É preciso 1 mês para avaliar ‘impacto da greve’ no PIB

O ministro do Planejamento, Esteves Colnago, reconheceu ontem (6), que a greve dos caminhoneiros deve ter impacto no desempenho da economia nos próximos meses.

Depois de um crescimento de 1,2% no primeiro trimestre, em relação a igual período de 2017, o PIB “não necessariamente” terá resultado semelhante nos próximos trimestres, disse o ministro.
“Precisamos pelo menos um mês para avaliar impacto da greve dos caminhoneiros”, acrescentou. Ele usou diversas vezes verbos no passado para se referir ao bom desempenho da economia antes da greve. Segundo ele, as famílias “vinham” retomando o consumo e “era uma conjuntura de fortalecimento e de grande tração do crescimento”.
O ministro ressaltou que o projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2019 não considera nenhuma receita extraordinária que já não esteja no horizonte da equipe econômica para ingressar nos cofres. “Não estamos criando nenhuma obrigação ou expectativa (de receita) para próximo presidente”, disse.
Admitiu, no entanto, que o Brasil pode conviver por um tempo ainda maior com as contas públicas no vermelho. A previsão oficial atualmente é que as despesas continuem superando as receitas do governo até 2021, mas o ministro reconheceu que a tão esperada virada de um déficit para um superávit pode ocorrer apenas em 2025. “Muitas vezes colocam que emenda do teto de gastos hoje é insustentável, mas a emenda do teto é o que dá credibilidade para viver oito anos, talvez 11 anos de déficit”, disse Colnago (AE).

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