Banco do Brics já aprovou 11 projetos para financiamentos

Vice-presidente do Banco dos Brics, Paulo Nogueira Batista Jr.

Com sede em Xangai, o banco financia projetos de infraestrutura e de desenvolvimento sustentável nos países do Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África da Sul), mas as operações podem ser estendidas a nações em desenvolvimento que desejem fazer empréstimos com a instituição

O vice-presidente para Risco, Estratégia, Parcerias e Pesquisas do Novo Banco de Desenvolvimento, também conhecido como Banco do Brics, Paulo Nogueira Batista Júnior, informou ontem (31) que a instituição acaba de aprovar quatro novos projetos (dois na China, um na Índia e outro na Rússia), o que eleva para 11 o número de empréstimos concedidos desde que o banco entrou em operação em 2015. O valor total dos financiamentos é de US$ 3 bilhões.
Com sede em Xangai, o banco financia projetos de infraestrutura e de desenvolvimento sustentável nos países do Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África da Sul), mas as operações podem ser estendidas a nações em desenvolvimento que desejem fazer empréstimos com a instituição. O executivo também informou que o banco está planejando incorporar novos membros. “Já começamos a discutir com países potencialmente interessados”, disse.
“O banco vai expandir gradualmente o número de membros. Não temos ainda capacidade operacional de absorver muitos de uma vez. A expectativa é de que, no final de 2021, o banco terá presença em todas as regiões do mundo”.
Em abril, o BNDES assinou acordo com o Novo Banco de Desenvolvimento, que prevê empréstimo inicial no valor de US$ 300 milhões para apoio a investimentos em geração de energias renováveis no Brasil. “Há novos projetos em discussão sendo estudados para o Brasil”, disse Batista Júnior (ABr).

Desemprego volta a cair, influenciado pela informalidade

No trimestre, mais 721 mil pessoas começaram a trabalhar, principalmente no mercado informal.

Influenciada pelo aumento da informalidade no mercado de trabalho, a taxa de desemprego do país caiu 0,8 ponto percentual, em relação ao trimestre encerrado em abril e fechou o período maio a julho deste ano em 12,8%. Os dados fazem parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) divulgados ontem (31) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que indica ainda que o país tem 13,3 milhões de desempregados,
No trimestre imediatamente anterior, encerrado em abril, a taxa de desemprego havia sido de 13,6%. Na comparação com o mesmo trimestre móvel do ano anterior, houve alta de 1,2 ponto percentual na desocupação.
Os dados representam uma queda de 5,1% no desemprego frente ao trimestre anterior (menos 721 mil pessoas). Mas o desemprego cresceu 12,5% (mais 1,5 milhão de pessoas) no confronto com igual trimestre de 2016.
A população ocupada do país em julho era de 90,7 milhões de pessoas, aumento de 1,6% em relação ao trimestre encerrado em abril. O dado atual não apresenta alteração em relação ao mesmo trimestre de 2016 (ABr).

Grupo Alimentação e bebidas registrou recuo de 0,55% em seus preços

Em julho, o custo de vida na região metropolitana de São Paulo subiu 0,41% ante os 0,32% registrados em junho. Apesar de essa ser a maior alta ao longo de todo o ano, o indicador ainda sobe a uma média de 0,19% ao ano, sendo que no mesmo período do ano passado, a média observada era de 0,67%.
Essa desaceleração na alta de preços fica mais evidente ao observar a variação acumulada dos últimos 12 meses, que atingiu 3,05% em julho, enquanto que no mesmo período de 2016, os preços subiram 9,24%.
Os dados são da pesquisa Custo de Vida por Classe Social, realizada mensalmente pela FecomercioSP. Entre os nove segmentos analisados, somente dois apresentaram variação negativa no período: Alimentação e bebidas (-0,55%) e Vestuário (-0,39%). É importante ressaltar que somente o setor que comercializa bens e serviços de alimentação chega a comprometer, em média, um quarto de todo orçamento doméstico, ou seja, possui grande relevância no dia a dia das famílias.
Com representatividade de pouco mais de 16%, o segmento Habitação exerceu a principal contribuição de alta para o medidor do custo de vida em julho na RMSP, encerrando o mês com alta de 2,03%. Transportes também seguiram a mesma trajetória e alteraram completamente a tendência observada em junho: passaram de um recuo de 0,58% para o incremento 0,91% em julho (FecomercioSP).

CONFIANÇA EMPRESARIAL CRESCE 1 PONTO

O Índice de Confiança Empresarial, medido pela Fundação Getulio Vargas (FGV), cresceu 1 ponto entre julho e agosto. Com essa, que foi a segunda alta consecutiva, o indicador chegou a 85,8 pontos, em uma escala de 0 a 200, e recuperou 80% da perda de 2 pontos observada em junho.
O aumento foi provocado por altas no Índice da Situação Atual, que mede a confiança dos empresários no momento presente e que subiu 1 ponto (chegando a 81,3 pontos), e no Índice de Expectativas, que cresceu 0,5 ponto (chegando a 92,2 pontos).
Segundo a FGV, “depois do período de consistentes altas nos cinco primeiros meses do ano, a confiança empresarial sofreu um choque negativo em junho, após a crise política, e agora retorna ao nível de maio passado” (ABr).