Vaticano nega ter enviado advogado para visitar Lula

O Vaticano esclareceu ontem (12) que o papa Francisco não tem relação com o advogado argentino Juan Grabois, o qual tentou visitar o ex-presidente Lula na prisão.

Grabois, fundador do Movimento dos Trabalhadores Excluídos e ex-consultor do Pontifício Conselho Justiça e Paz, tentou visitar na segunda-feira (11) Lula na prisão em Curitiba, mas não foi autorizado pela Polícia Federal (PF).
Vários veículos de imprensa e redes sociais do PT haviam dito que Grabois era um representante do Papa que entregaria um terço a Lula em nome do Pontífice. Mas, de acordo com uma nota publicada pelo site Vatican News, Grabois fez a visita a “título pessoal”, e o terço não foi enviado pelo papa Francisco, apenas “abençoado”.
“Em mérito às notícias circuladas sobre o suposto envio de um Terço pelo Papa Francisco ao ex-presidente Lula, esclarecemos que o advogado argentino Juan Grabois, tentou fazer uma visita - a título PESSOAL - ao ex-presidente, tendo após a tentativa infrutífera, concedido uma entrevista diante do prédio da Polícia Federal em Curitiba. Na entrevista - e nos ativemos a ela - EM NENHUM MOMENTO Grabois afirmou que o Terço foi enviado pelo Santo Padre, mas apenas “ABENÇOADO” pelo Papa”, diz a nota.
Em sua página oficial, o Instituto Lula descreveu Grabois como “emissário do papa Francisco para assuntos de Justiça e Paz”, e disse que ele pretendia levar ao ex-presidente um terço mandado pelo próprio Pontífice. Segundo a CNBB, o Vatican News representa a comunicação da Santa Sé. A CNBB, por sua vez, também disse desconhecer o envio do terço pelo Papa ao ex-presidente (ANSA).