Marun critica Barroso e insinua que imprensa paga por vazamentos

O ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun, voltou a criticar ontem (8) a atuação do Poder Judiciário e defendeu que seja encerrado o inquérito dos portos.

Ele questionou a decisão do ministro Roberto Barroso de negar o pedido da defesa do presidente Temer para arquivar o inquérito. O processo está “completamente contaminado” devido ao “vazamento seletivo” de informações para a imprensa. Marun insinuou que órgãos da imprensa poderiam estar pagando para receber os dados do inquérito e publicar denúncias contra Temer.
“Esse inquérito dos portos deveria ser encerrado, porque é fonte permanente de vazamentos, e vazamento é crime. Se um cidadão é receptador de produto de crime, ele é preso. Existem órgãos da imprensa que parecem que são receptadores de crime, do crime de vazamento, e isso não é sequer investigado com mais atenção. Quem é que me garante que não estão pagando, que estão chegando nos órgãos de imprensa mediante remuneração financeira?”, disse Marun.
O ministro reiterou que não descarta nenhuma hipótese sobre os vazamentos e exigiu que seja aberta uma investigação. Marun também desafiou que se apresente provas de que o decreto dos portos tenha sido editado por Temer para favorecer empresas. Para o ministro, um juiz de primeira instância impedir a nomeação de um ministro indicado por Temer e o ministro Barroso pedir a quebra do sigilo bancário do presidente são exemplos de “operadores do Judiciário” que, em sua opinião, descumprem a lei.
Sobre a pauta de votações na Câmara, o ministro reafirmou que as prioridades são os projetos econômicos que tratam da privatização da Eletrobras; do cadastro positivo; da regulamentação da duplicata eletrônica e o da reoneração (ABr).

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