Alta do dólar é internacional e Brasil ‘não está imune’

A alta do dólar no Brasil é um movimento internacional de fortalecimento da moeda americana, disse o ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, ontem (15), em Brasília.

O ministro conversou com a imprensa após participar de reunião com o presidente do TCU, Raimundo Carreiro, para discutir como o tribunal pode ampliar a capacidade de auditar os parcelamentos de dívidas tributárias e benefícios fiscais.
“No curto prazo, é um movimento internacional de fortalecimento do dólar e o Brasil não está imune a isso”, disse o ministro. Na segunda-feira (14), o dólar comercial fechou cotado R$ 3,628, uma alta de 0,73%. Esse foi o maior valor desde abril de 2016, quando a moeda chegou a valer R$ 3,693. Ontem, às 12h10, o dólar estava cotado a R$ 3,68, com alta de 1,4%.
“Vejo como uma tendência internacional de fortalecimento do dólar. Se nós olharmos para os países emergentes ou para as principais moedas, elas estão se desvalorizando vis-à-vis o dólar”, destacou o ministro. O governo deve manter a estratégia de ajuste fiscal para fazer frente a alta do dólar.
“A melhor resposta do governo é persistir trabalhando no processo de consolidação fiscal, aumentar a produtividade, reduzir custos para tornar a economia brasileira mais eficiente. Temos um cenário de contas externas muito favorável, temos reservas internacionais, temos um pequeno déficit em transações correntes, que é amplamente financiável pelos investimentos diretos estrangeiros, a inflação está baixa, um processo de redução da taxa de juros”, disse (ABr).