Preços das frutas caem nos principais mercados atacadistas

Os preços de banana, laranja, maçã, mamão e melancia seguiram em queda no mês de maio.

Os preços das frutas teve queda nos principais mercados atacadistas do país. Já entre as hortaliças, houve um aumento de preço principalmente da batata e da cebola

As informações são do boletim mensal, referente a maio, com os preços médios das principais frutas e hortaliças comercializadas nas Ceasas, divulgado ontem (20) pela Conab. Os preços de banana, laranja, maçã, mamão e melancia seguem apresentando queda no mês de maio.
Segundo a Conab, a boa safra nos estados produtores já vinha possibilitando um aumento gradual da oferta nos últimos meses e a tendência deve ter continuidade no próximo trimestre. A queda do preço do mamão, por sua vez, foi pressionada pela alta produção no Espírito Santo e no sul da Bahia. O recuo foi observado em todas as Ceasas analisadas, principalmente em Minas Gerais, que teve a maior baixa percentual, de 41,7%.
No caso da laranja e da maçã, que já apresentavam um histórico de preços mais baixos, a intensificação da colheita proporcionou uma queda ainda maior, de 22% e 23%, nas Ceasas de Goiânia e Belo Horizonte. A melancia, que estava com preços altos nos boletins anteriores devido ao fim da safra em São Paulo, começou a baixar graças ao início da colheita no interior de Goiás. A tendência de recuo seguiu também em frutas regionais, como atemoia, que teve queda de 19%, a tangerina, de 16%, goiaba e limão, ambas de 14%.
O boletim mostra que não houve aumento significativo de preços nas hortaliças em geral, exceto batata e cebola, que ficaram mais caras em alguns estados devido à entressafra. O tomate e o alface tiveram queda na maioria das Ceasas, enquanto o preço da cenoura diminuiu em todas as unidades analisadas no país. Outras hortaliças também apresentaram recuo geral nos preços, como agrião, que teve uma redução de 20%, beterraba, de 19% e abobrinha, de 18% (ABr).

Temer em Moscou na busca de novos mercados e oportunidades

Presidente Michel Temer chega à Rússia para uma visita oficial de dois dias.

O presidente Michel Temer está em Moscou, onde participa de uma série de encontros com o presidente russo, Vladimir Putin, com outras autoridades e empresários interessados em investir no Brasil. “Vamos nos reunir com investidores e políticos, para abrir novos mercados e oportunidades ao Brasil”, disse Temer em sua conta no Twitter, assim que desembarcou. De lá, o presidente segue para a Noruega. O retorno ao Brasil está previsto para o dia 23.
A agenda será voltada à captação de investimentos na área de energia. Temer também deverá explorar possibilidades em empreendimentos de ferrovias, portos e outras áreas de infraestrutura. Está prevista a assinatura de acordos bilaterais em setores como promoção de comércio e investimentos, intercâmbio cultural e consultas políticas. O mercado agropecuário também deverá estar na pauta. Em 2016, o Brasil foi responsável por 60% das importações de carne da Rússia. A intenção é ampliar o acesso de produtos agropecuários e diversificar as exportações.
A expectativa é de que o Brasil e a Rússia elevem o intercâmbio ao patamar de US$ 10 bilhões anuais. Em 2016, o comércio bilateral somou US$ 4,3 bilhões. Entre janeiro e maio de 2017, os dois países já comercializaram US$ 2,1 bilhões, valor 42% maior que o registrado no mesmo período de 2016. Na Noruega, o foco será o meio ambiente. O país já repassou ao Fundo Amazônia, administrado pelo BNDES, R$ 2,8 bilhões, e mantém-se como o maior financiador da iniciativa. Atualmente, são 89 projetos em áreas como combate ao desmatamento, regularização fundiária e gestão territorial e ambiental de terras indígenas (ABr).

Maioria dos varejistas está com estoques adequados

Em junho, o Índice de Estoques atingiu 108,5 pontos, crescimento de 2,7% na comparação com maio, e 15,7% superior ao registrado em junho de 2016. Apesar da alta, os resultados de junho não trazem grandes novidades positivas, já que a melhora do indicador foi motivada pela queda de 1,6 ponto porcentual na parcela de empresários que afirmaram estar com estoques abaixo do ideal, atingindo 13,5%, enquanto os que consideram seus estoques acima do adequado permaneceu estável, em 32,1%.
Os dados são do Índice de Estoques da FecomercioSP, que capta a percepção dos comerciantes sobre o volume de mercadorias estocadas nas lojas, e varia de zero (inadequação total) a 200 pontos (adequação total). A marca dos cem pontos é o limite entre inadequação e adequação.
No mês, 54,2% dos empresários varejistas afirmaram estar com um nível de estoques adequado- a segunda alta mensal consecutiva e o melhor resultado desde julho de 2015, quando 57,9% declararam estar nessa situação -, porém,ainda abaixo do histórico de antes de 2015, quando essa parcela rondava os 60% (FecomercioSP).

Arrecadação cai em maio, mas aumenta no acumulado

A arrecadação de impostos e contribuições federais chegou a R$ 97,694 bilhões em maio, com queda 0,96% em relação ao mesmo período de 2016. No resultado acumulado de janeiro a maio, o total arrecadado (R$ 544,485 bilhões) subiu 0,35% em relação ao registrado em igual período do ano passado.
Os dados foram divulgados hoje (20) pela Receita Federal. O crescimento é real, ou seja, leva em consideração a inflação do período, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).
Consideradas apenas as receitas administradas pela Receita Federal (excluídos outros órgãos), o valor arrecadado ficou em R$ 96,074 bilhões em maio, com queda real de 0,31% em relação a maio de 2016 (ABr).