Custo de vida paulista subiu 0,07% em março, menor elevação desde maio de 2014

Os preços no varejo paulistano estão em uma trajetória mais moderada do que a observada no ano passado.

O custo de vida para as famílias da Região Metropolitana de São Paulo continua subindo, porém, com menos intensidade do que no ano passado

Em março, o custo de vida subiu 0,07% ante os 0,32% registrados em fevereiro - menor elevação nos preços desde maio de 2014. No mesmo mês do ano passado, o indicador havia crescido 0,51%. Já no acumulado dos últimos 12 meses, o índice registrou alta de 4,69% e crescimento de 0,64% no acumulado do trimestre.
Os dados são da pesquisa Custo de Vida por Classe Social (CVCS), realizada mensalmente pela FecomercioSP. Os setores que mais influenciaram na alta do custo de vida em março foram os relacionados a educação (1,85%), habitação (0,99%) e saúde e cuidados pessoais (0,76%).
Segundo a assessoria econômica da FecomercioSP, habitação foi responsável por cerca de 16% do resultado altista do CVCS de março, com destaque para a energia elétrica residencial, que ficou, em média, 4,41% mais cara no contraponto com fevereiro, impulsionando o resultado do grupo.
O segundo maior impacto ficou com educação, que subiu 1,85% em março, com destaque para o aumento dos preços do ensino superior (3,66%). Em contrapartida, as atividades de transportes (-1,61%), comunicação (-0,79%), artigos do lar (-0,53%) e vestuário (-0,43%) registraram as maiores quedas nos preços nos mês, na comparação com fevereiro. A ponderação destes quatro segmentos, somados, atinge 37% do CVCS, o que favoreceu o arrefecimento do indicador em março.
Segundo a Federação, os preços no varejo paulistano estão comprovadamente em uma trajetória mais moderada do que a observada no ano passado, o que deve surtir efeitos positivos no sentido de reduzir a restrição orçamentária a que as famílias vinham se submetendo nos últimos anos por conta da alta persistente dos itens básicos (AI/FecomercioSP).

Mercado diz que inflação fechará ano em 4,01%

A projeção para a inflação está abaixo do centro da meta que é 4,5%.

O mercado financeiro reduziu - pela nona vez seguida - a projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) este ano. Agora, a estimativa passou de 4,03% para 4,01%, de acordo com o boletim Focus, uma publicação elaborada todas as semanas pelo Banco Central (BC) e divulgada às segundas-feiras.
A projeção para a inflação este ano está abaixo do centro da meta que é 4,5%. A meta tem ainda limite inferior de 3% e superior de 6%. Para 2018, a estimativa subiu de 4,30% para 4,39%. A projeção de instituições financeiras para o crescimento da economia (PIB) este ano foi ajustada de 0,46% para 0,47%. Para 2018, a expectativa é que a economia cresça 2,5%, a mesma projeção há sete semanas consecutivas.
Para as instituições financeiras, a Selic encerrará 2017 e 2018 em 8,5% ao ano. Atualmente, a taxa é de 11,25% ao ano. A Selic é um dos instrumentos usados para influenciar a atividade econômica e, consequentemente, a inflação. Quando o Copom aumenta a Selic, a finalidade é conter a demanda aquecida e isso gera reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.
Já quando o Copom diminui os juros básicos, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle sobre a inflação (ABr).

Receita abre consulta a lote de restituição do IR
 

A Receita Federal abriu consulta ao lote de restituição residual do IRPF, referente aos exercícios de 2008 a 2016. O crédito bancário para 128.232 contribuintes será realizado no próximo dia 15, totalizando R$ 213,4 milhões, dos quais R$ 74,7 milhões referem-se aos contribuintes com prioridade no recebimento: 22.107 idosos e 1.930 com alguma deficiência física ou mental ou moléstia grave.
Para saber se teve a declaração liberada, o contribuinte deverá acessar a página da Receita na Internet (http://idg.receita.fazenda.gov.br), ou ligar para o Receitafone 146. Na consulta à página da Receita, serviço e-CAC, é possível acessar o extrato da declaração e ver se há inconsistências de dados identificadas pelo processamento. Nesta hipótese, o contribuinte pode avaliar as inconsistências e fazer a autorregularização, mediante entrega de declaração retificadora.
A Receita disponibiliza, ainda, aplicativo para tablets e smartphones que facilita consulta às declarações do Imposto de Renda e situação cadastral no CPF – Cadastro de Pessoas Físicas. Com ele será possível consultar diretamente nas bases da Receita Federal informações sobre liberação das restituições do IRPF e a situação cadastral de uma inscrição no CPF (ABr).