Brasil está superando a crise econômica, disse Temer na reunião do Brics

Chanceler alemã Angela Merkel cumprimenta o presidente Temer durante reunião de trabalho de Cúpula do G20.

Ao discursar na sexta-feira (7) na reunião do Brics, bloco formado pelo Brasil, a Rússia, India, China e África do Sul, o presidente Michel Temer destacou que com diálogo com a sociedade e o Congresso o país está superando a crise econômica

“O Brasil está superando uma das crises mais graves de sua história, graças a uma ambiciosa agenda de reformas que traz de volta o crescimento e o emprego. Diante de nossos problemas, escolhemos o caminho mais responsável, que construímos em constante interlocução com o Congresso e com o conjunto da sociedade”, disse.
“O Brics é espaço capaz de traduzir nossos esforços individuais em ganhos conjuntos. É exemplo do quanto se pode alcançar com disposição pragmática na busca de resultados tangíveis em favor do desenvolvimento, em favor do bem-estar de nossos povos”, acrescentou. Temer ressaltou também a importância da cooperação entre os países que integram o Brics, aliança à qual o Brasil atribui alta prioridade.
“Vemos a cooperação intra-Brics como valioso instrumento para multiplicar oportunidades, não apenas na área financeira. Temos aqui também terreno fértil para cooperar nos campos do comércio, do investimento, da inovação, ciência e tecnologia”. Antes da reunião, ao chegar ao Hotel Grand Elysée Hamburg, o presidente falou rapidamente com os jornalistas e disse que não existe crise econômica no Brasil. “Pode levantar os dados e você verá que nós estamos crescendo empregos, crescendo indústria, crescendo agronegócio. Lá não existe crise econômica”.
“Compareço a esta reunião do Brics, que é a primeira que vamos fazer, onde vamos discutir, naturalmente, a questão intra-Brics para o desenvolvimento dessa aliança dos cinco países. E, de igual maneira, participar dessa grande reunião, que é o G20. Onde, certamente, alguns temas fundamentais para os países componentes do grupo serão debatidos, entre eles o meio ambiente”, disse Temer (ABr).

IPCA tem deflação de 0,23%, a primeira variação negativa em 11 anos

O primeiro semestre fechou em 1,18%, bem menos do que os 4,42% no mesmo período do ano passado.

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a inflação oficial do país, fechou o mês de junho com resultado negativo (deflação) de 0,23%, a primeira registrada em 11 anos. O resultado ficou 0,54 ponto percentual acima dos 0,31% de maio.
Os dados relativos ao IPCA foram divulgados hoje pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado é o mais baixo para o mês de junho desde o início do Plano Real e o primeiro resultado mensal negativo desde os 0,21% de 2006. Em agosto de 1998, a taxa atingiu -0,51%.
Com isso, o primeiro semestre do ano fechou em 1,18%, bem menos do que os 4,42% registrados no mesmo período do ano passado. Considerando os primeiros semestres, é o resultado mais baixo da série histórica. Em relação aos últimos 12 meses, o índice acumulado foi para 3%, abaixo dos 3,6% relativos aos 12 meses imediatamente anteriores (ABr).

Custo de vida do paulistano diminui em junho

O paulistano gastou menos para viver no mês passado. O Índice do Custo de Vida do município de São Paulo registrou queda de 0,31% de maio para junho. O cálculo é do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos do (Dieese). A variação acumulada do ICV-Dieese foi de 2,16% entre julho de 2016 e junho de 2017 e de 0,78% em 2017.
A queda em junho foi influenciada pela redução de transporte (-1,30%), equipamento doméstico (-0,74%), alimentação (-0,60%), vestuário (-0,41%) e despesas pessoais (-0,39%). Os gastos que mais subiram foram habitação, com alta de 0,03%, seguida de recreação (0,17%), saúde (0,54%) e despesas diversas (1,73%). O segmento de educação e leitura ficou estável.
O grupo transporte registrou queda de 1,94% no transporte individual, devido à diminuição nos preços médios dos combustíveis (-3,45%), diesel (-1,56%), gasolina (-3,01%) e álcool (-4,75%). No subgrupo transporte coletivo, não houve variação (ABr).

Último lote do FGTS devem injetar R$ 1,2 bi no comércio

O próximo e último lote de saques das contas inativas do FGTS, liberado neste sábado (8), deve injetar até R$ 1,2 bilhões nos ramos do comércio e serviços. A estimativa foi feita pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) com base na projeção do governo de que os saques de julho atingirão R$ 3,5 bilhões.
Levando em consideração os consumidores que ainda vão realizar saques, a principal finalidade será o pagamento de dívidas: 21% vão utilizar o dinheiro para quitar compromissos atrasados e 20% vão utilizá-lo para regularizar ao menos uma parte das pendências. Cerca de 21% citam também o pagamento de despesas do dia a dia e 22% planejam poupar os recursos que vão receber. Apenas 7% vão realizar compras extras de itens como roupas e calçados. Os que vão usar o dinheiro extra para viajar representam apenas 4% (SPC/CNDL).