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Governo tem colchão de liquidez de R$ 575 bilhões

O secretário do Tesouro Nacional, Mansueto Almeida, destacou que o governo conta atualmente com um colchão de liquidez de R$ 575 bilhões, o que deixa o Tesouro confortável para, se necessário, cancelar leilões de títulos públicos “até que a situação melhore”.

“Não temos pressão para fazer leilões de títulos”, afirmou. Ele disse ainda que o que está acontecendo na economia é “normal” em ano eleitoral.
Almeida destacou que o Tesouro não vai sancionar taxas de juros elevadas que estão sendo pedidas pelo mercado para financiar o governo, pois não refletem a situação macroeconômica do País. “Nas últimas semanas cancelamos a venda de títulos longos, pois a taxa de juros não reflete a matriz de risco da economia brasileira. Não faz sentido vendermos títulos a taxas de juros tão elevadas”, afirmou.
Lembrou que o próprio mercado calcula que, mesmo com câmbio atual, a inflação ainda seria menor que centro da meta. “Não dá para comparar segurança que temos hoje, seja em instrumentos ou financiamento, com 2002. As condições hoje são muito mais benignas”, disse. Afirmou também que as equipes do Ministério da Fazenda têm mantido contato semanal com o Banco Central e há “sintonia perfeita” entre os dois órgãos e o Ministério do Planejamento.
O secretário do Tesouro Nacional disse ainda que não há risco de descumprimento da meta fiscal deste ano, que prevê déficit de até R$ 159 bilhões, após a concessão de subsídios ao preço do diesel. Segundo ele, o gasto adicional de R$ 6 bilhões poderá piorar o resultado primário, mas mesmo assim ele ficará de acordo com o objetivo fixado para o ano. E que a arrecadação do governo tem sido um fator positivo e pode ajudar a minimizar o impacto do subsídio nas contas (AE).

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