Geração de emprego em 2018, mesmo com cenário pior

Apesar de o mercado financeiro ter reduzido novamente a projeção para o crescimento da economia este ano, passando a estimativa para a expansão do PIB de 2,75% para 2,70%, o ministro do Trabalho, Helton Yomura, disse estar otimista quanto ao aumento das contratações este ano.

“Recebemos essa notícia a respeito do desenvolvimento da atividade econômica. Isso certamente vai impactar na geração de empregos, mas nós continuamos otimistas com relação a nós termos um Caged positivo durante todo o ano de 2018”.
O ministro participou ontem (9), no Rio de Janeiro, do evento Modernização nas Contratações de Trabalho, promovido pela Asserttem. Yomura destacou a importância das contratações temporárias e outras modalidades permitidas após a reforma trabalhista para a melhoria nos números do emprego. Para ele, o acréscimo de empregos nos três primeiros meses é resultado de novas modalidades de emprego formalizadas pela reforma trabalhista.
“Sinal de que o mercado absorveu bem essa tendência, por exemplo, do trabalho de tempo parcial e intermitente, e já o estão utilizando em vários ramos da economia”, afirmou. A perspectiva do governo é de fechar o ano com a criação de 2 milhões de postos de trabalho. De acordo com o Ministério do Trabalho, em março houve crescimento de 0,15% em relação ao saldo de fevereiro. Mas os dados do IBGE apontam que houve crescimento no desemprego no primeiro trimestre do ano, atingindo 13,1%.
Para o ministro, o trabalho temporário “sempre foi muito discriminado” e havia insegurança jurídica nessa modalidade de contratação. Porém, a reforma trabalhista “aperfeiçoou” esse tipo de contrato. “O novo modelo que as empresas estão discutindo hoje é de extrema importância, porque as empresas de trabalho temporário tem expertise no recrutamento, no treinamento do profissional, e já entrega pronto para o tomador de serviço, que tem um curto espaço de tempo” (ABr).

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