Lucro da Caixa cresceu 81,8% no primeiro trimestre

O aumento do lucro foi gerado pelo crescimento das receitas com operações de crédito.

A Caixa Econômica Federal registrou lucro líquido de R$ 1,5 bilhão no primeiro trimestre, com crescimento de 81,8% em relação ao mesmo período do ano passado

Segundo o balanço divulgado ontem (24) pela instituição, o aumento do lucro líquido foi gerado pelo crescimento das receitas com operações de crédito, diminuição nas despesas com captação de recursos, avanço nas receitas com prestação de serviços e controle das despesas com pessoal, administrativas e operacionais.
O índice de inadimplência encerrou o trimestre em 2,83% com redução de 0,7 p.p em 12 meses, permanecendo abaixo da média de mercado de 3,84%, segundo o banco. Ao final de março, a Caixa possuía R$ 2,2 trilhões em ativos administrados, com destaque para seus ativos próprios, que totalizaram R$ 1,3 trilhão, avanço de 3,2% em 12 meses. O índice de Basileia encerrou o período em 13,6%, acima do limite regulamentar de 10,5%. Esse percentual indica a capacidade do banco de emprestar, levando-se em consideração os recursos próprios e a ponderação de riscos.
A carteira de crédito alcançou saldo de R$ 715,0 bilhões, crescimento de 4,5% em 12 meses e participação de 22,8% no mercado. “O crescimento das operações de habitação, saneamento e infraestrutura, e crédito consignado, foram os principais responsáveis pela evolução da carteira no período”, diz a Caixa, em nota. A carteira imobiliária, principal segmento de crédito da Caixa, alcançou saldo de R$ 412,9 bilhões, aumento de 6,0% em 12 meses. Esse salto representa 67,5% do mercado. As operações de saneamento e infraestrutura apresentaram saldo de R$ 78,9 bilhões, avanço de 8% em 12 meses.
As operações comerciais com pessoas físicas e pessoas jurídicas totalizaram R$ 189,6 bilhões, redução de 4,1% em 12 meses, impactadas, principalmente, pelo segmento pessoa jurídica, que apresentou queda de 7,8% (ABr).

Cerca de 53% das famílias paulistanas afirmam estar endividadas

O endividamento é maior nas famílias que ganham até dez salários mínimos.

Pelo segundo mês consecutivo, a proporção de famílias paulistanas endividadas subiu. Em abril, 52,9% das famílias declararam ter algum tipo de dívida, alta de 2,7 pontos porcentuais (p.p.) na comparação com março, quando 50,2% afirmaram ter dívidas. É o maior número de famílias endividadas desde setembro de 2015, quando 54,7% das pessoas estavam nessa situação. Em relação a abril de 2016, quando essa parcela era de 51,1%, houve elevação de 1,8 pp.
Em números absolutos, o total de famílias endividadas passou de 1,941 milhão em março para 2,046 milhões em abril, sendo que em abril de 2016, esse número era de 1,962 milhão. Comparando abril ano a ano, o aumento de famílias endividadas foi de 83 mil. Os dados são da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor, realizada mensalmente pela FecomercioSP.
Segundo a assessoria econômica da FecomercioSP, depois do uso dos recursos adicionais do décimo terceiro para a quitação de dívidas, era natural que o número de famílias endividadas voltasse a subir. Atualmente, esse número está em patamares próximos ao observado em novembro passado (52,7%). Na segmentação por renda, o endividamento é maior nas famílias que ganham até dez salários mínimos, proporcionalmente às famílias de renda mais alta.
O principal tipo de dívida continua sendo o cartão de crédito, utilizado por 71,5% das famílias paulistanas em abril. Em seguida, foram vistos os carnês (13,7%), financiamento de carro (12,7%), financiamento de casa (11,6%), crédito pessoal (10,9%), cheque especial (7,8%) e crédito consignado (5%) (FecomercioSP).

Dívida pública subiu 0,32% em abril

A Dívida Pública Federal, que inclui o endividamento interno e externo do Brasil, aumentou em abril. O estoque da dívida apresentou aumento de 0,32%, passando de R$ 3,234 trilhões, em março, para R$ 3,244 trilhões, em abril, informou hoje (24) a Secretaria do Tesouro Nacional do Ministério da Fazenda.
A Dívida Pública Mobiliária Federal interna (DPMFi), que é a parte da dívida pública que pode ser paga em reais, teve seu estoque ampliado em 0,30%, ao passar de R$ 3,113 trilhões para R$ 3,123 trilhões, devido aos gastos com juros, no valor de R$ 21,75 bilhões, descontado pelo resgate líquido, no valor de R$ 12,37 bilhões.
Com relação ao estoque da Dívida Pública Federal Externa, captada do mercado internacional, houve aumento de 0,81% sobre o estoque apurado em março, encerrando o mês de abril em R$ 121,28 bilhões (US$ 37,92 bilhões). “A variação ocorreu principalmente devido à desvalorização do real frente às principais moedas que compõem o estoque da dívida externa”, diz relatório do Tesouro. A variação do endividamento do Tesouro pode ocorrer por meio da oferta de títulos públicos em leilões pela internet (Tesouro Direto) ou pela emissão direta.
A variação pode ocorrer também pela assinatura de contratos de empréstimo. Neste caso, o Tesouro toma empréstimo de uma instituição ou de um banco de fomento, destinado a financiar o desenvolvimento de uma determinada região. Já a redução do endividamento se dá, por exemplo, pelo resgate de títulos. De acordo com o Plano Anual de Financiamento (PAF), a dívida pública poderá fechar este ano entre R$ 3,45 trilhões e R$ 3,65 trilhões (ABr).