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Aquecimento pode provocar queda na produção de cerveja

Para além do aumento das temperaturas médias, da elevação do nível do mar, da desertificação da Floresta Amazônica, o aquecimento global pode trazer outra consequência nefasta que não havia ainda sido detectada pelos cientistas: vai faltar cerveja.

Em estudo publicado ontem (15), na “Nature Plants”, pesquisadores da Universidade da Califórnia revelam que o recrudescimento das secas levará a um declínio significativo do cultivo de cevada e, consequentemente, a uma queda na produção.
E o que é ainda pior: as cervejas disponíveis custarão muito mais caro. Os modelos econômicos usados no trabalho indicam um grande potencial de aumento significativo dos preços, principalmente nos países onde o consumo é grande, como o Brasil. Enfrentar um calorão sem poder tomar uma cerveja bem gelada pode parecer um luxo. Mas pode também ser um problema sério.
“O mundo está diante de muitos impactos das mudanças climáticas que podem, inclusive, ameaçar a sobrevivência; gastar um pouco mais para comprar cerveja pode parecer uma bobagem na comparação”, afirmou o coautor do estudo, Steven Davis, em nota oficial sobre o estudo. “Mas existe, definitivamente, um apelo cultural à cerveja, e não poder tomar uma gelada no fim de mais um dia quente pode ser terrível”.
O grupo analisou diferentes cenários baseado nos níveis de queima de combustíveis fósseis e emissões de dióxido de carbono. No pior caso, regiões do planeta onde a cevada é tradicionalmente plantada - como Canadá, Europa, Austrália e Ásia - vão enfrentar mais períodos de seca e ondas de calor, levando a uma declínio do cultivo que pode variar de 3% a 17% (AE).

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