Governo conversa com economistas de presidenciáveis

A equipe econômica do governo já deu os primeiros passos na direção da transição política.

O ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, e o presidente do Banco Central (BC), Ilan Goldfajn, têm recebido para reuniões os coordenadores do programa econômico dos pré-candidatos à Presidência. Eles estão sendo informados sobre a situação das contas públicas do país.
Em junho, o secretário do Tesouro Nacional, Mansueto Almeida Junior, conversou com Paulo Guedes, economista que assessora o pré-candidato Jair Bolsonaro. Também esteve em reunião com o secretário o economista Pérsio Arida, que faz o plano de governo de Alckmin. Neste mês, as reuniões estão sendo feitas com Guardia e Goldfajn. No último dia 4, os dois receberam Pérsio Arida. No dia 9 de julho, foi a vez de Mauro Benevides, responsável pelo programa econômico de Ciro Gomes.
A ideia dos encontros é mostrar que as reformas e ajustes na economia brasileira são importantes para a retomada da economia e para ter inflação e juros baixos. O governo também enfrenta dificuldades para o cumprimento da regra de ouro, que proíbe o governo de se endividar para cobrir gastos correntes. A União só pode emitir títulos da dívida pública para financiar despesas de capital (como investimentos e amortização da dívida) ou rolar a própria dívida pública. Para o próximo ano, o Tesouro Nacional estima necessidade de R$ 139 bilhões de crédito extraordinário para cumprir essa regra.
As contas do setor público consolidado (União, estados e municípios) estão no vermelho desde 2014 e devem permanecer registrando déficit nos próximos anos, segundo estimativas do governo (ABr).