Alckmin: em processo de ‘aproximações’ com o centro

O pré-candidato do PSDB à Presidência, Geraldo Alckmin, disse ontem (20), que está em um processo de “aproximações sucessivas” com o chamado “centro político” e citou o DEM na lista dos partidos que pretende conquistar.

Alckmin negou que o PSDB esteja correndo atrás do MDB e afirmou não ter dúvidas de que estará no segundo turno da disputa ao Palácio do Planalto, embora ainda esteja estagnado nas pesquisas, com índices variando de 6% a 7% das intenções de voto.
A reportagem apurou que a conversa com Ciro animou mais o DEM, embora haja resistências internas à candidatura do ex-ministro. A portas fechadas, integrantes do DEM admitem não ter gostado da escolha do ex-governador de Goiás Marconi Perillo (PSDB) para ser o coordenador político da campanha de Alckmin. Motivo: Perillo é ferrenho adversário do senador Ronaldo Caiado (GO), pré-candidato do DEM ao governo de Goiás.
“As coisas estão caminhando bem”, amenizou Alckmin, ao chegar para um almoço no gabinete do senador Tasso Jereissati (CE). Até agora, o tucano conta com o aval do PTB, PV, PSD e PPS. Mesmo assim, há no PPS quem pregue negociações com a presidenciável da Rede, Marina Silva. Na tentativa de obter o apoio do DEM, o ex-governador de São Paulo não poupou elogios a Rodrigo Maia, que já avisou a interlocutores a intenção de retirar sua pré-candidatura ao Planalto, no fim de julho, para avalizar um nome com mais chances.
“Nós respeitamos Rodrigo Maia, um dos melhores quadros da política brasileira, uma grande liderança jovem e com espírito público”, afirmou Alckmin. Em São Paulo, o DEM fez dobradinha com o PSDB e apoia a candidatura do ex-prefeito João Doria ao Palácio dos Bandeirantes. Pelo acordo, o deputado Rodrigo Garcia deverá ser vice de Doria (AE).