Começa nesta sexta saque de contas inativas do FGTS para nascidos entre junho e agosto

Agências da Caixa terão horário especial no fim de semana para saque das contas inativas do FGTS.

Começa na próxima sexta-feira (12) o pagamento das contas inativas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para trabalhadores nascidos nos meses de junho, julho e agosto

Com o novo lote, 7,6 milhões de pessoas estarão aptas a sacar quase R$ 11 bilhões e terão parte do fim de semana para comparecer à Caixa, que funcionará em regime de plantão.
Até a semana passada, R$ 16,6 bilhões foram resgatados por cerca de 10,6 milhões de cidadãos desde o início do calendário, no dia 10 de março.
Ao todo, 30,2 milhões de trabalhadores devem resgatar pouco mais de R$ 43 bilhões, segundo estimativas do governo. Os R$ 10,8 bilhões disponíveis no terceiro lote equivalem a 25% dos recursos disponíveis para pagamentos de todos os lotes. Além de atendimento exclusivo para as contas inativas neste sábado (13), as unidades da Caixa vão abrir mais cedo na sexta, na próxima segunda (15) e terça-feira (16).
Nem todo mundo, porém, é obrigado a comparecer a uma agência da Caixa para receber os recursos. Pouco mais de 3 milhões de pessoas terão os valores depositados automaticamente em suas contas da Caixa. Os trabalhadores que têm o Cartão do Cidadão e até R$ 3 mil a receber poderão ter acesso aos valores também por meio de lotéricas, caixas eletrônicos e correspondentes Caixa Aqui.
Para o trabalhador que for resgatar contas com saldos superiores a R$ 3 mil, é recomendado que compareça ao banco portando documento de identificação, Carteira de Trabalho ou alguma comprovação de rescisão do contrato. Para os valores acima de R$ 10 mil, é obrigatória a apresentação desses documentos. No mês que vem, poderão fazer o saque os nascidos em setembro, outubro e novembro. O mesmo ocorrerá a partir de julho, quando poderá sacar quem nasceu em dezembro (ABr).

Em março, 58% dos consumidores não procuraram crédito

Juros altos afastam o consumidor do crediário.

Em março, 58% dos consumidores não usaram nem buscaram nenhuma forma de crédito, segundo levantamento divulgado ontem (9), em São Paulo, pelo SPC Brasil. Segundo a pesquisa, feita em todo o país, para 44% dos entrevistados está difícil conseguir empréstimos ou financiamento, sendo que 20% tiveram crédito negado para fazer compras parceladas, quase a metade (9%) porque estavam inadimplentes.
O cartão de crédito foi a modalidade mais usada pelos 42% que utilizaram crédito em março, com menção de 37% dos consumidores. O crediário foi preferido por 12%, mesmo percentual dos cartões de loja (12%). Em seguida, aparece o cheque especial, com 6%. Entre os usuários de cartão de credito, 42% disseram que não sabem quanto gastaram em março. Os itens mais adquiridos foram alimentos (62%), remédios (49%), roupas (32%) e combustível (28%).
Para o presidente do SPC Brasil, Roque Pellizzaro Junior, o grande número de pessoas que se afastaram do crédito está relacionado ao cenário econômico ruim, aí incluídas as altas taxas de juros. “Com a inadimplência em patamar elevado, desemprego crescente e recessão, tanto bancos como financeiras têm restringido o crédito no mercado, o que dificulta a contratação por parte do consumidor. Além disso, as taxas de juros, ainda muito elevadas, acabam inibindo o apetite do consumidor na busca de recursos financeiros para fazer compras” disse.
A pesquisa mostrou ainda que 62% dos consumidores pretendem reduzir gastos em maio, enquanto 32% querem manter as despesas no mesmo patamar. Entre os que querem economizar, 24% disseram que tentam sempre gastar menos, 20% acham que os produtos estão mais caros e 15% disseram que estão endividados ao justificar a opção. Apenas 15% dos consumidores disseram ter dinheiro sobrando para comprar ou investir, enquanto 43% revelaram que nem sobram, nem faltam recursos. E mais: 34% não estão conseguindo pagar as contas com a renda atual. A pesquisa foi realizada em 12 capitais e ouviu 800 pessoas (ABr).

Aumentou o consumo de farinha de trigo no Brasil
 

O consumo de farinha de trigo no Brasil cresceu 6,2% em 2016, atingindo um total de 8.688 milhões de toneladas, retornando a um patamar semelhante ao registrado em 2014. A produção nacional de farinha respondeu por 8.225 milhões de toneladas em 2016 e a importação por 403 mil toneladas.
Os dados são da Associação Brasileira da Indústria do Trigo (Abitrigo) e baseiam em informações fornecidas pelos associados da entidade e sindicatos das indústrias do trigo, cruzadas com as do Ministério do Desenvolvimento Indústria e Comércio Exterior. De acordo com o embaixador Rubens Barbosa, presidente da Abitrigo, os números confirmam uma pequena e gradual recuperação da economia.
“O crescimento na demanda por farinha de trigo reflete o movimento da indústria alimentícia já que a farinha é matéria-prima para uma série de produtos básicos na alimentação da população, como pães, macarrão e biscoitos. O conjunto da cadeia do trigo está voltando a ganhar fôlego”, disse (Abitrigo).

Governo libera financiamento imobiliário

O Ministério das Cidades oficializou ontem (9), no Diário Oficial da União, a complementação de R$ 2,54 bilhões aos recursos destinados às contratações do Programa Especial de Crédito Habitacional ao Cotista do FGTS – Pró-Cotista. A pasta determina que 60% dos valores deverão ser aplicados à aquisição de imóveis novos. A Instrução Normativa fixa em R$ 500 mil o valor máximo da propriedade. A Caixa  havia suspendido novas negociações nessa modalidade. Após a previsão de remanejamento, anunciada em nota, o banco autorizou as agências a retomarem as propostas. O financiamento pela linha Pró-Cotista pode ser contratado por trabalhadores com pelo menos 36 meses de vínculo com o FGTS. Também é preciso ter saldo na conta do FGTS de pelo menos 10% do valor do imóvel ou estar trabalhando. A taxa de juros é de 8,66% ao ano (ABr).

 
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