Falta de água faz cidade paulista decretar emergência

A prefeitura de Caconde, localizada na região de São Carlos, decretou estado de emergência e resolveu autuar quem desperdiçar água.

O motivo é a falta de chuva e a queda de mais de 50% no volume de água captada no município. A multa pode chegar a R$ 548 em caso de reincidência. Em nota, a prefeitura informou que também estuda a confecção de boletins informativos à população sobre a importância de economizar água. “A captação na Serra do Cigano que normalmente é de 15 litros por segundo, já caiu para apenas 6 litros por segundo”, justifica.
O município não é o único a enfrentar problemas com a falta de água no Estado. Santa Cruz das Palmeiras, a 80 km de Caconde, decretou racionamento no dia 26 de junho, e desde então os moradores têm o fornecimento interrompido todos os dias das 8h às 16h. Em Tambaú, na mesma região, decreto baixado há duas semanas proíbe o uso de água em tarefas como lavar carros e calçadas. A prefeitura diz que “a fiscalização acontece inclusive no período noturno”, com multa prevista de R$ 771 em caso de descumprimento
Em Bebedouro, o Serviço Autônomo de Água e Esgoto informou que os níveis dos reservatórios estão baixos. Por isso, está pedindo o uso racional à população e, para evitar o racionamento, solicitou ao Comitê do Baixo Pardo Grande novas regras para liberar perfurações de poços no Aquífero Guarani. Em Bauru, as comportas da lagoa de captação do Rio Batalha estão fechadas desde maio. O objetivo é manter o nível do reservatório que serve a cidade dentro do patamar ideal, de 3 metros de altura. Em anos anteriores, esta medida precisou ser adotada somente em agosto.
Em Itu, mesmo com as reservas estratégicas, as barragens de captação de água operam com 75% de capacidade. Segundo a Companhia Ituana de Saneamento, para evitar a possibilidade de racionamento é preciso que os moradores reduzam o consumo em 30%. Ontem (12), parte da população de Itu amanheceu com as torneiras secas. A Companhia de Saneamento diz que houve falhas “em bombas na captação de água bruta do Pau D’Alho”, e que “algumas reservas estratégicas foram ativadas para solucionar o problema” (AE).

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