Bahia e Nordeste tiveram maiores altas na produção industrial em julho

Bahia e Região Nordeste tiveram as maiores altas, de 7,2% e de 3,2%, respectivamente.

A produção industrial em julho teve alta em metade dos lugares pesquisados pelo IBGE

A pesquisa abrange regiões e unidades da federação e aponta que a Bahia e a Região Nordeste tiveram as maiores altas, de 7,2% e de 3,2%, respectivamente. Apesar do resultado da indústria baiana, o mês de julho não conseguiu anular a perda de 10,1% registrada em junho. A alta também não mudou o fato de que a Bahia é o estado que acumula as maiores retrações na produção industrial em 2017 e em 12 meses.
De janeiro a julho, a produção da indústria baiana registrou queda de 5,2%, e, de agosto de 2016 a julho de 2017, a queda soma 6,4%. A produção de toda a Região Nordeste também registra perdas nos índices acumulados. Em 2017, foi produzido 1,2% a menos, e, em 12 meses, a queda é de 1,5%. Em julho, a indústria brasileira teve uma alta de 0,8% na produção, em relação a junho. Além da Bahia e do Nordeste, também cresceram acima da média os estados do Pará (2,3%), Paraná (2,3%) e São Paulo (1,7%).
O Espírito Santo teve uma queda de 8,3% na produção industrial de julho, em relação a junho, resultado mais baixo entre todas as unidades da federação. Na mesma base de comparação, o Rio de Janeiro caiu 5,9%. Apenas cinco das 14 regiões pesquisadas acumulam resultados positivos em 12 meses. O melhor desempenho acumulado é o do Pará, onde a alta é de 3,7% no período pesquisado (ABr).

Crescem a produção e venda de máquinas automotrizes

A maior expansão da produção ocorreu nos tratores de rodas e colheitadeiras.

O segmento de máquinas agrícolas automotrizes apresentou, no primeiro semestre de 2017, sinais de retomada do mercado, após três anos de diminuição na produção e nas vendas, devido ao impacto da recessão econômica, conforme aponta estudo da Secretaria de Agricultura, realizado pelo Instituto de Economia Agrícola (IEA).
Após se aproximar da quantia de 100 mil máquinas produzidas e vendidas em 2013, o desempenho do setor teve queda a partir de 2015, reduzindo-se a quase metade do que o segmento já chegou a representar. No entanto, no primeiro semestre, foram fabricadas 28.795 máquinas, representando um aumento de 40% na produção nacional em relação a 2016. As vendas aumentaram 24,4%, com crescimento de 21,7% na comercialização para o mercado interno e de 35% nas exportações.
A maior expansão da produção ocorreu nos tratores de rodas e colheitadeiras que apresentaram um salto de 45,5% e 57,3%, respectivamente, em relação à produção no primeiro semestre de 2016. “A reação das vendas no mercado interno tem motivado a retomada da capacidade produtiva, uma vez que, apenas no primeiro semestre de 2017, foram comercializados 18.113 tratores de rodas, uma expansão de 26,4% frente a igual período do ano anterior, e de 1.917 colheitadeiras, que teve aumento de 14,2%”, explicou o diretor do IEA, Celso Luís Rodrigues Vegro, autor do estudo.
De acordo com Vegro, o mercado de máquinas agrícolas automotrizes apresenta sazonalidade, com a expectativa de que haja maiores vendas no segundo semestre do ano. Para o secretário de Agricultura, Arnaldo Jardim, o acompanhamento do desempenho dos setores relacionados ao agronegócio pelo IEA é uma importante ferramenta para o fortalecimento do setor (AC/SAAESP).

Petrobras reduz preço da gasolina

A Petrobras anunciou a queda do preço da gasolina em 3,8%. Por outro lado, o preço do óleo diesel foi aumentado em 0,7%. A nova política da estatal prevê reajustes quase diários nos combustíveis. Os reajustes são aplicados na saída das refinarias, ou seja, são calculados sobre o preço do combustível vendido aos distribuidores. O preço no posto de gasolina pode ser reajustado em valores acima ou abaixo desse.
A queda de 3,8% da gasolina ocorreu depois de quatro altas consecutivas, que resultaram num reajuste acumulado de 11,09%, entre 31 de agosto e 5 de setembro. Já o diesel teve a sétima alta de preços consecutiva e acumula aumento de preço de 9,71% desde 29 de agosto (ABr).

