Marina Silva: não ter o Centrão é um ‘grande ativo’

Em passagem por Porto Alegre, a pré-candidata à Presidência, Marina Silva (Rede), voltou a criticar o Centrão e o tucano Geraldo Alckmin.

Segundo ela, não ter o grupo como aliado é um ‘grande ativo. “Foram eles que levaram o Brasil para o fundo do poço”, disse. Marina chamou o Centrão de “condomínio de Alckmin”, ao participar de encontro com empresários gaúchos na tarde da sexta-feira (27), na sede da Federação de Entidades Empresariais do Estado.
A jornalistas, a ex-senadora afirmou que acredita que o grupo “levou o Brasil ao fundo do poço e que irão levar o País a um poço sem fundo”. Ela também relativizou a importância de se ter apoio do Centrão. “Eu não acho que não ter um leque de alianças com aqueles que levaram o Brasil para o buraco seja um passivo, talvez isso seja um grande ativo, não estar com aqueles que criaram os problemas”, disse. A Rede, até o momento, não fechou com outras siglas.
Para Marina, no entanto, não ter coligação no momento “faz parte da democracia”, e, com críticas a Alckmin, disse que a maioria dos pré-candidatos também não fechou muitos acordos. Ela criticou o que chamou de “grande injustiça feita por velhos partidos”. Segundo a pré-candidata, houve uma “união” dessas siglas para que “somente eles tenham estrutura para concorrer”. “Tanto que eles repartiram o fundo eleitoral apenas entre PT, PSDB, DEM e MDB, na sua grande maioria”, disse.
Para a vaga de vice, a pré-candidata disse que o partido possui “ouro da casa”, referindo-se ao economista Ricardo Paes de Barros. Ela também citou o presidente do Flamengo, Eduardo Bandeira de Mello, e o deputado federal Miro Teixeira (RJ) como possíveis nomes caso não haja aliança (AE).

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