Construção civil reclama preços do cimento e do aço

A lista de insatisfeitos com a política de preços da Petrobras continua crescendo. Após caminhoneiros, o setor da construção civil foi ao Palácio do Planalto reclamar diretamente com o presidente Temer dos reajustes frequentes pela estatal petroleira.

O presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção Civil (CBIC), José Carlos Martins, deu como exemplo o aumento recente de 5% no preço do cimento e de 3% no aço gerado em razão dos combustíveis mais caros.
Após a reunião com Temer, Martins alertou aos jornalistas que, se a política de preços da Petrobras for mantida, será preciso adotar algum ajuste para que “as construtoras sobrevivam”. O grande problema levado a Temer é o descasamento entre custos em alta e a dificuldade contratual de repassar o aumento aos clientes. O caso mais grave ocorre nas obras do setor público.
“Como eu vou incluir no preço de um projeto um aumento de 20% ou 30% como ocorrido recentemente? O Tribunal de Contas da União (TCU) certamente vai dizer que é superfaturado”, disse, ao citar como exemplo grandes obras. No caso das pessoas físicas, construtoras podem repassar o aumento a cada ano. “Tenho que esperar 12 meses. Não há empresa que aguente”, reclamou.
“Não tem como prever algo tão maluco como essa política de preços. É preciso ter o mínimo de previsibilidade”, disse, ao reclamar do monopólio da Petrobras no setor do petróleo no Brasil. “Não se pode compreender uma empresa à mercê da concorrência”, disparou, ao pedir uma política de preços “no mínimo regulada” para os combustívei (AE).

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