Meirelles diz que país voltará a gerar emprego no segundo semestre

Ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, fala à imprensa após participar do programa Agora Brasil.

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, disse ontem (11) que o país vai voltar a gerar emprego,
a partir do segundo semestre deste ano

Meirelles participou do programa ‘Agora Brasil’, da Rede Nacional de Rádio em parceria com a NBR – canal de TV da EBC. Meirelles falou sobre a economia e as propostas de reforma previdenciária e trabalhista em tramitação no Congresso Nacional.
O ministro afirmou que nos últimos anos o governo gastou excessivamente e a dívida pública subiu ‘de forma descontrolada’. “É preciso esclarecer o fato de que nós herdamos a maior recessão da história do Brasil”, declarou. O ministro disse que o país ainda está “pagando o preço” dessa recessão econômica. “Os investimentos caíram e as empresas começaram a demitir e as pessoas pararam de consumir com medo de serem demitidas”, disse.
Mas, para o ministro, agora país já saiu do “fundo do poço”. “Já estamos crescendo porque o governo cortou as despesas, estamos fazendo as reformas necessárias”, acrescentou. Meirelles disse ainda que a confiança de empresários e consumidores melhorou, levando a maior produção e consumo. Com isso, Meirelles afirma que o emprego vai reagir no segundo semestre.
Sobre a Previdência, o ministro respondeu a questionamento sobre as dívidas previdenciárias de empresas. Ele disse que a maior parte da dívida é de empresas insolventes ou falidas, o que torna difícil a recuperação. Ele acrescentou que o valor que pode efetivamente ser recuperado chega a R$ 150 bilhões. “Não cobre nem um ano de déficit da Previdência”, disse (ABr).

Vendas do comércio têm queda de 3% no 1º trimestre

Vendas do comércio caíram 1,9% em março. Retração do primeiro trimestre é de 3%.

As vendas do comércio varejista brasileiro registraram queda de 1,9% em março em relação a fevereiro (série livre de influências sazonais), fechando os três primeiros meses do ano com retração acumulada de 3% frente aos três primeiros meses de 2016. Os dados foram divulgados ontem (11), no Rio de Janeiro, pelo IBGE e indicam que, em março, também as vendas nominais do setor fecharam em queda de 1,9% sobre fevereiro, na série livre de influências sazonais.
O levantamento indica que - em relação a março do ano passado - março deste ano tem queda de 4% nas vendas do comércio varejista. É a 24ª taxa negativa consecutiva em volume de vendas nessa base de comparação. Já a taxa acumulada nos últimos 12 meses acusou queda no volume de vendas de 5,3%. A receita nominal de vendas apresentou, em março, taxas de variação de -2,0% em comparação com março de 2016, de 0,5% no acumulado no ano e de 3,5% nos últimos 12 meses.
Os números da pesquisa indicam, ainda, que o comércio varejista ampliado (incluindo o varejo e mais as atividades de veículos, motos, partes e peças e de material de construção) voltou a ter em março variação negativa para o volume de vendas sobre fevereiro, na série com ajuste sazonal (-2%), após quatro meses seguidos de resultados positivos. Ainda em relação às vendas do varejo ampliado, houve queda de 2,3% na receita nominal do setor em março, frente a fevereiro (série dessazonalizada).
Quando comparadas a março do ano passado, as vendas do comércio varejista ampliado fecharam em queda de 2,7% na comparação com março de 2016 na 34ª taxa negativa consecutiva, enquanto a receita nominal teve retração de 1,2%. Com o resultado de março, na comparação anual, houve queda de 2,5% no volume de vendas e de -7,1% no acumulado dos últimos doze meses; enquanto para receita nominal as taxas ficaram em -0,1% e -0,5%, respectivamente (ABr).

Melhora o Índice de Clima Econômico do Brasil

O Índice de Clima Econômico do Brasil cresceu 17 pontos entre janeiro e abril, atingindo 79 pontos. Com o resultado, o país voltou a ficar acima da média da América Latina (78 pontos). Os dados foram divulgados ontem (11), em São Paulo, pela Pesquisa Sondagem Econômica da América Latina, realizada pela Fundação Getulio Vargas (FGV), em parceria com o instituto alemão Ifo, que ouve especialistas em economia dos países analisados.
O Brasil, no entanto, continua atrás de quatro dos 11 países latino-americanos objeto da pesquisa da FGV: Paraguai (133 pontos), Uruguai (130), Argentina (101) e Colômbia (98). Em relação aos países do Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), o Brasil está melhor apenas que a África do Sul (79 pontos), mas em uma situação pior do que Rússia (96), China (107) e Índia (150). Outros países analisados mostraram os seguintes resultados: Reino Unido (105), França (101), Alemanha (148), Japão (113) e Estados Unidos (120). A União Europeia ficou com 125 pontos.
A melhora da situação econômica do país foi puxada principalmente pela melhora do Indicador de Expectativas, que subiu de 154 pontos em janeiro para 189 pontos em abril, colocando-se acima da média da América Latina (127 pontos). O Indicador da Situação Atual continua bem abaixo da média da América Latina (40 pontos) e da própria média brasileira dos últimos dez anos (91 pontos), mesmo tendo subido de 4 para 11 pontos no período.
Os principais problemas apontados por especialistas brasileiros foram demanda insuficiente, corrupção, instabilidade política e infraestrutura inadequada (ABr).

Agronegócios o maior crescimento da economia brasileira

As atividades agropecuárias devem crescer entre 3,3% e 7,8%, segundo as projeções da pesquisa Focus do Banco Central. De acordo com o professor do MBA Executivo em Gestão Agronegócio, Felippe Serigati, “o agronegócio brasileiro exerce um papel estratégico para economia brasileira. Entre outros fatores, contribui decisivamente para: aquecer a economia do interior do país; atrair dólares para a economia brasileira via exportações; auxiliar no combate à inflação tornando o preço dos alimentos mais acessíveis; garantir a segurança alimentar e energética do país".
"As atuais pesquisas do setor mostram que o agronegócios será o setor de maior crescimento e impacto no PIB brasileiro. No ano passado, o agronegócio foi responsável por 23.5% do PIB, ou seja, de cada R$ 1 gerado na economia brasileira, o agronegócio respondeu por R$ 0.23 e isso deve permanecer e até aumentar esse ano”, conclui.
Sobre os produtos que mais devem ser exportados neste ano, Serigati destaca: “Complexo Soja (grão, óleo e farelo), Carnes (aves, bovina e suína), Complexo Sucroalcooleiro (açúcar e etanol), Produtos Florestais (principalmente, papel e celulose) e Café” (FGV).

 
 
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