JBS nega ter sido favorecida por BNDES

Um dos investigados chega à PF do Rio, por causa de operação Bullish, que investiga fraudes em aportes concedidos pelo BNDES à JBS.

O grupo alimentício JBS informou, por meio de nota, que não foi favorecido em qualquer operação financeira envolvendo a BNDESPar, subsidiária do BNDES

A Operação Bullish, da Polícia Federal, investiga irregularidades em aportes de R$ 8,1 bilhões da BNDESPar à JBS, de 2007 a 2011.
De acordo com as investigações da PF, uma empresa de consultoria ligada a um parlamentar à época permitiu que os desembolsos de recursos públicos tivessem tramitação recorde. Além disso, essas transações foram executadas sem a exigência de garantias e com a dispensa indevida de prêmio contratualmente previsto, gerando prejuízo de aproximadamente R$ 1,2 bilhão aos cofres públicos.
A nota da JBS diz que a empresa “sempre pautou seu relacionamento com bancos públicos e privados de maneira profissional e transparente. Todo o investimento do BNDES na companhia foi feito por meio da BNDESPar, seu braço de participações, obedecendo às regras de mercado e dentro de todas as formalidades. Esses investimentos ocorreram sob o crivo da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e em consonância com a legislação vigente. Não houve favor algum à empresa.”
Ainda de acordo com a nota, “todos os atos societários advindos dos investimentos da BNDESPar foram praticados de acordo com a legislação do mercado de capitais brasileiro, são públicos e estão disponíveis nos sites da CVM e de relações com investidores da JBS” (ABr).

Volume de serviços caiu entre fevereiro e março

Os serviços acumularam perdas de 4,6% no ano.

O volume de serviços no Brasil caiu 2,3% na passagem de fevereiro para março. A queda ocorreu depois de uma alta de 0,4% em fevereiro e uma estabilidade em janeiro. Segundo dados da Pesquisa Mensal de Serviços, divulgada sexta-feira (12), no Rio de Janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a queda em relação a março de 2016 é de 5%.
Os serviços acumularam perdas de 4,6% no ano e de 5% no período de 12 meses, considerando-se o volume do setor. Cinco dos seis grandes segmentos pesquisados pelo IBGE tiveram redução na passagem de fevereiro para março deste ano, com destaque para os serviços prestados às famílias (-2,1%).
Apenas o segmento de atividades turísticas teve crescimento (0,9%). Outros setores tiveram as seguintes quedas: outros serviços (-1,2%), transportes e correios (-1,1%), serviços profissionais, administrativos e auxiliares (-0,8%) e serviços de informação e comunicação (-0,4%).
Em relação à receita nominal, o setor de serviços teve uma queda de 1% entre fevereiro e março. Nas outras comparações, no entanto, houve altas de 1% na relação com março de 2016, 1,1% no acumulado do ano e 0,1% no acumulado de 12 meses (ABr).

Brasil lidera produtividade agropecuária mundial

Estudos feitos pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos mostram que o Brasil é um dos países em que a produtividade mais cresce. De 2006 a 2010, o rendimento da agropecuária aumentou 4,28% ao ano no Brasil, seguido pela China (3,25%), Chile (3,08%), Japão (2,86%), Argentina (2,7%), Indonésia (2,62%), Estados Unidos (1,93%) e México (1,46%).
Os pesquisadores americanos usaram o indicador expresso em Produtividade Total dos Fatores (PTF), que considera todos os produtos das lavouras e da pecuária e os relaciona com os insumos usados na produção.
De acordo com o coordenador-geral de Estudos e Análises da Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, José Garcia Gasques, o aumento da produtividade agrícola tem sido a forma mais segura de suprir as necessidades crescentes de alimentos em todo o mundo.
“Ao longo dos últimos 50 anos, o crescimento da produtividade permitiu ofertas mais abundantes de alimentos a preços mais baratos”, assinala Gasques. “No Brasil, isso pode ser verificado pela redução dos preços reais de grãos relevantes na alimentação humana, como, por exemplo arroz, milho, soja e trigo”. Com ganhos de produtividade obtidos nos últimos anos na agricultura, destacou o coordenador da SPA, o Brasil deixou de ser país importador de alimentos, com enormes crises de abastecimento, e se transformou em um expressivo exportador de uma pauta diversificada de produtos agropecuários (Mapa).

Lojistas estimam queda de 8% no faturamento do Dia das Mães

Após quatro anos de queda nas vendas ou de desempenho muito fraco no Dia das Mães, os lojistas paulistanos seguem pessimistas com a data neste ano. De acordo com a sondagem realizada pela FecomercioSP com 100 lojistas da cidade de São Paulo nos dias 8 e 9 de maio, a maioria acredita que a data será pior do que no ano passado, com perdas de 8% no faturamento.
Mesmo com a estimativa da Federação de aumento de até 5% nas vendas do varejo no mês de maio, a sondagem revela que esse movimento de alta pode não ser motivado pela data especial. De acordo com a FecomercioSP, o consumidor também está cada vez mais racional após uma forte restrição orçamentária da crise e do desemprego e esse novo consumidor está mais atento às promoções, menos afeito ao apelo das datas e ainda pouco propenso a se endividar.
A Entidade aponta, ainda, que é possível imaginar que a sazonalidade de alguns meses, puxada pelas datas comemorativas, tenda a se reduzir gradativamente. Na comparação com a sondagem de 2016, os lojistas esperam pelo aumento das vendas à vista, passando dos 34%, em 2016, para 38% neste ano, diante da pouca propensão das famílias em se endividar e, também, do risco de se expandir crédito, seja o crédito direto da loja ou aquele financiado por bancos e financeiras aos clientes de determinadas estabelecimentos (AI/FecomercioSP).