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Juiz brasileiro é branco, católico, casado e pai

Um relatório do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) revela que a maioria do judiciário brasileiro é formada por homens, brancos, casados, com filhos e católicos.

Participaram da pesquisa 11.348 magistrados, representando 62,5% de um total de 18.168 juízes, desembargadores e ministros dos tribunais superiores. A pesquisa Perfil Sociodemográfico dos Magistrados, divulgada ontem (13), mostra que a participação das mulheres (37%) ainda é menor do que a de homens (63%).
Mulheres representam 39% dos juízes titulares, mas o porcentual cai com a progressão na carreira: elas são 23% dos desembargadores e 16% dos ministros dos tribunais superiores. As mulheres também progridem menos na carreira jurídica em comparação com eles. A idade média do magistrado brasileiro é de 47 anos. Os juízes mais jovens estão na Justiça Federal, com 13% deles até 34 anos; 49% entre 35 e 45 anos; e 9% com 56 anos ou mais.
Oito em cada dez juízes brasileiros são casados ou possuem união estável. Entre os homens, o porcentual de casados é de 86%. Já entre as mulheres, 72%. Os solteiros são 10%. A maioria tem filhos (78%) e declarou-se branca (80,3%). Os negros representam 18% do judiciário (16,5% declararam-se pardos e 1,6%, pretos). Aqueles de origem asiática são 1,6%, e somente 11 magistrados se disseram indígenas.
A maior parte dos magistrados respondeu que tem religião (82%), sendo 57,5% católicos, seguido de espíritas (12,7%) e evangélicos tradicionais (6%). Os que não têm religião representam 18% (AE).

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