BC suspende garantia de recebimento no comércio com a Venezuela

Venezuela vive turbulência contra o Governo de Maduro.

O Banco Central (BC) suspendeu novas operações com a Venezuela no sistema de compensação de pagamentos de comércio exterior

O Diário Oficial da União, de sexta-feira (15), publicou a suspensão de operações por meio do Convênio de Pagamentos e Créditos Recíprocos (CCR). A suspensão do convênio não impede o comércio exterior entre o Brasil e a Venezuela.
No entanto, a medida afeta apenas a garantia dada pelo BC de recebimento do pagamento pelo bem exportado ou de reembolso no caso de importação. O convênio também permitia acesso a empréstimos do sistema financeiro.
O motivo da suspensão foi a inadimplência da Venezuela no âmbito do CCR, mecanismo do qual fazem parte os bancos centrais dos países-membros da Associação Latino-Americana de Integração (Aladi): Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Equador, México, Paraguai, Peru, Uruguai, Venezuela e República Dominicana.
O CCR foi criado para facilitar o intercâmbio comercial na região, ao reduzir as transferências internacionais. As compensações feitas pelos bancos centrais ocorrem quadrimestralmente. No último dia 8, o BC foi informado pelo Banco Central do Peru, centralizador de todas as transações, que a Venezuela não havia feito o pagamento relacionado ao convênio. O saldo devedor é de US$ 262,5 milhões. Por isso, o BC decidiu fazer a suspensão, que só será revertida quando o saldo devedor for pago (ABr).

Cerca de 815 milhões de pessoas passam fome no mundo

A fome no mundo parece estar aumentando de novo, afetando atualmente 11% da população mundial.

Em todo o mundo, 815 milhões de pessoas passam fome. Um dos desafios da humanidade será garantir que, em 2050, com uma população estimada em 10 bilhões de pessoas, todos tenham o que comer, prevê o relatório The State of Food Security and Nutrition in the World 2017 (o estado da segurança alimentar e nutrição no mundo, em tradução livre), anunciado na sexta-feira (15), em Roma, por organismos das Nações Unidas.
A grande maioria das pessoas que sofrem de insegurança alimentar (489 milhões de pessoas) vivem em países afetados por conflitos. São Quase 122 milhões de crianças menores de cinco anos, com atrasos de crescimento (75% delas). Após uma trajetória de queda, que durou mais de uma década, a fome em todo mundo parece estar aumentando de novo, afetando atualmente 11% da população mundial. Enquanto em 2015 o número de pessoas subalimentadas no mundo era 777 milhões, agora o problema alcançou 815 milhões de pessoas.
Apesar da redução nos índices de desnutrição infantil, no ano passado 155 milhões de crianças menores de cinco anos em todo o mundo sofriam de desnutrição crônica, o que aumenta o risco de diminuição da capacidade cognitiva, de menor desempenho na escola e de morte por infecções. Em todo o mundo, a prevalência da desnutrição infantil crônica diminuiu de 29,5% para 22,9%, entre 2005 e 2016. Em 2016, a desnutrição aguda afetava 7,7% das crianças menores de 5 anos em todo o mundo. O dado representa cerca de 17 milhões de crianças.
Por outro lado, o sobrepeso também é um problema crescente na maioria das regiões do mundo. Se estima que 6% das crianças com menos de 5 anos estavam acima do peso em 2016 (41 milhões), em comparação com 5,3% em 2005. A obesidade mundial mais do que dobrou entre 1980 e 2014. Em 2014, 600 milhões a mais de pessoas estavam obesas, o equivalente a 13% da população adulta mundial. O problema é mais grave na América do Norte, Europa e Oceania, onde 28% dos adultos são obesos, em comparação a 7% na Ásia e 11% na África. Na América Latina e no Caribe, aproximadamente 25% da população adulta é considerada obesa (ABr).

Mercado de decoração e artigos para casa deve crescer 23%

Segundo dados divulgados pelo Boletim Focus no primeiro semestre, o setor agropecuário, um dos principais da economia nacional, deve ter um aumento de 19,5% com relação à safra anterior. Já o segmento de decoração e artigos para casa deve encerrar o ano com crescimento de 23%, de acordo com Renato Orensztejn, presidente da Associação Brasileira de Artigos para Casa, Decoração, Presentes e Utilidades Domésticas (ABCasa).
A Associação é uma entidade B2B, sem fins lucrativos, que cresceu 90% em 2017, passando de 208 associados, no início do ano para 393 nomes, em pouco mais de 6 meses de fundação. “Somos uma parcela de grande representatividade para a economia do país, tivemos um primeiro semestre positivo em nossas vendas”, comenta Renato.
No primeiro semestre de sua fundação, a ABCasa já é responsável pela realização da maior feira profissional do setor na América Latina. A primeira edição da ABCasa Fair aconteceu entre os dias 4 e 8 de agosto, no Anhembi. A Feira contou com mais de 370 expositores, dentre eles, os principais fabricantes, distribuidores e artesãos do setor de artigos para casa, decoração, presentes e utilidades domésticas do Brasil (ABCasa).

Petrobras reduz preço da gasolina e aumenta o do diesel

A Petrobras anunciou na sexta-feira (15) a redução do preço da gasolina em 0,6% nas refinarias controladas pela estatal. O diesel, por outro lado, teve um aumento de 0,5%, segundo a estatal. Os reajustes já estão valendo. Os preços dos combustíveis têm sido reajustados quase que diariamente pela Petrobras.
Desde 12 de setembro, a gasolina, por exemplo, teve quatro quedas de preço e uma alta, acumulando nesse período um recuo de 3,88%. Já o diesel teve duas altas consecutivas anunciadas (ontem e hoje) e acumula alta de 2,1% nos dois dias. Desde 1º de setembro, a gasolina acumula alta de 4,88%. Já o diesel acumula aumento de 6,87%.
O reajuste da Petrobras é aplicado sobre o preço do combustível na porta de saída das refinarias. Isso significa que o impacto é sentido primeiro pelas distribuidoras de combustível. A decisão de repassar o reajuste ao consumidor final cabe aos postos de gasolina (ABr).

Restituição do quarto lote do IR está disponível

O crédito bancário para os contribuintes contemplados no quarto lote do IIRPF de 2017 já está disponível. O lote contempla 2,257 milhões de contribuintes, totalizando a liberação de mais de R$ 2,7 bilhões. Também foram liberadas restituições residuais dos exercícios de 2008 a 2016. 

No total dos lotes, foi liberado crédito bancário para 2,357 milhões de contribuintes. Do total de R$ 3 bilhões, R$ 179,180 milhões referem-se a depósitos para contribuintes com preferência para receber: 40.429 idosos e 5.026 com alguma deficiência física ou mental ou moléstia grave (ABr).

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