa e ao alto índice de podas. A produção deverá chegar a 3,36 milhões de sacas na Bahia, 1,94 milhão de sacas em Rondônia, 1,21 milhão de sacas no Paraná, 349,1 mil sacas no Rio de Janeiro, 180,1 mil sacas em Goiás, 84,5 mil sacas no Mato Grosso e 7,5 mil sacas no Amazonas (CONAB).

Prévia da inflação tem o menor resultado

A prévia da inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo – 15 (IPCA-15), ficou em 0,11% em setembro. A taxa é inferior ao resultado de agosto deste ano (0,35%) e de setembro de 2016 (0,23%). Esse também foi o menor resultado do IPCA-15 para meses de setembro desde 2006 (0,05%). O IPCA-15 acumula taxas de 0,28% no trimestre, 1,9% no ano e 2,56% em 12 meses, de acordo com dados divulgados hoje (21) pelo IBGE.
O custo da alimentação continuou caindo na prévia de setembro, com deflação (queda de preços) de 0,94%. Os alimentos para consumo em casa tiveram queda de preços de 1,54%, com destaque para o tomate (-20,94%), feijão-carioca (-11,67%), alho (-7,96%), açúcar cristal (-4,71%) e o leite longa vida (-3,83%). Já a alimentação fora de casa teve inflação de 0,14%.
Os transportes tiveram inflação de 1,25% e foram os principais responsáveis pela alta de preços do IPCA-15 de setembro. A alta foi influenciada pelos combustíveis (3,43%), especialmente a gasolina (3,76%) e o etanol (2,57%). As passagens aéreas subiram 21,3%. Também tiveram alta de preços significativa os grupos de despesas om habitação (0,26%), puxado pela inflação de água e esgoto (2,01%), e despesas pessoais (0,45%) (ABr).

Cadastro Positivo como auxiliar na obtenção de crédito e financiamento

Em pesquisa inédita com consumidores de todo o Brasil, a Boa Vista SCPC identificou que para 46% dos entrevistados, o Cadastro Positivo tem como principal objetivo auxiliar na obtenção de crédito e na contratação de financiamentos. Outros 26% acreditam que o banco de dados com informações positivas sobre consumidores classifica de forma mais assertiva e justa o bom e o mau pagador, e comprova a capacidade de crédito.
Já 14% consideram o Cadastro Positivo como um auxílio na organização das contas, regularização dos débitos e a ter o nome limpo, enquanto outros 14% dizem não saber do que se trata ou mesmo que não ajuda financeiramente.
Para consumidores negativados (20%) e não negativados (18%), o Cadastro Positivo oferece a garantia de que são bons pagadores em qualquer situação, quando questionados sobre o modo como podem vir a usufruir deste banco de dados.
Por outro lado, 15% dos não negativados afirmam que de fato ajuda no planejamento financeiro, enquanto para outros 15% dos que estão com o nome sujo, contribui na organização da vida financeira, já que concentra informações de contas devidamente pagas. Para 39% dos consumidores negativados, o benefício mais relevante é o de demonstrar que a dívida foi um imprevisto, quando comparada aos demais compromissos que já honraram. Já para os não negativados, 27% deles, é uma oportunidade de manter o crédito ativo no mercado (Boa Vista SCPC).

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