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ANP defende exploração de gás não convencional

O diretor geral da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), Décio Oddone, defendeu a exploração do mercado de gás não convencional no Brasil, indústria que nos Estados Unidos proporcionou a abertura de 700 mil poços e o barateamento do preço do gás natural para o consumidor doméstico.

Ele afirmou que o mercado tem grande potencial para o gás não convencional, principalmente na bacia do Recôncavo Baiano, e que, apesar de não ser “a salvação da lavoura”, deveria ser levado em conta na política energética.
O fraturamento hidráulico consiste na explosão de rochas subterrâneas e injeção de produtos químicos, o que causa danos ao meio ambiente, e por este motivo o MP obteve uma liminar que suspendeu a exploração de gás não convencional no Brasil até que se defina uma legislação específica para o segmento.
“A ANP é favorável à exploração do gás não convencional e temos que tomar essa decisão, mas no momento tem limitações legais”, disse Oddone respondendo uma questão colocada durante debate por um representante da Halliburton na Rio, Oil & Gas 2018, sobre quando o Brasil começaria a explorar o gás não convencional. “Os Estados Unidos têm 700 mil poços em produção de forma não convencional. Será que é tão ruim assim?”, indagou Oddone (AE).

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