Alckmin: “Não há nada mais duro que você ser injustiçado”

Mais uma vez se defendendo das delações de executivos da Odebrecht, o governador Geraldo Alckmin, afirmou na quinta-feira (20), que não há nada “mais duro” do que ser injustiçado.

Ele nega todas as acusações de que teria recebido recursos ilícitos em campanhas eleitorais e fez a declaração comentando a estratégia do PSDB paulista de defender o legado do partido e evitar o mesmo destino do PT na Operação Lava Jato.
De acordo com o jornal “Folha de S.Paulo”, o PSDB paulista fez uma reunião com jovens lideranças do partido para pedir apoio em defesa ao governador e a outros tucanos investigados na Operação. Nessa estratégia, há uma sugestão para que a legenda envie uma carta aos filiados pedindo altivez na defesa. “Delação não é prova. Delator é alguém que é réu confesso e está tentando escapar, fazer alguma coisa para que, no mínimo, sua pena seja diminuída. Então é preciso verificar”, disse o governador, quando perguntado sobre a estratégia de defesa do partido.
Alckmin voltou a falar que confia “absolutamente” na Justiça ao punir culpados e inocentar quem é não cometeu delitos. Nos acordos de colaboração premiada com o MPF, três delatores da Odebrecht afirmaram que o governador recebeu por meio de um cunhado R$ 10,3 milhões do setor de propinas da empreiteira a pretexto de contribuição eleitoral - R$ 2 milhões no ano de 2010 e R$ 8,3 milhões no ano de 2014, todas somas não contabilizadas. Ele nega que tenha recebido qualquer valor ilícito em sua vida pública (AE).

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