Senado discute regulamentação da profissão de cuidador

Proposta que regulamenta a profissão de cuidador foi discutida na Comissão de Assuntos Sociais do Senado. De acordo com o projeto, o cuidador profissional é o que acompanha e dá assistência a idosos, crianças, pessoa com deficiência ou doença rara, em residências, comunidades ou instituições.
O texto define proibições aos cuidadores, como a administração de medicação que não seja por via oral nem orientada por prescrição do profissional de saúde, assim como procedimentos de complexidade técnica. A proposta estabelece que a atividade de cuidador pode ser temporária ou permanente, individual ou coletiva, visando a autonomia e independência, zelando pelo bem-estar, saúde, alimentação, higiene pessoal, educação, cultura, recreação e lazer da pessoa assistida.
Quando o cuidador for empregado por pessoa física, para trabalho por mais de dois dias na semana, atuando no domicílio ou no acompanhamento de atividades da pessoa cuidada, terá contrato regido pelos mesmas regras dos empregados domésticos. Se forem contratados por empresas especializadas estarão vinculados às normas gerais de trabalho. A contratação também pode se dar via regime de microempreendedor individual
O relator da proposta, senador Elmano Férrer (PMDB-PI), considera que o projeto preenche uma lacuna na legislação trabalhista e ajuda no enfrentamento de um problema social, já que o número de idosos só vem aumentando no país. Mas o senador Ronaldo Caiado (DEM-GO) pediu o adiamento da análise. Ele levantou dúvidas sobre a formação exigida para o profissional (Ag.Senado).

IPCA acumula 1,62% no ano, menor taxa desde 1994

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial, ficou em 0,19% em agosto deste ano. A taxa é a mais baixa para meses de agosto desde 2010 (0,04%). A taxa ficou abaixo dos 0,24% de julho deste ano e dos 0,44% de agosto do ano passado. Segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o IPCA acumula taxa de 1,62% no ano, a menor acumulada para o período desde o início do plano real, em 1994.
Em 12 meses, a taxa acumulada chega a 2,46%, abaixo do piso da meta de inflação, que é de 3%. Os alimentos foram os principais responsáveis pelo recuo da inflação em agosto, com uma queda de preços de 1,07% no mês. O grupo de despesas comunicação teve uma deflação (queda de preços) de 0,56%. Por outro lado, os transportes (com inflação de 1,53% no mês) e habitação (0,57%) foram, mais uma vez, os responsáveis por evitar uma queda maior do IPCA (ABr).

PESQUISA CONCLUI QUE VAREJO DEVE CONTINUAR CRESCENDO

Apesar do momento político instável, o cenário no varejo é de otimismo. A percepção foi comprovada durante o Latam Retail Show 2017, realizado entre os dias 29 e 31 de agosto. Em pesquisa feita com 700 congressistas, de 20 estados brasileiros, entre eles 31% proprietários, acionistas ou CEOs, 15% VPs ou diretores e outros 26% de gerentes das empresas mais importantes do país, 10% esperam continuar crescendo entre 2017 e 2018. 
Os entrevistados afirmaram que esperam contratar mais em 2018 (75%), destes, 77% são varejistas, 51% do segmento de shopping centers e outros 77% dos setores de serviços, financeiros ou outras. De acordo com o levantamento, 43% das empresas respondentes vão crescer mais de 11% em 2017, porém com redução de 14% em vendas. O cenário de contratação aponta um aumento de 42% de aumento em 2017 e uma expectativa de ampliação do mercado de trabalho da ordem de 75% no próximo ano. 
Para Eduardo Yamashita, sócio-diretor da GS&Inteligência e responsável pelo levantamento “há otimismo em 2017 e muito mais em 2018. O foco dos empresários e executivos está claramente nos investimentos em vendas, marketing, processos e na implementação de novos canais digitais, principalmente. A geração de empregos, renda e a confiança do consumidor deve contribuir mais, mesmo em um cenário político um pouco conturbado”.